Grandes poesias sobre Vida
DIAS DE OUTONO!
(Bartolomeu Assis Souza)
Vai embora o barco da minha vida
Navegando em dias, horas e minutos
Calendário da vida...
Vai onda...onda...onda...
Como ficam distantes
os dias de outono!
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Relógio Invisível
A vida trabalha...
Trabalha a vida...
Com seu relógio invisível
E vivo uma vocabulário de ilusões...
Tudo vai morrendo e
ficando na memória da existência...
Amém!
Despedida...
Nossa vida não é nada mais que uma eterna despedida...
Estamos sempre nos despedindo de algo, aqui, acolá e metafisicamente para além do aqui...
Aquele abraço então...
ABSURDO EXISTENCIAL
O outro sinônimo de Deus é vida. Se existe vida existe Deus. Se existe Deus existe vida.
Podemos não admitir querer falar que Deus existe, conforme alguns filósofos e pensadores...
Mas existe vida, pulsar nas veias, e Alguém há criou.
O que acredito que fomos lançados no Absurdo da vida. E esse Absurdo nos diz: você tem pouco tempo, você é apenas uma poeira cósmica. Aceita e sofre menos. Aproveita o que a vida representa, o que ela te ensina no cotidiano, nos pequenos gestos.
A vida tem muita futilidade, arrogância, mazelas, frustrações e perdemos muito tempo com bobagens. Aceita o Absurdo da existência. Para quê se preocupar tanto. Torne-se o que você é. A vida é mistério que se des-cortina a cada instante. Cada um deve fazer seu caminho, acreditar em si, preocupar menos com os outros...
E no Absurdo da vida que diz: seu tempo está acabando...
TUDO É UMA FARSA
Tudo é uma farsa
Toda cultura uma tragédia
Toda vida um teatro
Toda essência relativista
Toda crítica o último refúgio do indivíduo
Toda filosofia marca um cruel destino que se re-vela
Enfim: o homem ser escravo de seus anelos de poder, crueldade, criatura limitada e ignorante
Para assim: habitar, sofrer e morrer...
DILEMA
Que eu te encontre Senhor no Dilema da Vida.
O dilema sou eu mesmo com a minha angústia...
Ela levará-me até Ti.
Ocaso da existência.
Angústia-terapia-ressurreição, resurrectio...
Amém!
LÓGICA E SERMÕES...
A vida vai des-cortinando,
vai tirando seu véu
Lógica e sermões jamais con-vencem ou con-venceram...
A noite fala muito mais fundo na minh'alma
Estudos, pesquisas, reexamino filosofias e religiões sempre...
Elas tentam provar algo, mas são limitadas...
Mas nada provam quando o assunto é o nosso interior...
Nuvens e paisagens nos rodeiam...
A vida é in-calculável...
Amém!
PER-CORRENDO
Eu vou per-correndo os caminhos
Os caminhos vou per-correndo
Porque a vida me chamou
Ela gritou, vem comigo
Hoje, talvez, mais uma vez, vou pensar, sorrir, chorar...
Pois não sei nada do amanhã
O que será do amanhã
Do que será o amanha...
Será porque Deus me chamou...
Só sei que não sei continuar, sem questionar o Teu chamado...
Mas uma vez, peço sua luz
Só sei que não posso dizer não: a Deus...
Nem talvez. É do que eu disser é que vai depender...
Amém!
ETERNIDADE
A vida é vazia e triste pra quem não acredita no amor...
A vida sem mistério é in-suportável...
É o tempo falando de etern-idade...
Eternidade...
O tempo que não perdoa, mas tudo a-quieta em seu lugar...
É o teu sim que vai falar
Nem, o seu, talvez...
Do que tu disseres é que vai de-pender...
Depender
RESSIGNIFICAR
A vida é todo dia,
um re-começo, uma partida...
Porque já começamos e
vamos passo a passo re-começar...
Ressignificar...
Dar significado sempre...
Res-signi-ficar...
Sofrer sem re-clamar
Desesperar sem afundar
Sacudir sem derrubar
Filosofar sem posse
Progredir sem cristalizar...
