Ha como eu Queria q ela Soubesse
Bastava que ela me dissesse: vamos. E eu iria. Não sei para onde. Não imagino para onde. Mas iria. Feliz como nunca. Feliz como estou, feliz... sempre que estou com ela. Vamos, diria ela, nos meus sonhos mais utópicos. E eu iria. Mas não vou. Ela não diz. Ela não diz nada e eu vou aguentando esta sucessão de nadas que tento transformar em tudos, tudos que queria ouvir, tudos que queria sentir, tudo que só ela me pode dar....
Amar é transformar uma sucessão de nadas em tudo.
Sérgio Soeiro
Textos fictícios
A rotina não foi feita para mim, ou eu não fui feita para ela. Em ambos os casos sinto uma grande angústia em ter que conviver com coisas imutáveis, eu sou uma roda em movimento.
Eu a amava tanto que em vez de flores eu dei a ela livros, porque as flores duram alguns dias, mas um bom livro é para toda a vida.
Ela sabe dos meus sonhos... sabe tudo de mim. Ela sabe do que eu gosto... e o que eu acho ruim. Minha vida é um livro aberto e ela conhece de cor... o que eu tenho de defeitos e o que eu tenho de melhor. Nosso amor é privilégio... o destino assim selou. Entre nós não tem mistérios nem segredos... o que prevalece é o amor...!
Eu ainda lembro quando lhe
pedir um dos seus primeiros
beijos, ela já me possuía por
inteiro. Os instintos dela era
mais sacanas, os meus mais
calmo. Eu lhe pedia um beijo e
ela pra realiza seus desejos.
As pessoas acham a morte perigosa.
Eu digo: ela não é.
Perigosa é a vida, com suas esquinas e labirintos.
Perigoso é respirar e beber a vida correndo o risco de engasgar.
Perigoso mesmo é saltar de um dia para o outro levando só o desejo de futuro.
A morte, meu amigo, é o fim. Ou melhor, o começo.
Toda vez que eu faço polenta me lembro da minha avó materna.
Ela pegava a panela onde havia sido feita e despejava um pouco de leite e depois que o angú desgrudava da panela, ela comia.
Minha avó lavava todas as roupas. Lavava toda a louça. Era forte e trabalhadeira.
Era vaidosa e nunca ficava sem esmalte ou tintura nos cabelos.
Sempre fazia um vestido novo que tinha bolsos na parte da frente.
O que a minha avó mais costumava falar era algum ditado antigo ou coisa que ela mesma inventava: " Quem chega por derradeiro bebe água suja." "Igual esse daí o diabo caga aos montes" e por aí afora.
Minha avó ensinou muitas lições preciosas. Mas esta é a melhor de todas:
A simplicidade é um item de luxo.
Ela achou
Que Eu acho coisas
Que na verdade nem achei
Mas quem que achou o que?
Talvez apenas nos percebemos
E como deixar de perceber
Se sempre que a vejo
Aprendo algo novo
Que misturado a ela
Geram lembranças únicas.
Eu não sou contra todos os aspectos da doutrina calvinista, mas a determinados pontos que ela é manifestadamente contrária a sinoticidade bíblica e a Ortodoxia.
Ela deixou seu coração preso num bilhete que dizia:
Eu e você o vento levou.
Tomou outra direção,assim como o riacho se perde nas águas do mar.
Mas as pedras se encontram meu bem e o mundo gira também.
LOBOS
Na única doce visão que eu trago na lembrança, ela caminha numa manhã ensolarada, entre rosas, acácias e gardênias, aquela ingenuidade e castidade me seduzira, todavia, isso, foi algo que ficou bem distante, muito longe, quase inalcançável como o horizonte. Caminho hoje sob neblinas frias, ou chuvas torrenciais, sentindo a fúria desta natureza implacável e insaciável, neste inverno que habita em mim; mas só essa lembrança, essa única lembrança, acalma os lobos. Procuro ainda entender o que eu sou nessa alcatéia, o que não se perde nessa vereda, nesse labirinto, o que pode persistir em mim depois das trevas; uivar é próprio dos lobos, dos solitários, mas isso não faz de mim um lupino. Eu sei que a lua me fascina, e lá no meu intimo, lá no côncavo do meu ego, eu sou um predador, nos meus delírios crescem dentes caninos proeminentes, pelos em abundancia e um pântano com árvores altas de copas espessas, mas é um delírio ou um pesadelo, aquele adolescente ainda procura no jardim, aquela candura, a castidade entre as flores; isso é um raio de luz num horizonte cinzento, espantando esta alcatéia, este lobo; o meu temor pelo desconhecido. A luz persiste á escuridão, aliás, há um elo entre ambas, um equilíbrio, e, este equilíbrio traz o alvorecer, trazendo as luzes e campos imensos, deixando o pântano pra trás, então percebo um rio caudaloso com águas cristalinas, ali está ela, à margem do rio, agora uma mulher feita, curvas generosas, adorno à uma natureza profícua e cheia de luz. Sabemos o que queremos, caminhamos juntos, sei que nos conhecemos de outros tempos... muito antes das tranças e das flores. O silencio é cúmplice de algum enigma. Na tarde , afora o barulho da correnteza das águas e seus movimentos graciosos na praia, tudo é muito silente. Ela caminha à margem do rio, altiva como uma princesa, soberana como uma diva, depois de uma manhã cheia de êxtases e prazeres quando ela se entregou como uma loba, na casinha de palha entre os coqueirais, nas proximidades do rio... mas, agora o silencio... e, o silencio é cúmplice de algum enigma. Ela caminha soberba pela praia, imagino um rastro de sangue a cada passada sua; ela não explicou aquela cova cheia de ossos no quintal da cabana. Vejo uma alcatéia ao seu redor; acho que deveria pegar a canoa e descer o rio, aproveitar o crepúsculo e fugir; mas, longe os lobos uivam, a lua se insinua com os primeiros raios, denunciando uma lua cheia; espero, impassível, lembrando momentos de prazer durante a tarde, esqueço fêmures e crânios que eu vi na cova, esqueço evidências incontestáveis; a lua cheia desponta no horizonte com promessas de sangue e muito prazer...
