Grama
Se no mundo tu caminhardes e verdes que é grama, então é verde. Porque se o mar é morto, pode ser vermelho, porque ele abre.
O meio ambiente é minha casa;
A natureza é minha família;
Em cada folha, em cada grama;
Sinto a conexão mais genuína.
As árvores são meus irmãos;
Os rios são minhas veias;
Neste mundo tão profundo;
Sinto que somos uma teia.
Tudo que nasce, cresce e vive;
Tem o seu papel no mundo;
Da formiguinha ao elefante;
Todos são seres profundos.
Cuidar da natureza é nossa missão;
Proteger cada planta e animal;
Para que tenhamos sempre em mãos;
Um futuro que seja sustentável.
Que a conexão nunca se perca;
Que a harmonia seja sempre presente;
E que a natureza seja protegida;
Pela nossa atitude consciente.
Árvores não ficam juntas da grama, mesmo que as duas tenham começado do mesmo lugar. Não deixe que suas origens definam o seu futuro!
Até mesmo um comando inocente, como "não pise na grama", pode abalar seu autocontrole. Cada palavra pode moldar nossas ações e pensamentos, revelando a delicada conexão entre influência externa e nosso poder de escolha. Desafie-se a discernir os comandos que aceita e fortaleça seu autocontrole para traçar seu próprio caminho, honrando suas decisões e desejos genuínos.
Quando a chuva passar, quero pisar na grama molhada, sentir as flores regozijadas, aplaudir o arco-íris, da natureza deixada.
Wall de Souza
Meu amor...
Lágrimas da chuva...
Raios de luz reflete o seu corpo...
Sobre a grama da da relva os espaços grandioso da beleza da alma...
O vento sussurrando pelas árvores são um estado de perfeição...
O tempo voa rápido demais nas nossas conversas a noite...
O feitiço de nossas vidas passadas aparecem num exato momento que falamos as mesmas coisas num pensamento único e feliz.
“Não ajam como os irrigadores de grama, que molham em excesso a grama que está mais distante... Certifique-se de que a grama próxima ao pé do irrigador esteja molhada também. Geralmente está seca, e ao seu redor acaba resecada”. JMJ
"Se você estiver ocupado o suficiente cuidando da sua grama, não terá tempo para se preocupar com a grama do vizinho."
Sobre a grama havia um papel
Nele não havia nada escrito
Amassado por completo
E mesmo com o vento, estarrecido
Nem com a chuva se movia
Se secava ao sol que precedia
Com o tempo foi perdendo a linha
Era a folha do caderno de um suicida
Só a morte poderia lê-lo
E assim o fez com muito zelo
Suas palavras eram profundas como o fundo de um poço
Ele se atirara lá um pouco mais cedo, era um bom-moço
Formulava o infinito e o guardava dentro de si
Compreendê-lo era complexo, tal como língua tupi-guarani
Dentro de um buraco abstrato não havia reversão
Colocou pedras acima dele, por livre e espontânea precaução
Descansar os ossos lhe parecia agradável
Havia sempre algo no caminho, não era nada fácil
Sua mente era um tanto quanto volátil
Aparentemente forte, e era, até ficar frágil
A folha era tão atônita quanto ele, fria e calma
Sujou-se com o barro e com a grama
Nem o que toca o coração, nem o que toca o pensamento
Nem a mais triste das canções tocaria novamente a sua alma
Tudo era efêmero e logo se tornaria apenas memórias
Nesse caso, nada satisfatórias
O tempo passou e a música acabou
Tão cedo quanto foi dizer 'olá', já era hora de dizer 'adeus'.
Nos deitamos na grama para ver as estrelas.
- Será que existe vida em outros planetas? - disse eu.
- Temos que ir lá para descobrir!
- Está vendo aquela estrela brilhante, ali? Então, eu já estive lá!
Ele não entendeu! ...(nem deveria)
Eu sorri.
Ninguém entenderia!
-ednamachado-
E se amanhã for muito tarde? Se for tarde para pisar descalço na grama, contemplar o pôr do sol, tomar um banho de mar, comer brigadeiro de colher, usar o melhor perfume, beber café com um amigo, pedir perdão, dizer vários "eu te amo"...
Amanhã pode ser tarde. Deus permita que possamos fazer o que temos vontade no dia de hoje, amanhã e depois... Mas se o amanhã não vier, Eu tenho o hoje, todinho meu! Então, com licença, vou vivê-lo.
Não tenha medo menino, pisa na grama, nada nos rios, brinca de pega, constrói barquinhos.
Aproveita tua inocência e faz de cada pequeno momento uma eternidade.
Eu aqui sentado na grama olhando os pássaros, o sol e o rio.
O sol me aquece.
As nuvens desenham o céu.
Ouço o rio suave fazendo o seu caminho.
O vento sopra no meu rosto refletindo toda minha existência.
Eu pego um punhado de terra, coloco meus pés descalço sobre o chão, sinto firmeza, o solo refrescante me causa aquele conforto.
Sinto o cheiro das árvores.
O cavalo relincha.
As formiga me picam.
Os pássaros voam.
