Ha como eu Queria q ela Soubesse
O cerne do sim
Ela guarda em si um segredo profundo
Um desejo que não pode ser revelado
Ama demais, mas mantém-se no fundo
Com medo do que será julgado
No cerne do sim habita o belo do não
Ela sabe disso muito bem
Mas nega o amor e sua condição
Para manter a paz consigo e com quem tem
Não há paixão que seja maior
Do que o medo de se entregar
Ela prefere viver na dor
Do que arriscar e se machucar
Mas o coração bate forte
E a alma clama por liberdade
Talvez um dia ela encontre a sorte
E se permita viver a verdade
A musa que canta
Quando ela canta o mundo se encanta
Se veste de beleza o abismo do silêncio
Enquanto ela canta, sozinho eu penso,
Ela se apaixona pela música
E faz amor com ela
E os tons perfeito que saem do seu peito Suavizam o mundo tão cheio de dor.
Eu, poeta amador, não descrevo direito
O que escuto, o que ora vejo
nesta musa imortal
A canção se envaidece, e a plateia
Adormece, o céu vem ao chão
Lhe prestar homenagem.
E até Deus duvida que ela seja real
Pois quem canta assim
Dominou o segredo,
que os têm os mortais
Sabe o meio e o fim
Da celeste razão
De que somos iguais
Ela era encantadora, mas não me dava atenção. Fiz poemas para ela, ela simplesmente ignorou minha afeição..
Até que um dia precisou de mim, queria entender a razão do sofrimento e da dor no espírito humano, acreditava que um poeta saberia responder suas perguntas.
Marcamos um café para eu lhe explicar aquilo que mais lhe atormentava. Foram muitos encontros, aos poucos sua alma se uniu à minha.
Hoje ela não tem mais perguntas, nem eu tenho respostas. Simplesmente, quando estamos juntos o silêncio nos conta o segredo de tudo, sobre todos os mistérios vida.
"O amor preenche qualquer abismo."
"A princípio, pensei que ela fosse Ariadne, ninfa de Apolo, e que sua mente fosse um milagre dos deuses arquitetos do caos. Mas, com o passar dos dias, revelou-se igual aos demais: uma pessoa binária, presa à contemplação medíocre do sim e do não, do bem e do mal."
O Encantamento
A princípio, ele pensou que ela fosse Ariadne — uma ninfa perdida entre os mitos e as constelações. Pensou que sua mente fosse um milagre oculto dos deuses, uma peça rara entre os destroços do caos. Via nela o brilho do improvável, como se cada gesto carregasse um segredo antigo.
Mas com o passar dos dias, ela foi se revelando... comum.
Pessoa binária — presa na contemplação medíocre entre o sim e o não, entre o bem e o mal. Uma alma regida por manuais. Uma mulher como tantas.
E ainda assim, ele a desejava.
Não por aquilo que ela era, mas por aquilo que ele imaginava que poderia ser, se ela aceitasse se lançar com ele ao vazio. Ele queria a vertigem. Queria sair do chão com ela, voar — não sobre nuvens, mas sobre abismos. Queria perder-se e, no fundo da queda, encontrá-la.
Ele era um homem subterrâneo.
Habitava no silêncio, na contramão do tempo. Carregava na alma uma solidão antiga, quase mineral. Tinha feito do abismo seu ateliê, seu altar e sua casa. E nela enxergava a possibilidade de dança, de salvação, de ruína bela.
Queria levá-la para esse mundo, onde a arte não tem preço e os gestos não pedem permissão. Queria que ela ouvisse o som da vertigem, o canto obscuro que move os artistas quando amam.
Mas ela tinha sonhos —
Sonhos com raízes, não com asas.
Queria se casar, ter filhos, construir uma casa com varanda e cortinas. Queria um homem estável, domingos tranquilos e filhos com nomes decididos muito antes de nascerem.
— E se não houver futuro? — ele perguntou, numa madrugada em que ela falava de imóveis e certidões.
— Então a gente inventa um — ela disse, sorrindo como quem jamais compreendeu a pergunta.
Ela não o entendia.
Achava bonito o que ele dizia, como quem acha bonita a chuva ou a música triste — mas não desejava se molhar, nem chorar.
Ele queria que ela rasgasse o destino e ardessse com ele num fogo sem nome. Mas ela dizia:
— Você precisa crescer.
E ele sentia que era exatamente o oposto: precisava desaprender.
No fim, ela partiu.
E ele ficou — com a ausência dela, com a vertigem não vivida, e com a verdade que o tempo traz como um veneno lento:
não era ela quem havia sido pequena —
era ele quem havia sonhado grande demais.
Pode prestar atenção nisso, vc fala uma coisa que sua mulher não gosta, ela fala algo e você não entende e pergunta:
O que você falou? Ela responde Nada.
Você; Parece que você falou alguma coisa, Ela; não falei , pensei alto
Quando concordo com tudo que uma pessoa diz, posso estar dizendo que ela está certa e pode realmente estar ou também eu estou me calando para evitar aborrecimentos.
Devemos ser amigo de alguém pelas suas qualidades e não por coisas que ela possa ter. As coisas podem acabar, mas o que a pessoa tem de essência é para sempre.
Não acho que a vida seja curta ou longa demais. Ela tem o tempo necessário para nos ensinar alguma coisa.
A escola ainda continua sendo um lugar de possibilidades. Ela permite que pessoas "comuns" conquistem posições julgadas, às vezes, apenas para os privilegiados.
Ouça uma mulher de fibra que prega e vive o Evangelho de Jesus, pois ela pode ser a sua segunda mãe.
A muito tempo um inventor criou uma maquina "A RODA" ela começou a girar e tudo na vida ganhou velocidade.
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