Ha como eu Queria q ela Soubesse
Minuit
Onze e meia. Melhor, vinte três horas e trinta minutos. Ela ainda não estava pronta. Sempre fora assim. Não se dava bem com o tique-taque do relógio. Se fosse necessário estar pronta às vinte horas, marcava as dezenove. Ainda assim, os cinco minutos a mais eram sagrados. Vivia em descompasso, mas era assim que vivia. Bem, estava quase pronta. Apenas faltava-lhe alguma coisa. Só não sabia o que era.
Cabelos soltos, macios. Corpo desenhado por um vestido que lhe deixava os seios livres, ligeiramente excitados com o toque e a leveza do tecido. Salto alto. Olhos marcantes. Boca desenhada. Um anel apenas. Era assim que gostava. Um anel, uma pulseira. Brincos, sim. Os brincos eram maiores. Perfume. Claro, perfume.
Volta e meia ao espelho, e ela se depara com a imagem dele logo atrás. Toda a cena tinha sido minuciosamente acompanhada por ele. Desde o início, há muito tempo ele a observava.
Carinhosa, ela o abraça. Sente um misto de saudade, tristeza, não entende bem o que é. Não diz nada. Só o abraça. Impossível não recordar.
As cartas ainda estavam sobre a cama, as fotos também. Por pouco não se desfizera de tudo que viveram. Por pouco não queimara todas as lembranças, os bilhetinhos, as juras, as promessas! Não fosse aquele olhar, não fosse aquele abraço...
Muitas vezes pensara nisso. Em devolver tudo. Em queimar tudo. Em doar tudo. Nunca tivera coragem para tanto. Não eram as fotos que incomodavam, não eram as cartas que machucavam. Era o que não saía da memória que feria, apertava, sufocava. Não adiantava se desfazer do que o coração ainda sentia.
E o relógio continuava a trabalhar.
Então, devagarzinho ela o deixa. Afasta-se um pouco, se recompõe, e ele fica ali, com o mesmo olhar de sempre.
Anda mais alguns passos, e à saída de casa ainda sente que lhe falta alguma coisa.
Volta ao quarto, olha-se ao espelho pela última vez, dirige-se até onde ele continua, dá-lhe um beijo de boa noite, e abaixa o porta-retrato.
Pronto. Agora não faltava mais nada.
Meia-noite. Já era um novo dia. Era hora de sair...
Quando a pessoa chora não significa que ela tem muitas lágrimas dentro da sua alma, mas diante de algumas situações somos forçados a fazer elas caírem como forma de se aliviar.
Quem compreende de fato a vida, está com ela, está nela desde o mais alto do cosmo ao mais profundo abismo.
A pessoa que diz que te ama e pede para ti mudar ,pense se realmente ela te ama quem te ama não tenta te modificar
A nossa FONTE das emoções…
Por ser por tantos de nós, Tão Sentida;
ELA em nós é, Julgada: o coração;
Quando a nós Dá, aquela sensação;
De nele se encontrar, em nós Havida!
Daí no cérebro, ou pensar, sentirmos;
Que existe, uma outra fonte: a da emoção;
Havida em tudo, menos nele então;
Por do decidir de ambos, tão fugirmos!
Fugirmos, quando AMAMOS, ou gostamos;
Fugirmos, quando a nós dizemos não;
Fugirmos, quando a outro querer fazemos!...
Fugirmos, quando a um tão querer, queremos;
Fugirmos, dos tais, para o coração;
Fugirmos, sem saber; quão NELA estamos.
Com uma profunda e inexplicável satisfação;
Fácil seria odiar a pessoa na mesma proporção que ela te oferece o ódio. Porém ainda suporto o ódio que sinto de mim mesmo por não conseguir.
Em um único momento, uma pessoa pode optar por mudar tudo. A mudança não precisa demorar muito, ela acontece no instante em que decidimos.
Liberdade de expressão também vale para quem discorda de nós. Não fosse assim ela teria que chamar-se liberdade da MINHA expressão.
