Ha como eu Queria q ela Soubesse

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⁠Não há Saúde Mental sem Educação para Saúde Mental!

⁠Sem Educação Mental não há Saúde Mental!


Ou

Não há Saúde Mental sem Educação Mental!

Há uma força que exerço todos os dias, e poucas pessoas a enxergam.

É a força de me colocar constantemente no lugar dos outros. De tentar compreender antes de ser compreendida. De acolher antes de pedir acolhimento. De medir cada palavra, revisar cada atitude, reconstruir a mim mesma inúmeras vezes para não ferir, não decepcionar, não sobrecarregar quem está à minha volta.

Passei boa parte da vida acreditando que esse era o amor.

Então fui me desfazendo aos poucos.

Respeitei os limites de todos, menos os meus. Carreguei responsabilidades que nunca me pertenceram. Silenciei dores para preservar a paz alheia. Tomei para mim culpas que não eram minhas. Vivi em permanente autoavaliação, tentando corrigir defeitos, controlar reações, encontrar maneiras de ser mais fácil para o mundo.

Enquanto isso, o meu próprio mundo desmoronava em silêncio.

Talvez seja por isso que a ansiedade e a depressão não sejam, para mim, apenas nomes. Elas também carregam o peso de uma vida inteira tentando sustentar aquilo que nunca esteve sob o meu controle.

Hoje percebo o quanto é perigoso viver assim.

Existe uma diferença enorme entre amar e abandonar a si mesmo.

Entre servir e anular-se.

Entre cuidar e esquecer que também se precisa de cuidado.

E talvez seja justamente aí que muitos de nós nos percamos.

Passamos tanto tempo tentando corresponder às expectativas, apagar incêndios, carregar dores que não são nossas e manter a vida de todos em ordem, que nos esquecemos de voltar para casa: para dentro de nós.

Precisamos nos lembrar, constantemente, de que cada pessoa é responsável pelas próprias escolhas, pelos próprios caminhos e pela própria alma.

Podemos aconselhar, amar, acolher, estender a mão. Mas não podemos viver a vida de ninguém, nem assumir responsabilidades que Deus nunca nos entregou.

Porque haverá um dia em que estaremos diante d'Ele.

E, naquele dia, não será possível dizer:

"Senhor, eu escolhi esse caminho porque me senti obrigada."

"Eu não tive tempo de cuidar da minha alma porque estava ocupado demais cuidando da vida de todos."

"Eu vivi tentando agradar, obedecer às expectativas e corresponder ao que esperavam de mim."

Cada um responderá pela própria vida.

Que essa verdade não seja um peso, mas um despertar.

Que ela nos lembre de que não fomos chamados a viver sufocados pelas expectativas do mundo, nem aprisionados pelas necessidades das pessoas, a ponto de abandonarmos a única alma que Deus confiou aos nossos cuidados.

No fim, talvez a pergunta mais importante não seja quantas vidas tentamos salvar.

Mas o que fizemos com a nossa, enquanto tentávamos carregar o mundo inteiro sobre os ombros.

Quando o Mundo Perde a Graça


Há dias em que o mundo se cala por dentro.
Não é ausência de som, é ausência de eco.
O céu continua azul, mas é um azul sem memória,
como se nunca tivesse guardado um grito de criança ou um beijo roubado.
O vento passa, mas não traz cheiro de terra molhada;
traz apenas a notícia de que está passando.
E a gente sente, no peito, um silêncio que não explica.


A graça se perde devagarinho, quase com educação.
Primeiro a gente para de correr atrás do caminhão de gás só para ouvir a musiquinha.
Depois deixa de desenhar corações no vapor do vidro do banheiro.
Um dia olha para o mar e pensa em conta de luz.
No outro, vê uma pipa rasgada no céu e calcula o tempo que falta para a reunião das três.
Crescer, descobrimos, é aprender a traduzir encantamento em utilidade.


A gente vai trocando os olhos de vidro por olhos de adulto,
e o vidro, coitado, não reflete mais arco-íris.
A gente aprende que rir alto é exagero,
que chorar é fraqueza disfarçada,
que dançar sozinho na cozinha é loucura que não se assume.
E assim, com jeitinho, vamos nos tornando pessoas sérias,
pessoas que precisam de motivo monumental para se permitir um sorriso sem destino.


