Grandes poesias sobre Vida
Tanta é a Solidão no Mundo...
Autor: LCF
1
Neste sítio em que vivemos cujo nome é Terra;
Existe mágoa, dor, muita solidão;
Regressão, burrice, demasiada contradição;
Desespero, saudade, infinita desilusão.
2
Quando me sento para, sinceramente, pensar;
Lembro-me de cada momento em que tudo o que há de "Mal";
Invadiu aquilo que eu possuía de original.
3
Mas o que flui nos meus pensamentos;
Para os outros nada importa;
E não aprendendo nada de útil e de novo;
Uma alma aparece, uma alma fragmentada e morta.
4
É essa a consequência de quem vive no egoísmo.
5
Contudo, no fim de contas, eu é que sofro...
6
Sofro de solidão;
Da mais triste das frustrações;
E da mais dolorosa das ilusões.
Tolos
Autor:LCF
1
Lindo dia;
Propício de repugnantes seres;
Afastar a multidão;
Viver em grupos;
Cortar a barba;
Ups, doem-me os cabelos!
E as unhas.
Vou passear à rua;
Conversar com as plantas.
Elas falam!
(Os tolos não sabem o que dizem;
Pois não pensam no que falam;
Nem possuem conhecimentos corretos.)
Vou viajar até ao espaço;
Onde existe muito ar.
2
Tudo corre bem;
Quando as coisas falham.
Mas sinto-me mal;
Quando ganho algo.
É doloroso.
(Mas por vezes;
Dizem verdades;
Que merecem ser referidas.)
Falas demais!
Está calado!
Já irritas!
(Como isto.)
3
Os homens sabem voar não é?
Ou será que não?
(Depois existem os tolos;
Que se fingem de tolos;
Para obter alguma coisa com isso.)
E o computador já existe?
Não sabia...
(Nem sempre conseguem.)
4
(Vida confusa a esta!
Só confusos e interesseiros por toda a parte.)
"Viver todo dia... todo dia;
Olhar para os lados... todo o dia;
Abrir a porta do quarto... todo dia;
Ter vergonha das coisas não feitas... todo dia;
Olhar para o espelho depois do dia... todo dia;
Reconstruir a rota... todo dia;
Caminhar na corda bamba da finitude... todo dia;
Querer outro dia... todo dia..."
Calma... em que ano vivemos mesmo???
Anos 2000???...época 2000???...2000 e quanto???
Quantos momentos realizados e memorizados? Quantas histórias para contar?...quantas músicas para recordar?...quantas lembranças para ao menos sentirmos saudades.
Diante de um mundo tão apressado e tecnológico, cada vez menos vivemos realmente um tempo de verdade, com pessoas para fazer história.
Tudo hoje é tão rápido, supérfluo... Quanta coisa fútil, músicas sem nenhum conteúdo que estouram durante uma semana... mas se quer sobrevivem para fazer história, pois na verdade; não são realmente músicas, mas sim o reflexo de uma sociedade doente, sem valores.
O que as crianças de hoje vão contar futuramente??? “Na nossa época...” (que época?)...tudo hoje acontece na rapidez de um click.
É triste tentar responder a essa pergunta, quando nós tivemos sim uma época, “anos” para contar e marcar a história. Anos 80 por exemplo, uma década, isso mesmo 10 anos, não apenas 10 clicks, ou 10 “curtidas”. 10 anos de tendências, músicas, estilo, brinquedos; fatos que compuseram realmente uma estação.
Ah...como seria bom para a própria humanidade, se as pessoas não corressem tanto....se não esmagassem os minutos em busca de suas ganâncias, gerando assim tanto estresse e descontentamento, para sobreviverem num mundo de aparências.
E tentassem simplesmente viver de verdade cada segundo, e que cada segundo preenchesse um momento para se fazer história.
Acredito qeu meu crescemento foi dia após dia...
Vivendo sempre querendo acertar.
Tirando dos tropeços, ensinamento.
Envelhecendo com sabedoria e amando a vida toda, por mais que não tenha sido recíproco, o importante é que amei.
Aprendi nessa minha longa caminhada que, tudo que não conseguiu me matar, me fortaleceu... e eu continuo aqui, agradecendo mais um ano de vida, com sorriso no rosto e fé em Deus.
Obrigada Senhor!
POESIA, TERNURA VERDE
Agora a ternura vive entre minhas palavras
feito as aves dos grandes rios
que voam sobre as verdes florestas,
assim, a ternura voa sobre as poesias
e suas palavras carregam o alimento da alma,
para reescrever um longo caminho
feito o rio amazônico que de tão gigantesco
engole seu caminho.
Assim a ternura me engoliu,
derrubou a resistência de minhas margens,
arrastou feito pororoca os barrancos,
devorando o que restou de mim.
Fico agora divagando entre as palavras novas
e o feito antigo da poesia, a ternura...
E no meu peito - arde uma floresta verde.
À custa do seu reflexo nas margens do espelho dos olhos alheios
Vivendo...
Metade do olho redondo aflito nas gotas da chuva refletido.
E sendo, estando... no rastejar da vida.
Quem dera pudesse ser mais que uma cápsula, querida.
Ser mais que um vulto no tempo.
Teus olhos, teus olhos lívidos e flácidos!
Templo dos meus tormentos,
Calabouço das feridas,
Ou, simplesmente, ferro em brasa.
Mais só em mim
Que a outros nada transfere tua infeliz melancolia.
Só a mim espanta seus espasmos, seu assombroso desejo de não ser.
Só meus olhos nos teus refletem e.