E o sol se despede mais uma vez
Bem vindo julho
Mes de neblina que parece branca fumaça
De orvalho nos prados e na grama da praça
De criança em casa de férias escolares
De comer pipoca e se aquecer no aconchego dos lares...
mel - ((*_*))
Canto tristonho
Jogo de cores,
Com essas flores
Danço sozinha
Na grama fria
Parece um sonho
De meus amores
Sabiá gorjeia
Um canto tristonho
Ela deixava-se guiar pelo pensamento que direcionava os olhos para grama, que era verde, verde como a cor de uma casa, a casa dele.
O PEQUENO ADMIRADOR
Ouvi o primeiro ruído de cascos pisando a grama, mas continuei deitado de bruços na esteira que havia estendido ao lado da barraca. Senti nitidamente o cheiro acre, muito próximo. Virei-me devagar, abri os olhos. O cavalo erguia-se interminável à minha frente. Em cima dele havia uma espingarda apontada para mim e atrás da espingarda um velhinho de chapéu de palha, que disso logo o seguinte:
– Seu moleque, nunca mais se atreva a entrar em minha propriedade para roupar as minhas jabuticabas. Se voltar aqui novamente, vou ter de lhe ensinar uma lição mais dolorosa!
Seu Juca era fazendeiro, dono do Sítio Mirabela. Ele e sua esposa, d. Gertrudes, vinham de uma cidadezinha interiorana, recém-casados, para criar a família no interior do Espírito Santo. Tendo comprado uma propriedade não muito extensa na comunidade de Fumaça, no município de Santa Leopoldina, cultivava ali alguns pés de café para consumo próprio, tinha um milharal que ocupava pouco mais da metade da propriedade e um pomar com duas mangueiras, três goiabeiras e vinte e cinco jabuticabeiras.
A comunidade de Fumaça, atenta com os últimos avanços tecnológicos que eram diariamente apresentados noticiários de TV que chegavam a eles através do sinal das antenas parabólicas, conseguiu reivindicar uma melhoria nas escolas próximas a região, além de ser contemplada com uma equipe constituída de cinquenta profissionais da educação – mistos entre língua portuguesa, matemática e matemática financeira, química e física, biologia, empreendedorismo, direitos humanos, dentre outros – que vieram acompanhados de sociólogos com a finalidade de educar aquela comunidade. Dessa forma, apesar da imagem de caipiras que recebiam dos habitantes das metrópoles, aqueles caipiras em especial, possuíam amplo conhecimento.
Seu Juca foi o fundador de todo aquele movimento chamado EDUCAÇÃO CAIPIRA.
Zeca, um menino de onze anos que viviam com os pais e mais três irmãos mais velhos numa casinha próxima, era o menino que seu Juca tinha flagrado roubando jabuticabas. Era de baixa estatura, negro de cabelos crespos e de olhos cor-de-mel incrivelmente penetrante. Era conhecido na comunidade por possuir uma audição boníssima; era capaz de ouvir o roncar do motor de um carro há quilômetros de distância. No entanto, justamente naquele dia em que, faminto, entrara nas terras de seu Juca, a distração não lhe permitira perceber a presença do velho nas proximidades do pomar.
Seu Juca andava sempre armado com sua velha espingarda calibre doze. Apesar de velho, tinha fama de machão. Tinha uma personalidade dura e carrasca; não importava quem fosse a pessoa, se pisasse na jaca comeria até a casca.
Zeca estava faminto. Sua mãe e seu pai tinham ido até a cidade de Cariacica para fazer umas compras. Seus irmãos não estavam em casa. Sua mãe não tinha deixado comida pronta e, como não lhe restara outra opção, invadiu o terreno daquele velho ranzinza.
As jabuticabas eram as únicas opções que lhe restara. As mangas e as goiabas, embora sustentassem mais, estavam numa altura que para Zeca era inatingível; sua baixa estatura não lhe permitia alcançar as demais frutas.
Sua família, mesmo vivendo naquela comunidade onde quase todos eram de classe média alta, era uma família humilde. Não possuíam recursos suficientes para que vivessem despreocupados. Por vezes, passavam até fome. Sua mãe era lavava as roupas da vizinhança e seu pai vivia de bicos. Dois de seus irmãos ganhavam alguns trocados capinando quintais e sua irmã passava as roupas que a mãe lavava. Já ele, só fazia estudar, estudar e estudar. Sonhava em tornar-se professor de matemática; vivia perambulando às margens do córrego que passava perto de sua casa, com um graveto em mãos e escrevendo fórmulas matemáticas na terra vermelha, tentando calcular a largura do rio, ou até mesmo a velocidade da água.
Ele era uma espécie de admirador secreto de seu Juca, pois apesar de ser um velho rabugento com as crianças, era um homem muito inteligente, principalmente quando se tratava de matemática. Seu Juca era capaz de fazer contar que para ele ainda pareciam complicadas simplesmente com o a terra vermelha e o graveto da mente.