Quando foi que desaprendemos de nos espantar com quase nada?
Quando foi que um passarinho pousado no fio virou mero pássaro,
uma criança fazendo bolha de sabão virou estorvo,
um velho segurando a mão da mulher depois de meio século virou apenas “casal de idosos”?
A gente troca a capacidade de ver milagre pela habilidade de ver problema.
E chama isso de maturidade.


Mas há instantes, raros, em que a cortina se abre sozinha.
Um homem entra no vagão tocando violão desafinado,
cantando com a voz rachada de quem já perdeu muito.
Todo mundo finge que não é com ele.
Até que uma senhora de coque branco e rugas profundas
começa a bater palma fora do tempo,
e canta junto, tão baixo que quase é prece.
De repente o vagão inteiro se lembra de que tem coração.
Alguém sorri sem permissão.
Outro deixa cair uma lágrima que não explica.
E por trinta segundos o mundo volta a ter graça,
como quem volta para casa depois de anos sem endereço.


Nessas horas eu entendo:
o mundo nunca perdeu a graça.
Ele apenas se cansou de oferecê-la a quem já não sabe receber.
A graça continua ali, inteirinha,
escondida no jeito que a luz atravessa a folha da árvore,
no som do portão rangendo como se dissesse “bem-vindo de novo”,
no cheiro de bolo que vem da casa de alguém que a gente nem conhece.


Ela espera apenas um olhar que ainda tenha coragem de ser criança,
um coração que aceite se surpreender sem pedir certidão de utilidade.
Porque a graça não mora nas coisas grandiosas.
Mora exatamente onde a gente desaprendeu a olhar.


E talvez a única revolução possível
seja voltar a se espantar com quase nada,
voltar a correr atrás do caminhão de gás,
voltar a desenhar no vapor,
voltar a dançar na cozinha sem plateia.


Talvez o mundo só volte a ter graça
no dia em que a gente parar de ter vergonha
de ter alma.

O Clamor Da Desesperança


Há um clamor no fator desesperança
que não se ouve com os ouvidos,
mas com a pele inteira,
como se a noite inteira se encostasse na gente
e sussurrasse, sem pressa, a mesma frase antiga:
“Não há mais depois.”


É um som que não ecoa,
porque não há parede que o devolva.
É um grito que não rasga o ar,
porque o ar já se cansou de ser rasgado.
É o silêncio que se faz tão denso
que começa a pesar nos ossos
e a gente carrega o próprio vazio
como quem carrega um filho morto nos braços.


A desesperança não grita.
Ela instala-se.
Ela toma o lugar do sangue,
circula devagar,
vai pintando de cinza os sonhos que ainda ousam nascer.
Ela não nega o amanhã;
ela simplesmente o torna irrelevante.
É o único deus que cumpre todas as promessas:
promete nada
e entrega exatamente nada.


E, no entanto,
dentro desse clamor sem voz
há uma pulsação quase imperceptível,
um tremor que não se rende.
É a parte de nós que ainda lembra
que o abismo também olha para trás
e que, às vezes,
o abismo pisca primeiro.


Porque a desesperança é absoluta
só enquanto não for olhada nos olhos.
No instante em que a encaramos,
sem desviar,
sem pedir licença,
ela perde o monopólio da verdade.
Começa a rachar
como parede velha que já não aguenta
o peso de tantas ausências.


Há um clamor no fator desesperança,
sim.
Mas há também,
no meio do peito que se calou,
uma brasa teimosa
que não pede permissão para continuar queimando.
Ela não ilumina o caminho inteiro.
Ilumina apenas o próximo passo.
E isso,
contra todo o escuro que se acha eterno,
já é rebelião suficiente.


Porque o desespero é grande,
mas o ser humano
é especialista em fazer nascer jardins
exatamente onde juraram
que nada mais cresceria.


E é aí,
na fenda mínima entre o “nunca mais” e o “quem sabe”,
que a vida,
essa contrabandista insolente,
sempre volta a passar.

NAS ENTRELINHAS DA ROTA

Nas entrelinhas da rota
​Se há pormenores
Nas entrelinhas da vida,
Há de haver também
Inúmeras circunstâncias
Que recalculam as rotas.