Desce do precipício da vã melancolia
Trás a alma ao corpo e fia o resto, sem pretéritos imperfeitos.
As caras perguntarão:
É tua essa frieza?!
São sabem que dorme nas correntezas. Pedra da feroz cachoeira.
No âmago treme de frio pelo vazio dos corpos. Pela cor opaca das nuvens.
Abraço-te a mim, abraço.
Os braços colados. Dispersos...
Cedo ao movimento das ondas da cachoeira.
Abraço o reflexo das ondas.
E assim se vive.
Acreditando e desacreditando.
Morrendo e renascendo diversas vezes sob as mais fortes emoções.
Qual será o real valor da vida?
Acho que depende do valor que nós mesmos a atribuímos.
Pois não existe o definitivamente certo para questões de relacionamento pessoal.
E talvez o mais sensato é sabermos que vamos errar. Desacreditar e talvez voltar a crer novamente.
Até quem sabe cansarmos e decidirmos ceder ao orgulho e a nossa mera ingenuidade de acreditar estarmos corretos.
Sonhos... abro a janela;
Sol... brilho inteso;
Viver, ainda é a melodia perfeita;
Meus sonhos não cabem no espaço;
Desse céu; de cores e brilho;
De azul, apenas de azul...azuis de todos eles;
de sonhos e de querer sonhar...
Só pelo fato de ter te conhecido já valeu a pena ter nascido,
viver ao seu lado é uma dádiva de Deus.
NOSSAS MÁSCARAS
Podemos sim, ter a lucidez do que somos, quem somos. Mas diante do meio em que vivemos, não é possível nos desnudarmos por completo. Não sobreviveremos às pressões sociais de um modo geral .
Para isto nos utilizamos de várias máscaras que usamos conforme as necessidades com que nos deparamos.
Elas são um mecanismo de defesa e não um esconderijo...
Mas quanto menos precisarmos usá-las, mais íntegros estaremos nos tornando.
mel - ((*_*))
Do que pôde ser visto, do que pôde ser tocado, do que pôde ser sentido, do que foi vivenciado, disto é feito a eternidade diária, a felicidade transitória, a tristeza passageira, o agora...
Mesmo quando o dia findo, a noite ida, a madrugada vindo, um recomeçar à espreita que, no fundo, é só continuação.
A narrativa pode ser refeita mesmo quando as palavras não.
Troque a disposição das tuas frases, descubra o sinônimo mais adequado, ponha força no pensamento que te representa e beneficia...
Experimente com inteireza cada estação do ano até que se possa estar cada vez mais presente em cada estação do dia.
Seja tão você até que ser tão feliz seja uma coisa só...
Não junte migalhas...
Junte grãos de felicidade
de cada momento feliz que você viveu!
E que seja sempre intenso o seu sorriso:
os seus poros transpiram amor!
Quando imagino em ti meu corpo
cadê a luz desse mundo
cadê aqueles que procuram viver?
Vejo a música entrar...
tirou a razão que ocupou-se a realidade,
a maior luta é a interna
pois dela nasce todas as outras
Difícil encontrar belas terras
sempre não serei nada
mas cadê o homo sapiens?
Sempre pensando em não ser alienado
e esquece que tem sentimentos e a metafísica.
O homem que se diz: "não sou alienado"
se alienou nas próprias afirmações,
Hegel te deu os rios das incertezas,
Cabê a cada um encontrar tuas ilhas,
o problema Hegel, é que na nossa mente,
os sonhos são infinitos,
e nossos oceanos, raramente, são calmos
Vontade louca de escrever„
Vontade louca de desenhar„
Vontade louca de viver„
Vontade louca de te esquecer„
Vontade louca de viajar„
Vontade louca de fumar„
CONSEQUÊNCIA
Da rotina nasce o hábito,
Do hábito cria-se o vício
E do vício vive o covarde!
Guria da Poesia Gaúcha
Eu lhes digo o saldo do Capitalismo:
1 Bilhão de pessoas vivendo bem, até melhor do que necessitam para viver, causando a obesidade e o desperdício;
4,5 Bilhões de pessoas que trabalham duro, só fazem isso da vida (não têm tempo para lazer, praticar esportes, viajar, nem descansar), ganham um salário que mal dá para viver e seu suor sustenta cada uma das pessoas que vivem bem;
1 Bilhão de pessoas passando fome, sobrevivendo com, no máximo, 20 dólares por mês, comendo biscoitos de barro para não morrer, sofrendo as mazelas das doenças erradicadas no "primeiro mundo" há quase 100 anos, sem direito a moradia, saneamento básico, alimentação mínima possível, nem educação;
Tirem suas próprias conclusões.
AMOR DOS SONHOS
Sou o seu sofredor
Que vive so para te amar
Mesmo em segredo
expulso a sua dor
Que cultivo em seu olhar
Vai me disculpar
Passo todas noite te
transando
e' a melhor forma de te
amar
sei que sou culpado mas
estou adorando
Me deixe assim em
segredo
Se eu disser que te amo
Estarias a cometer
pecado
Dizendo que tens
namorado
Da maneira que me tocas
Me deixa sem palavras
O seu beijar verdadeiro
Na realidade es a marreta
do pedreiro
POR: DURAO
Todos os desejos são propostas de consumo. Inclusive aquele desejo supremo de viver para sempre. A imortalidade implica em eterno consumo.
A mercadoria mais leve e menos barata é a esperança. Aceitar a ideia de uma vida infindável é como comprar o brilho de uma estrela apagada, fulgor fantasma extinto em sua origem. Os mercadores da fé vendem a areia de seus desertos, oferecendo peneiras para carregá-la.