Zeca vira certa vez um menino na televisão que também adorava matemática. Entretanto, esse menino – que viera a torna-se seu melhor amigo, imaginário – adorava também escrever em um caderninho com cadeado sobre todas as suas descobertas matemáticas e sobre as pessoas que admirava. Sem hesitar, Zeca pegou um caderninho que a muito usava para desenhar – desígnio para o qual não havia sido convocado – e arrancou as poucas folhas usadas; arrancou também a capa que estava em péssimo estado, pintou-a com um giz de cera; seu caderninho não tinha cadeado, mas com um pouco de esforço, fez um pequeno furo no centro da borda das folhas e as confidenciava com um pedaço de arame que cuidadosamente era dobrado pelo menino.
O susto daquele dia o tinha deixado indisposto a escrever e a fazer contas, como fazia todos os dias. Suas notas em matemática eram sempre máximas e, por consequência da escrita que praticava em seu caderninho, também tirava ótimas notas em suas redações.
Com seus amigos, Zeca adorava contar sobre o que observava de seu Juca. O modo que ele tratava d. Gertrudes, o carinho e ciúme que tinha por sua única filha. O modo como mascava seu fumo. Como acariciava sua espingarda na hora de ia limpá-la, além de como a chamava de única amiga.
– Ele é um cara legal, Pedrinho. Mas ele nunca vai gostar de mim.
– Aquele velho caduco não gosta de crianças, Zequinha, não perca seu tempo com besteiras!
Já em Cariacica, os pais de Zeca preparavam-se para voltar para Fumaça. As compras já haviam sido meticulosamente arrumadas no porta-malas do Montana que haviam ganhado em uma promoção daquele mesmo supermercado que faziam compras no bairro Cariacica Sede. A alegria de conseguir fazer compras – que era indescritível para eles, já que não tinham esse privilégio sempre; já completara seis meses desde a última compra – emocionava aquele casal que eram sempre muito unidos. No caminho de volta, nas proximidades da comunidade de Fumaça, enquanto subia a Romana, um pneu da Montana estourou. O susto fizera o homem perder o controle do automóvel; resultado: perda total das compras, veículo bastante destruído e um humilde pai de família morto. A mãe havia ficado em Mangaraí, onde sua filha já estava esperando para iniciarem mais um dia cansativo de trabalho.
Zeca estava com seu graveto fiel nas mãos, sentado em uma pedra, resolvendo uma equação de segundo grau que vira na escola na sala de aula de um amigo. Ele estava próximo à Fazenda Fumaça e ouviu um estrondo gutural que vinha da Romana. Sem pensar duas vezes, guardou sem graveto no bolso, escondeu seu caderninho preso à caneta por debaixo da camiseta, fixo pela bermuda velha, encardida e rasgada que usava e correu para o local.
Ele apertava fortemente os olhos esfregando-os na intenção de certificar-se de não estar tendo um pesadelo ou uma alucinação. Custou para que caísse a ficha e suas ideias retomassem. A cena para ele era simplesmente chocante e inaceitável.
– Nããããããããããããããããããããããão!
Pasmo, Zeca correu aos prantos na direção do Sítio Mirabela, pelo mesmo caminho que sempre percorrera, mas que com seus pesares parecia não mais ter fim. Olhou para trás e a única coisa que viu foi uma nuvem de fumaça retilínea que vinha do brejo que a Montana estava.
Cinco segundos após avistar a fumaça, o que Zeca avistou foi uma enorme explosão.
– Papai! N-n-não p-p-pode s-ser...
Imediatamente correu para o sítio, para pedir ajuda àquele quem admirava. Lá chegando, encontrou seu Juca agitado e preocupado com a explosão que ouvira. Ele estava carregando sua espingarda na intenção de sair preparado para tudo. Ao ouvir os gritos de socorro do menino, o velho não pensou. O ódio que carregava dentro de si daquele menino falou mais alto. Na verdade, os três tiros que disparou com a Berna, como chamava a maldita arma, falou mais alto que os dois.
– Eu avisei que se voltasse aqui a lição seria mais dolorosa, excomungado dos diabos! Agora tente aprender, seu moleque infeliz!
Com uma frieza espantosa, seu Juca montou seu Manga-larga Machador e saiu em direção à Romana. Passou por cima do menino e esguichou um cuspe amarelado pelo fumo que vivia a mascar.
Ao chegar tornar a casa e saber a notícia da morte do menino e do pai, a mãe de Zequinha caiu enferma por amor; seus três irmãos, embora inconformados, não receberam permissão da mãe para acertar as contas com aquele velho assassino. Ela lhes dissera que não deveriam fazer mal ao seu Juca, pois o Filho Santíssimo não se agradava das pessoas más.
Quando retornou, seu Juca tendo ido retirar o corpo da criança que jazia morta em seu quintal, encontrou junto deste um pequeno graveto que reconheceu como sendo de um dos galhos de uma das jabuticabeiras de seu pomar. Encontrou também um caderninho ensanguentado que estava lacrado por um pedaço de arame. Praguejando o menino por sem um moleque intrépido e destemido, começou a destrancar aquele caderninho sem nenhum cuidado.
Abriu-o.
Estava escrito na primeira página:
Me espelho no senhor, meu matemático preferido.
Seu Juca, eu sou e sempre serei o seu maior pequeno admirador!
