Ha como eu Queria q ela Soubesse

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Estava pensando neste momento, em como as crianças são peritas na arte de se envolver totalmente com o que quer que estejam fazendo no momento. Minhas sobrinhas então, nem se fala... Minha pergunta é a seguinte: Como elas conseguem ficar totalmente focadas no que estão fazendo? São tão pequeninas... Quando comem apenas comem, quando brincam, apenas brincam... É impressionante como elas se lançam de cabeça em suas atividades.Elas não dão aquele “pit stop” pra descansar, é impressionante, se divertem o tempo todo, seja com as brincadeiras ou com as tarefas entregues a elas no dia a dia, quanta sagacidade!
O que recordo da minha infância é que eu não tinha noção do passar do tempo. Um intervalo de duas horas não significava nada para mim, e eu fazia a mesma coisa que elas, mas hoje não consigo lembrar qual foi a fórmula, como consegui? ... Minha única noção de tempo era o agora.
Aprendi muito cedo a frase Carpe dien. É latim, e significa ”aproveite o dia”, quem me ensinou foi um amigo de minha mãe... Hoje sei que cada dia oferece uma oportunidade de olhar para o mundo de maneira nova e celebrar o fato de estarmos vivos. Você jamais terá a oportunidade de viver novamente este instante precioso. Momento a momento busque perceber ao seu redor. Preste atenção. Participe totalmente da vida .
Você já notou que as crianças pequenas estão sempre fazendo alguma coisa a cada momento?
Embora tenham experimentado a mesma coisa anteriormente, elas expressam enorme excitação e admiração. As crianças não têm padrões de medidas para comparar atividades do presente com o passado. Elas sabem que já jogaram aquele jogo antes ou que na noite anterior seus pais já leram aquela história, mas a história ainda é tão interessante como se fosse desfrutada pela primeira vez... Infelizmente minha pequenina menor mora longe, mas vejo isso diariamente quando observo minha pequenina maior, é mágico. Pode até parecer piegas, mas ainda existe muito disso em mim... E quer saber? Não acredito que isso te faça ser bobo, mas que você tem luz, que você conseguiu sobreviver as frustrações da maior idade aonde os sonhos de criança se vão e o pesadelo começa. O bom é que não existe regra, você pode continuar deixando a criança que existe em você brincar um pouco.
Pense em suas atitudes enquanto organiza seu cotidiano ou rega as plantas, você vai ter aqueles insights, tua vida terá mais cor... Você já viu uma criança ajudando a lavar a louça ou regar as plantas? Ela mal pode esperar para participar e age como se fosse a coisa mais interessante que ela já fez. É indescritível, de uma qualidade maravilhosa, logo você percebe que ela estar empolgada com a vida, e percebe também que falta isso em você... O tempo é curto, devemos ser flexíveis aos dois lados da vida, agradecer e agradecer por tudo, afinal fazer a sua história também é passar por dificuldades (elas fortalecem), em algum lugar ouvi alguém dizer que “devemos seguir nossos instintos e correr atrás dos nossos medos”... Este alguém tinha razão. Afinal, não importa aonde chegou e que fantasmas encontrou, mas aonde está indo e quão são grandiosos os sonhos que serão realizados.
A vida nos dá inúmeras situações e diante delas você até esquece dos sonhos que te motivam e dão sentido à tua vida, e esquece também que sem eles você não é nada. A vida prega momentos que nem sempre serão muito bons, mas que se faz necessário vivenciá-lo. Então é isso... Se antes, quando criança eu aprendi o que é Carpe dien, hoje adulta vivo o Carpe omnius que dá mais sentido aos meus anseios, quer dizer “Aproveite tudo”.
É o que deixo aqui, é o desejo de vencer, e antes que seja tarde... Apenas deixe-se viver tudo o que há pra viver, com entusiasmo e coragem você chega lá.
PS: Nunca deixe morrer a criança que existe em você. E Carpe Omnius... Aproveite tudo!

Dois corações e a máquina do tempo

Caminhava no final da tarde como de costume quando avistei um casal de velhinhos, eles varriam juntos a calçada que estava tomada por grama recém cortada. Cena maravilhosa, o sol, o céu e aquele casal - que deve estar junto a um tempão - varrendo a grama, fazendo um mesmo montinho.

Lembrei dos meus avós que estão completando cinquenta anos de casados. Pensei em como os relacionamentos tem mudado, sobre a independência das mulheres e as consequências que mergulham nós, homens, ainda mais na “síndrome de Peter Pan”.

Quando afinal definiram-se os prazos de validade? Porque ficou tão difícil o “felizes para sempre”? Teria a evolução não acompanhado os corações? Bem, poderíamos argumentar centenas de motivos, partir de vários pontos de saída, para ao final, cruzar a mesma chegada: o ser humano segue intolerante.

Sabem o mais interessante na história do casal que varria a calçada? Quando me aproximei deles ouvi o velinho disparar a seguinte frase: "mah dio cristo cabeçuda non me vare o meu que o vento leva."

