Grandes poesias sobre Vida
A vida é um algoritmo autocanalizado pela história, onde interações estocásticas refinam uma direção emergente.
Se existisse reencarnação, nossas memórias de vida passadas estariam todas salvas no mundo espiritual? Então a vida seria um servidor de testes?
Reclame da vida o quanto puder. Talvez um dia ela se toque pelo serviço ruim prestado e decida melhorar.
O sentido da vida não se encontra na morte, mas na perpetuação do nosso traço no mundo, transmitido pelas mãos que vêm depois de nós.
A moral, o amor, a própria continuação da vida são resultados dum cálculo mental de utilidade, que sentimos sem jamais acessar seus mecanismos internos.
Ela passou a vida inteira preocupada com a limpeza das superfícies, polindo paredes, cuidando do brilho exterior, enquanto a sujeira da alma lhe escapava. Racismo sutil, desprezo pelos pobres, pequenas hostilidades que se acumulavam como sombras invisíveis. Entre panos e escovas, ignorava que a verdadeira limpeza exige coragem para encarar o próprio coração.
Quando as entradas sensoriais cessam na morte e, hipoteticamente, retornam depois numa vida após a morte, como provar que se trata do mesmo sujeito e não de uma cópia perfeita da consciência anterior? Se a consciência pode ser copiada, por que punir um clone?
Amor à vida sem destino: a afirmação da existência sem a necessidade de um propósito, de uma evolução obrigatória ou de uma finalidade superior.
A ideia dum deus que pode tirar sua vida a qualquer instante por um capricho, exige adoração absoluta e pune a desobediência é profundamente perversa. Uma relação baseada no medo não é amor, é submissão. Não existe liberdade genuína quando a alternativa é a destruição. Isso não difere, em essência, dum pai que afirma ter o direito de matar o próprio filho caso ele desobedeça.
Amor vitae sine fato: a vida é aqui e agora. Não existe necessidade dum propósito maior além do direito de respirar. A evolução surge apenas como efeito colateral duma alma perfeita que nasceu pelo simples prazer de viver a experiência humana.
A crise existencial, a exigência desesperada de que a vida tenha um sentido final, é apenas uma falha de processamento. Uma mente finita projeta-se sobre um futuro infinito e exige dele um significado que nunca existiu nem para os deuses. Quem ama a vida vive o presente. A obsessão pelo futuro infinito é uma doença mental.
A fé genuína se basta. Quando alguém dedica a vida a convencer ateus, talvez não esteja combatendo a descrença alheia, mas a própria dúvida que o corrói.
A vida é uma partida de xadrez, se você não cuidar bem da sua rainha, um cavalo pode saltar do nada e comer ela!
Se a sua vida não está legal, o principal culpado é você mesmo. Temos livre-arbítrio, esqueceu? Bastaria ter escolhido diferente!
A vida não é uma competição para descobrir quem é mais feliz. Uma pessoa pode ser extremamente feliz e, ainda assim, ser um fracassado, um canalha, um pobre ou alguém profundamente doente. A felicidade, por si só, não salva ninguém nem torna ninguém uma pessoa melhor.
Aquele que mais teme a morte é, paradoxalmente, o primeiro a entregar a vida pelo grupo; pois somente quem conhece o valor infinito da existência compreende a magnitude de oferecê-la em sacrifício.
Passei minha vida toda tentando entender o porquê ainda estou aqui, o vazio que tenho dentro de mim até me fez pensar em desistir, é eu já tentei sabe, eu sinceramente estou cansado de tudo, não me encaixo em lugar algum.
Entre a lei escrita e a vida concreta há um abismo onde a ética urbana deveria construir pontes — mas frequentemente apenas observa o vazio.
A urbanidade contemporânea mede seu progresso não pelo concreto erguido, mas pela vida que consegue manter sem violência invisível.