​Num destrinchar de atitudes
Pitorescas, malogradas e bem-sucedidas,
O olhar se divide entre o observado e o observador,
Na constante linha tênue da vida.

​Quando tudo converge
Ao esquecimento e à memória,
Descobrimos que ambos andam de mãos dadas,
E não haverá bifurcação
Que os impeça
De cumprir o destino
Rotativo que os fortaleceu
No caminho...

Ysrael Soler

CHÃO PRETO II




Há um lugar distante
onde a relva perdeu a cor,
a seiva já não percorre as entranhas
e a chuva não umedece o chão.


O arado corta a terra,
finca as pontas como a rasgá-la
e diz:


“Tu és chão e terra preta
onde fornicas com as sementes
de onde nascem abrolhos
e não pureza.”
Teu chão é preto
como um coração amargurado.
Seca, já não recebes
o orvalho das manhãs
que outrora encantavam
teus pomares.


Vieste do seio da terra
e abdicaste da formosura.
Como a praga que emudece
e rouba a clorofila das plantas,
assim estás entre os picados
pelo besouro de prata:
secaste, cegaste,
planta que fenece sem luz.


E desse esvaziamento nasceu
teu intento, abrasivo e tenro,
prostituindo a alma,
despertando forças obscuras,
beijando o sinete do rei
que te fez algoz
da própria sorte.
Jaz adormecido
esplêndido
na tua bolha.


A cantiga que o vento soprava
e te fazia dançar
hoje te quebra
no limiar das pétalas.
Entre tantos adubos,
restou-te apenas
tornar-te mais um.


Ergam as mãos
e atire a primeira pedra
quem saiu ileso.
Evoquem os deuses
e, em assembleia abstrata,
certifiquem a falsa epopeia
dos grandes vassalos
que, com retóricas altivas,
oprimem esta terra
e fazem dela
chão pisado.


Ysrael Soler

RIQUEZA DE POBRE

Na riqueza do homem simples
há tesouro sem cifrão;
mora dentro do abraço,
da amizade e do pão.
Quem reparte o que possui
nunca sofre de ilusão.

Riqueza de pobre, quando os ricos descobrem,
sabem quem são os verdadeiros ricos.

Vizinho era quase irmão,
porta aberta o dia inteiro;
um chamava, o outro vinha,
sem convite, sem roteiro.
Na tristeza dividia,
na alegria era o primeiro.

Riqueza de pobre, quando os ricos descobrem,
sabem quem são os verdadeiros ricos.

As brincadeiras de rua
eram festa sem dinheiro:
bola de meia, pião,
pipa cortando o terreiro;
cada riso da infância
valia um mundo inteiro.

Riqueza de pobre, quando os ricos descobrem,
sabem quem são os verdadeiros ricos.

Na panela, o bom cuscuz,
feijão quente e macaxeira,
tira-gosto no alpendre,
café forte na chaleira;
quem comia repartindo
nunca viveu na canseira.

Riqueza de pobre, quando os ricos descobrem,
sabem quem são os verdadeiros ricos.

O contrato era na fala,
aperto firme na mão;
a palavra tinha peso
feito pedra no sertão.
Quem mentisse por ganância
perdia toda razão.

Riqueza de pobre, quando os ricos descobrem,
sabem quem são os verdadeiros ricos.

Compadre era um parente
escolhido pelo amor;
comadre era confiança,
respeito, estima e valor.
Na aflição eram escudo,
na bonança, flor em flor.

Riqueza de pobre, quando os ricos descobrem,
sabem quem são os verdadeiros ricos.

A bênção aos mais velhos
era lei de cada dia;
o ancião era biblioteca
de coragem e sabedoria.
Quem ouvia seus conselhos
colhia paz e alegria.

Riqueza de pobre, quando os ricos descobrem,
sabem quem são os verdadeiros ricos.

Banho bom era na chuva
ou no rio a mergulhar;
cada gota era brinquedo,
cada canto um festejar.
A natureza ensinava
sem jamais cobrar vintém.

Riqueza de pobre, quando os ricos descobrem,
sabem quem são os verdadeiros ricos.

Nas férias, a casa do tio
era um reino encantador;
rede armada no terreiro,
história contada com amor.
Cada primo era um tesouro,
cada abraço, uma flor.