L
ela se deita e diz que a vida é bela
e que a beleza de tudo é
por ser bela
se eu sou poeta ela é a poesia
poesia é a criação,
poeta é o criador, ou não?
ou pra ser venerada
a poesia criou o poeta
e o poeta apaixonado inventou o amor?
DEZ OLINDAS
se ela não fosse bonita
com a beleza que eu vejo
ela já era linda
mas ela era bonita
com a beleza que eu penso
e a beleza que eu penso,
penso mais que dez Olindas
tinha todos os deslimites
que a beleza do mar
tinha a imensidão do sonho
e o sonho imenso de amar
Bisbilhoto um desconhecido que
acaricia minha gata na rua.
Ele vai.
Eu chego.
Ela foge.
Essa tem meu dote,
tá sempre na saideira.
Sarnento conhecido que sou
só peço carícia na coceira
Quando a noite chega
Ela olha em meus olhos
Eu silencio
Emociono-me diante de tamanha nobreza
Seus braços envoltos em meu corpo me amparam
Uma brisa leve sussurra em meu ouvido
É à noite a me chamar
Temos um compromisso
Em meus olhos uma lágrima desce
Fecho-os e me transporto para o surreal
Silêncio
É a noite linda!
Breu Branco
Me ilumina Deus!
Me ilumina para que eu não me perca na estrada da vida, ela gira!
Ao longe vejo essa mesma estrada
E no cruzamento eu não vejo você
Vai chegar um tempo que não estaremos mais aqui, então andaremos em paralelas
Querido,
Eu não entendo
Quando que aconteceu?
Você segurou a minha mão?
Ou eu soltei a sua?
Meu coração parece que tem uma sonda amarrada ao seu.
Porquê?
Há certos momentos que quase não consigo enxergar a nossa estrada
Mas ela está lá
Essa estrada que me liga a você
Está no breu..
Quero mais luz
A estrada está escura
Dá medo!
A lua hoje não apareceu
As estrelas estão negras
Meu coração chora
Me ajude, me dê uma luz!
Preciso do breu branco!
Querido,
Eu não entendo
Quando que aconteceu?
Você segurou a minha mão?
Ou eu soltei a sua?
Meu coração parece que tem uma sonda amarrada ao seu.
Porquê?
Vivo agitada sem saber
Parece que tudo me liga a você
Me diga, o amor existiu?
Acreditei na casinha de sapé
Acreditei no até que a morte nos separe
Acreditei nós beijos ardentes
Acreditei nos abraços que tira o fôlego
Acreditei no Te Amo
Estamos vivendo em uma mentira?
Será que estamos vivos?
Ou estamos morrendo aos poucos!
Será que o mundo existe ou estamos em um projeto?
Será que estamos em um mundo paralelo?
Me ajude, me dê uma luz!
Querido
Eu não entendo
Quando que aconteceu?
Você segurou a minha mão?
Ou eu soltei a sua?
Meu coração parece que tem uma sonda amarrada ao seu
Porquê?
Porquê tudo está no limite?
O amor não é mais seguro?
Será que nós, humanos, estamos perdendo nossas emoções?
O toque, o cheiro, as palavras, empatia, humildade, coragem
tudo parece esvoaçar
Estão desaparecendo
como fumaça no ar.
Querido,
Eu não entendo
Quando que aconteceu?
Você segurou a minha mão?
Ou eu soltei a sua?
Meu coração parece que tem uma sonda amarrada ao seu.
Porquê?
Tudo tem o seu horário
É só ter coragem
Meu ator da vida
Tudo agita você
O ontem, Hoje não vale nada?
Se na estrada você cair
Eu estarei ao seu lado
Vou te segurar
A estrada gira
Gira,
Mas sempre me leva a você
Caso você adoecer
Eu cuidarei de você
Entenda e acredite que o universo tem a cor púrpura
Acredito que o universo ilumina a todos
ator anônimo da minha vida
Mirror do meu universo
Querido,
Eu não entendo
Quando que aconteceu?
Você segurou a minha mão?
Ou eu soltei a sua?
Meu coração parece que tem uma sonda amarrada ao seu.
Porquê?
O mirror, com sua imagem, está fixado em minha mente!
Agora?
Porquê?
Eu aqui na janela
do tempo,
afastei as cortinas
das lembranças,
e avistei ela,
sim a ex-cinderela
revidando um blefe teu,
tamanho chapéu
na cabeça da "bela"
*
Mas a tua tramóia
hoje terá troco
e nem invente Tróia,
aqui tem o gambito e meu lance,
mesmo que sacrifico uma peça,
e ninguém me impeça...
Te darei um "xeque mate"
***
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