Ha como eu Queria q ela Soubesse
Não aceito versões menores de mim
me expando para viver
não me diminuo para caber
há em mim um tanto de inteiro que não negocia
com espaços rasos ou afetos estreitos
quem insiste em me limitar
só encontra distância
porque eu não fui feita para encaixar
fui feita para ser
inteira
Quem precisa de ilusão não escolhe o que desperta, escolhe o que distrai.
Sempre há um palhaço pronto para sustentar qualquer espetáculo. Não importa quem seja, importa que o circo continue de pé.
No fim, o ídolo é só a peça que impede tudo de desmoronar.
E quando a cortina ameaça cair, ninguém pergunta se aquilo ainda faz sentido. Só ajustam a luz, aumentam o som e fingem que está tudo sob controle.
Porque encarar o vazio exige mais coragem do que a maioria está disposta a reunir. É mais fácil aplaudir o personagem do que reconhecer a própria ausência de direção.
O problema nunca foi o espetáculo. Foi a necessidade dele.
Sem ele, sobra o silêncio. E no silêncio, não há roteiro, não há aplauso, não há distração que sustente a mentira.
Só resta o que é. E isso, para quem vive de ilusão, costuma ser insuportável.
Há um caminho no meio do buraco,
há um buraco no meio do caminho.
Será que o caminho virou o buraco,
ou o buraco já se tornou o caminho?
Há um caminho no meio do buraco,
há um buraco no meio do caminho.
Será que o caminho virou o buraco,
ou o buraco já se tornou o caminho?
Essa cratera nada mais é que o descaminho, o retrato da nossa omissão cotidiana, que vai se normalizando. Se perpetuando.
Enquanto alguns seguem contornando, fingindo não ver.
Cuidado para
não cair no buraco.
Cuidado para não se perder.
Não é à toa que, quando o erro vira rotina, a queda deixa de assustar.
Condeúba precisa despertar,
para o começo de uma nova consciência,
ou esse abismo vai soterrar até a nossa dignidade.
Esse buraco vai acabar é engolindo a cidade.
E quando não houver mais escombro,
nem saída pra manter a evasão,
vamos entender, finalmente, que esse buraco nunca foi só no chão.
“Há nos dias de chuva um convite à introspecção: memórias se intensificam e as fronteiras entre passado, presente e futuro tornam-se permeáveis, diluindo-as numa única torrente de emoções.” - Leonardo Azevedo.
“Entre o que foi vivido e o que virá, há um intervalo sagrado: reconhecer o que deve morrer para que algo mais verdadeiro possa nascer.” - Leonardo Azevedo.
“Nem sempre a mente precisa adaptar-se ao padrão; há situações em que a sociedade precisa aprender novas formas de aceitar e compreender suas singularidades.” - Leonardo Azevedo.
“Há feitos que nascem na solidão, espinhos cravados pela ausência. Outros florescem na solitude, raízes profundas no silêncio escolhido.”
Há uma verdade incômoda que poucos têm coragem de encarar: a maioria das pessoas não vive, apenas reage. Seguem padrões, repetem pensamentos herdados, obedecem medos que nunca questionaram. Chamam isso de destino, quando na verdade é ausência de consciência.
Essa visão não pede fé cega exige lucidez.
Ela revela que a luz não vem de fora para te salvar. Ela nasce quando você ousa olhar para dentro sem filtros, sem desculpas, sem máscaras. Quando você encara suas próprias sombras e percebe que o maior cárcere nunca foi o mundo… foi a sua própria mente condicionada.
Ser livre não é fazer o que quer. É não ser controlado pelo que te limita.
A maioria espera um sinal, uma oportunidade, um “momento certo”. Mas o momento certo é uma ilusão confortável para quem teme agir. O poder real sempre esteve no agora na decisão consciente, firme, inegociável.
Não é sobre rebeldia vazia. É sobre a ruptura com a ignorância. É sobre recusar viver no automático. É sobre assumir a autoria da própria existência, mesmo que isso custe o conforto de pertencer ao comum.
Isso exige algo raro: responsabilidade total.
Sem culpar o passado.
Sem terceirizar o futuro.
Sem negociar com a própria consciência.
Você não é vítima do mundo.
Você é reflexo daquilo que tolera, alimenta e repete.
E aqui está o ponto que transforma tudo:
Tudo o que você não domina… te domina.
Seus pensamentos.
Seus hábitos.
Suas emoções.
Suas decisões adiadas.
O caminho não é externo. Nunca foi.
É interno, silencioso e muitas vezes solitário.
Mas é nesse caminho que você deixa de ser espectador da própria vida… e se torna criador.
Então a pergunta que permanece não é espiritual, filosófica ou abstrata.
É direta:
Você vai continuar sendo conduzido…
ou finalmente vai assumir o controle?
O amor genuíno pelos animais se manifesta quando não há exploração, escravidão, aprisionamento ou utilização deles como vigias para residências. Amar um cavalo não significa montá-lo e forçá-lo a te transportar; isso não é amor, é exploração!
“Há uma ironia silenciosa na existência: aquele que se sente perdido muitas vezes já se tornou farol na travessia de outro.” - Leonardo Azevedo.
Estações da alma
O fim não existe
enquanto há vida.
Encaramos muitos finais,
mas em cada um deles
nasce a oportunidade
de recomeçar.
Assim como as estações
mudamos ao longo da vida.
E por mais que existam
outonos e invernos,
verões e primaveras
sempre retornam.
Enquanto há vida, recomece.
Enquanto há vida, viva.
Enquanto há vida, aproveite.
Pois enquanto houver vida,
as primaveras sempre voltam
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