Riqueza de pobre, quando os ricos descobrem,
sabem quem são os verdadeiros ricos.

O futebol na campina
era Copa do lugar;
gol marcado no chinelo,
sem juiz pra apitar.
Quem perdia dava risada,
logo queria jogar.

Riqueza de pobre, quando os ricos descobrem,
sabem quem são os verdadeiros ricos.

Tinha fofoca de esquina,
mas sem ódio ou traição;
mentira sem maldade,
vaidade sem ostentação;
valentia sem braveza,
respeitando cada irmão.

Riqueza de pobre, quando os ricos descobrem,
sabem quem são os verdadeiros ricos.

A fé morava na alma,
na novena e na oração;
Deus entrava pela porta
e habitava o coração.
Quem possuía esperança
nunca viveu na solidão.

Riqueza de pobre, quando os ricos descobrem,
sabem quem são os verdadeiros ricos.

Hoje muitos têm de tudo,
mas lhes falta o essencial;
compram ouro e compram luxo,
sem riqueza espiritual.
O pobre guarda no peito
o tesouro mais real.

Riqueza de pobre, quando os ricos descobrem,
sabem quem são os verdadeiros ricos.

Que não morra essa herança
da mais sábia natureza:
ser humilde, ser honesto,
cultivar a gentileza.
Pois a alma vale mais
do que qualquer riqueza.

Riqueza de pobre, quando os ricos descobrem,
sabem quem são os verdadeiros ricos.

FÓRMULA PERDIDA



No caderno da existência,
De mistério e de beleza,
Há segredos que escaparam
Da maior inteligência.
Foi um deles, certamente,
Que vestiu tanta grandeza.


Quando Deus moldou o mundo,
Com perfeita harmonia,
Misturou luz e esperança,
Cor, perfume e poesia;
Mas guardou um ingrediente
Que ninguém mais descobriria.


Quando passeia no jardim,
As flores a invejam, sem pudor;
Se aparece na janela,
O beija-flor canta de amor.
Até o vento muda o rumo
Só pra sentir seu calor.


Quando vai passear na praia,
Baleias fazem reverência;
Golfinhos saltam nas ondas
Em alegre efervescência.
Como artistas do oceano,
Saúdam sua presença.


Se vai à noite pra janela,
Os meteoritos, em desatino,
Perdem a rota no espaço
Mudando o próprio destino.
Pois até o céu se distrai
Diante de encanto divino.


A lua perde o brilho,
As estrelas a direção;
O arco-íris se pergunta
Qual é sua verdadeira cor então.
Toda beleza do universo
Lhe rende admiração.


Nem os sábios descobriram
A receita da perfeição;
Nem a ciência decifrou
Tão sublime criação.
É um enigma que desafia
Toda lógica e razão.


A natureza perdeu a fórmula
Quando fez minha Bela;
Gastou toda a perfeição
Na mais bonita aquarela.
Depois disso, nunca mais
Criou outra igual a Ela.

O LIVRO DA VIDA

1 — O começo

Minha vida é um livro,
Que começa ao nascer,
Todo dia há perigo,
Que o tempo faz escrever.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

2 — A infância

Na infância há folia,
Com brinquedo e correr,
Toda hora traz magia,
Sem ter medo de crescer.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

3 — A adolescência

Vem depois a mocidade,
Com desejo de voar,
Cheia de curiosidade,
Quer o mundo conquistar.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

4 — A juventude

O coração se desperta,
Quando aprende a desejar,
Uma paixão deixa aberta
Uma porta para amar.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

5 — A paixão

Tem olhar que diz carinho,
Sem sequer uma palavra,
E a paixão abre caminho,
Quando o coração se entrega.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

6 — A desilusão

Mas o amor também termina,
Quando a promessa se desfaz,
E a tristeza nos ensina
Que nem todo amor dá paz.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

7 — As lutas

Vêm as lutas da jornada,
Que nos fazem aprender,
Cada dor deixa ensinada
Uma forma de vencer.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

8 — As alegrias

Há momentos de alegria,
Que parecem não ter fim,
Há família em harmonia,
Com abraço e amor sem fim.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