Para se compor a essência da união é necessária a aceitação, mais do que a de outro, a própria. Quando nos vemos seres falíveis, compartilhamos os medos e aceitamos que a perfeição de uma relação está justamente na imperfeição humana, é quando descobrimos o milagre que fez de nós, seres tão egoístas, capazes de amar.

A busca pela satisfação por vezes traz a solidão. A ânsia de encontrar-se alguém acaba por ser o prelúdio do fim. No oceano das possibilidades, das tecnologias que tornam o de ontem velho demais para o hoje, nascem as novas gerações, cada vez mais consumistas até mesmo em quanto as relações.

Caminhava eu num final de tarde quando avistei dois velinhos que juntos varriam a calçada: seria isso o amor? Um montinho de grama feito por duas pessoas? Não; acredito que o amor daqueles dois estava justamente no xingamento que sucedeu a cena, estava na certeza de que mesmo se os ventos não fossem favoráveis e desfizessem aquele montinho, ainda assim eles poderiam refazê-lo.

A paixão é o que você somente admira, já o amor, é o tanto que você aprende a reconsiderar.

mulher deslumbrante,
de um amor raro,
sorriso radiante
como um céu estrelado
com uma luz abundante.

Só aquele que é o outro nos mostra como nós somos!

Mas não estava triste. Era como se de repente tivesse percebido que vivia, e que aquilo nada mais era do que um capítulo, uma etapa.

Uma coisa é querer que o outro seja como você gostaria, outra é a pessoa fingir que é!

As feridas do coracao como as do corpo mesmo quando saram deixam cicatrizes

Frequentemente, sem nos dar conta, buscamos a Jesus por motivos errados. Sem querer, o usamos como “lâmpada de Aladim”. Nós o reduzimos a uma fonte de suprimentos para os momentos de crise.

Percorrer muitas estradas, voltar para casa, e olhar tudo como se fosse a primeira vez

Não.. não trato pessoas como elas me tratam .. Seria até uma agressão a mim mesma me deixar ser dominada pelo comportamento inconsequente de outros .. Se me tratam bem, trato bem também, se me tratam mal , dou as costas como resposta, isto chama-se sensatez. Personalidade não é moda , que a gente muda a cada estação , caráter também não ... alguns aprendem .. outros sempre vão achar que estão com a razão... entre revidar e pensar... fico com o que salva minha paz... e me livra de certas inquietações.

Você simplesmente ,perdeu a esperança ,os sonhos,a alegria , ate esqueceu de como fingir sorrir. mas tem uma coisa que ainda lhe resta seu odio ,seu desejo de vingança,suas lagrimas ,e eu irei conserteza me divertir com isso ao seu lado

⁠Cem coelhos nunca fizeram um cavalo, como cem presunções não fazem uma prova.

Fiódor Dostoiévski
Crime e Castigo. São Paulo: Jardim dos Livros, 2020.

Como se medem a grandeza ou a pequenez das criaturas graças aos ideais que possuem, é na ação que se avalia a excelência das suas aspirações, pois que aí, ao operá-las, trazê-las ao mundo objetivo, é que elas experimentam a intensidade dos fornos onde são lançadas antes de se tornarem realidade.

⁠...a beleza passara, como um dia brilhante; restavam os ossos, que não emagrecem nunca.

Machado de Assis
Memórias Póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Typografia. Nacional, 1881

Sincera e objetiva, popularmente conhecida como grossa.

Impressionante como a gente sofre por nada. Um cheiro que mexe com você, um jeito de olhar contido, uma idéia inteligente, várias na verdade. Não, não é nada disso, a gente sofre é pela impossibilidade.

A saudade nos perturba, a tristeza não tem fim, como posso ser feliz sem você perto de mim?

O primeiro me chegou como quem vem do florista
Trouxe um bicho de pelúcia, trouxe um broche de ametista
Me contou suas viagens e as vantagens que ele tinha
Me mostrou o seu relógio, me chamava de rainha
Me encontrou tão desarmada que tocou meu coração
Mas não me negava nada, e, assustada, eu disse não

O segundo me chegou como quem chega do bar
Trouxe um litro de aguardente tão amarga de tragar
Indagou o meu passado e cheirou minha comida
Vasculhou minha gaveta me chamava de perdida
Me encontrou tão desarmada que arranhou meu coração
Mas não me entregava nada, e, assustada, eu disse não

O terceiro me chegou como quem chega do nada
Ele não me trouxe nada também nada perguntou
Mal sei como ele se chama mas entendo o que ele quer
Se deitou na minha cama e me chama de mulher
Foi chegando sorrateiro e antes que eu dissesse não
Se instalou feito posseiro, dentro do meu coração

Pessoas falsas são como escorpiões dentro de uma armadilha, você pode até tentar ajudar, mas, no final das contas, vão querer sempre te picar!

⁠"A verdade é como defunto afogado.
Um dia aparece boiando."