VIDRO DO OLHAR...
O vidro do olhar
e a vida a piscar...
e a vida a passar...
Comerciais da vida:a consumir o olhar, o celular...
Modelos para se crer, a nova re-ligião do consumir, do olhar...
Um desejo de consumir...
Vendendo manipulações, ilusões
A vida aparente de Platão, ilusões
A vida real de Nietzsche, real
A contra-mão da ilusão e o real
Um cintilar, um piscar do olhar
Vivemos numa sociedade de consumo do olhar...
Buscando comprar o azul do mar, o azul do olhar
O olhar é a nova-religião de con-sumo
Assassinando a própria vida
Se o mundo não foi seu
Se o mundo já foi de Deus
Hoje deve ser de alguém, que fatura e enriquece
Busquemos voz, vez e escudo da razão
Alma que resoa nas sombras da minha vida.
Adiqueri experiência num apse do meu apogeu...
Apocalipse de outras auroras.
Me torno entorpecido por claras lembranças.
Calida floresta no resquícios dos devaneios...
Exalto que a superfície é calma clara até ser obscura por suas atitudes.
Vejo que mundo está mais obtuso...
Pois tudo que acha se tornou assombroso...
Num ambiente onde tudo é muito atroz...
Aonde está sua opinião e apenas um fluxo de um pesadelo.
Aonde nada mais será feito ou importante.
Mater
Mãe, eis a causa de tudo
não haveria vida nem mundo
nem filho nem pai
não haveria luz, nem sombra
passado ou futuro
nem semente a nascer
nem um fruto maduro.
Mãe, concepção lírica dos poetas
para pra se criar o universo
poesia e música, fantasia e verso
natureza viva, a expressão discreta
da ilusão homérica de um mundo concreto...
Mãe, quem supor poderia
que se não fosse por ti
nada mais havia
nem amor nem paixão
nem sorte nem destino
nem velho nem morte
nem homem nem menino.
Mãe, amor superlativo, tu
perdoas sempre qualquer tirania,
vences todo ódio com um gesto meigo
teu abraço terno aquece o coração
Todo verdadeiro poeta é cético
contudo, levam a vida a falar
de metafisica, de almas
e de coisas semelhantes
são sobremodo adoradores
da beleza e do amor
“A poesia será sempre o teu abrigo
Uma casa segura, um conforto
Preenchendo a tua vida vã, vazia
Na agonia velada do teu rosto.”
―Evan Do Carmo
“A vida no planeta corre perigo, graças ao desenvolvimento intelectual dos homens, sobre os poderes da natureza.”
―Evan Do Carmo
"Há uma fatalidade caótica, tanto na vida quanto na morte"
"O amor é um absurdo misterioso, quando é recíproco!!!"
A vida é uma causa autônoma
um evento que não se repete,
aos homens não compete entendê-la
saber sua causa ou origem
nem a vertigem de vivê-la!!!
Como se deu a vida?
Foi a junção do amor com a esperança
forjados de um pensamento divino,
que numa união cósmica
produziram uma explosão atômica
então das trevas surgiu a consciência
e do instinto, antes pó, se fez razão.
Um diálogo entre o filósofo e o poeta- ambos habitam em mim
- A vida está passando, meu caro poeta, então o que foi que fizeste da vida?
- Fiz muitas coisas, aliás fiz mais poesia do que coisas, afinal as coisas se diluem com o tempo; já a poesia, esta flui como o rio de Heráclito, se transforma.
- Nada permanece para sempre, poeta, nem mesmo o rio, tampouco tua poesia se transformará em algo concreto.
- Mas o que queres dizer com isto, meu caro filósofo, tens tu produzido algo imortal, algum pensamento que suportará o crivo da eternidade, caso ela exista de fato?
- Creio que não, e, todavia, enquanto observo e descrevo o mundo sensivel, tu ficas aí com as tuas viagens metafisicas, tentando encontrar a razão para a existência do tudo e do nada.
- Quem de nós dois é mais alienado? As coisas são o que são, e isto não tem autoria intelectual, elas são como são, nós é que tentamos lhes dar outro sentido ou significado...
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