9 — O tempo

O tempo passa ligeiro,
Sem parar pra nos esperar,
Leva o sonho derradeiro,
E nos manda envelhecer.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

10 — A maturidade

Cada ruga traz memória,
Cada marca, uma lição,
Cada queda conta história,
Cada perda, reflexão.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

11 — As perdas

Há páginas doloridas,
Que ninguém quer reler mais,
São lembranças tão sofridas,
De pessoas que se vão.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

12 — A velhice

Na velhice a gente entende
O valor de um bom viver,
Quem semeia amor, colhe e aprende
Que é preciso agradecer.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

13 — A morte

Todo livro tem seu fim,
Toda estrada tem chegada,
Quando a morte chega, enfim,
Fecha a última jornada.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

14 — O que fica

Mas o amor não morre inteiro,
Quando alguém deixa este chão,
Pois permanece verdadeiro
Na memória e no coração.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

15 — A lição

Não rasgue a página triste,
Nem esconda a cicatriz,
Pois a dor também existe
Pra ensinar a ser feliz.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

16 — A caminhada

Se a tristeza aparecer,
Não desista de lutar,
Toda dor pode ensinar
Outro jeito de viver.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

17 — A última página

Quando o livro for fechado,
E não der mais pra escrever,
Que seu nome seja lembrado
Pelo bem que fez crescer.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

18 — Conclusão

A vida é feita de histórias,
De alegrias e de dor,
De derrotas e de glórias,
De esperança, fé e amor.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

Nascer, crescer, amar e sofrer,
São páginas da existência;
Morrer é apenas devolver
Ao tempo nossa presença.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

Por isso escreva direito
As páginas do seu viver;
Faça o bem com muito jeito,
Enquanto puder viver.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

Pois ninguém escolhe as páginas
Que o destino vai trazer;
Mas pode escolher as marcas
Que deixará ao morrer.

No livro da Vida
nem todas as páginas são coloridas.

"Há sempre uma grande esperança para quem acredita em Deus!"






Otávio ABernardes








Gyn, 10 de fevereiro de 2026.

"Há sempre dois caminhos na vida: um certo e um errado. Para ser feliz e abençoado(a), escolha o certo!"




Otávio Abadio Bernardes




Itumbiara, 20 de julho de 2026.

O Amor que se Multiplica na Ordem


Há uma verdade profunda que rege as conexões humanas: ninguém consegue dar aquilo que não possui guardado no peito. Tentar praticar a caridade com o próximo estando com a alma vazia é como tentar saciar a sede de alguém com um copo sem água. Quando escolhemos ter paciência com os nossos processos, quando nos alimentamos de paz e nos acolhemos nos dias difíceis, essa caridade se multiplica de forma natural. O cuidado que você dedica a si mesma transborda e alcança, com muito mais força e pureza, aqueles que caminham ao seu lado. O seu bem-estar é o ponto de partida para a harmonia do seu lar e das suas relações. Curar a si mesma é o caminho mais bonito para começar a curar o mundo ao seu redor.

Não há nada mais marcante do que a efemeridade. Os efêmeros sentem tudo de forma única, com a certeza de que o tempo nunca pode ser vivido de maneira igual.

(Cap. V: O Grimório Roseiral)
E, por falar em encanto, há um livro de páginas amareladas, feito de pétalas de rosa, no qual a bruxa Floral lia poções e segredos tão vivos e sentidos que parecia que o mundo parava por um instante de girar para ouvi-los. No entanto, segredos são para ser segredos, e o mundo prometeu a si mesmo que não os contaria a ninguém, a não ser a mim, o narrador. O que posso assegurar a vocês, amigos leitores, é que não sei onde o Grimório Roseira foi escondido. Dizem que ele está em algum lugar esperando ser encontrado, mas, nas bibliotecas vivem tantos livros perdidos que desejam o mesmo destino.⁠⁠

⁠"Há Dalilas que nos provam que nuvens cor-de-rosa encantam, mas passam."

⁠Não Há Nada Melhor Do Que Estar No Primeiro Amor Por Deus

⁠Não há nada melhor do que ser amada, cuidada e protegida por Deus.

⁠Onde Há Maturidade Não Há Competição.

⁠Não Há Nada Melhor Que Sentir o Amor,o Cuidado e a Proteção de Deus.