A Parte e o Todo
Ela estava nua, e com ela todas as suas cicatrizes. Estava só, e com ela todos os pensamentos que nela moravam.
Puxou a noite e sua negritude para cobrir sua nudez e bafos da madrugada para perfumar sua embriaguez de desejos e ainda continuava nua.
A noite era passageira e o silêncio que nela morava, parecia indefinidamente profundo, como um “segredo apaixonado".
Onde guardaria a caixa dos segredos apaixonados, que se debatiam, querendo sair a toda hora?
Eram apenas segredos e segredos divididos não eram mais segredos e de companhia também guardou o silencio na mesma caixa.
Guardava todos na gaveta do lado esquerdo, no alto do armário que pertencia ao quarto, onde ninguém revirava seus devaneios.
Amanhecia, anoitecia e, dentro da caixa, o segredo e o silêncio começaram a se desentender e faziam a caixa vibrar e o armário começou a reclamar que não havia paz para que continuasse ereto, firme em sua envergadura.
Ela abriu a caixa do lado esquerdo dos seus seios, tirou a paixão e a guardou junto com o silêncio e o segredo.
Eles ficaram extasiados com a sua magia!
A paixão era morna seus cabelos sedosos e suas mãos mágicas, suaves e sua boca desenhada, seu olhar era uma viagem ao desconhecido.
Por dias a caixa se acomodou. Mas, lá dentro uma guerra se anunciava: o segredo e o silêncio disputavam a paixão.
Um dia, o armário novamente reclamou. Ela o abriu e ele rangeu e pediu que olhasse a caixa dos segredos apaixonados.
Deles, soava uma música triste, partida, como se os acordes vibrassem o último Si Bemol de um final de melodia.
Pegou a caixa dos segredos apaixonados, foi até ao rio, onde as águas navegam e passam somente uma vez. Abriu a caixa e lá estavam: o segredo apaixonado partido, o silêncio irritado e inconformado e a paixão mendiga e maltrapilha.
Despejou todos no rio e viu que a paixão é descortinada e encachoeirada, o segredo partiu em confissão e o silêncio se despediu em tranqüilidade, descobrindo que a paixão não é amor, mas simplesmente o lado partido e a parcialidade.
Ela somente conhecera e se apaixonara por uma parte de um todo desconhecido.
Livro: Não Cortem Meus Cabelos
Autora: Rosana Fleury
Ela nao mata a sede com alguns goles, ela prefere se embriagar e então se embriaga de coragem e amor. Coragem para lutar e amor para vencer a luta.
Se sua mulher não o beija mais,inventa desculpas para evitar s*xo
Ela ta programada para rejeição e a melhor coisa é deixar de mão e partir para outra.
A distância cria , ela aproxima , ela inventa , a distância é a pitada mágica dos contos. Seria ela a real essência, pois com ela vem o brilho da ausência. As interrogação.
A gratidão é o caminho perene da humildade. Ela faz com que nunca esqueçamos de onde viemos e quem éramos e não nos deixará iludirmo-nos com os presentes de hoje que prometem um futuro seguro mas que pode ser incerto. Reconhecer o toque providencial a cada mínimo detalhe de nossas vidas como acordar, comer, andar, etc, certamente afastar-nos-á do egoísmo corrosivo, da inveja maldita e do orgulho destruidor. Sejamos gratos para sermos humildes e vencedores.
O pai apoiava a tristeza em um banco de igreja, mas ela colocaca a sua em lugares que ninguém podia ver.
Metaforicamente falando, penso que tudo isso é fatalmente culpa da panela de pressão, antes sem ela, os alimentos mais duros, eram cozidos pelo poder do fogo e da água, devagar, no seu próprio tempo.
Eis que surge a poderosa panela de pressão.
Pobres alimentos submetidos a ela, como uma máquina do tempo, crus a cozidos. Se pensamentos esses tivessem, seria uma confusão alimentar tremenda, alimentos chocados, consumidos por transtornos biológicos, cozidos pela falta de tempo e sem intervalo para se preparem para as etapas futuras. Assim hoje estão tantas pessoas.
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