Graça
São duas as moradias sagradas que todos temos e que merecem o respeito irrestrito de cada um de nós; a morada da alma, que é o nosso corpo, e a morada do corpo, que é a nossa casa. Quando estes lares não são preservados com o devido, e sincero, respeito que merecem o indivíduo demora para perceber, ou nunca percebe, mas passa a ficar exposto às mazelas do mundo, fica sem teto emocional e moral e passa a vagar frequentemente pelas ruas da depressão, do vazio e da solidão em companhia das perturbações e das frustrações atraindo tudo, e todos, cuja as energias são inferiores, uma vez que as energias positivas não se sustentam ao seu redor, sequer nele próprio. Este torna-se um zumbi alucinado, sem rumo e vulgar, porém cultiva o entendimento de que é alguém livre exercendo o seu direito individual de ser e fazer o que bem deseja, contudo desatento, completamente, à diferença entre a liberdade saudável e permitida e a liberdade insana e depreciativa.
Ao relento, para qualquer ser humano, seja em qualquer circunstância, é muito difícil encontrar paz, estabilidade e segurança, porém, mais difícil fica se o relento for uma escolha por desprezo à valores essenciais, e mais catastrófica, ainda, são as consequências desta escolha quando a vaidade e o orgulho o impede de reconhecer o caos o qual mergulhou.
É só o descaso com as nossas moradias sagradas que nos levam ao caos pessoal? NÃO, porém este descaso é um excelente potencializador dos variados caos que já habitam o indivíduo
Paz é libertar-se de todas as dependências e aprisionar-se à leveza de ser, primariamente, um solitário. É estar integrado ao nada e sentir-se o tudo, e no meio do tudo sentir-se essencial. É fazer das certezas a dúvida de estarmos seguros quando, sob o efeito das convicções, acomodamo-nos na subjetiva desnecessidade de reflexão sobre as nossas afirmativas
A ignorância e a inocência do povo aliada à desonestidade e à manipulação política, numa parceria sólida e eficaz, tem sido a base da sobrevivência do Brasil quanto um país rico, porém, extremamente, pobre de tudo e miserável do mínimo
O ser humano é uma espécie muito interessante. Reclama da má qualidade do caráter e da falta de sinceridade do seu semelhante próximo, seja ele da família, colega
de trabalho, vizinho e até "amigo". Vive dizendo que cachorro é melhor que gente, bem como vive falando que está cercado de pessoas que fingem querer o seu bem de verdade. Que a hipocrisia impera na sociedade. Ressalta sempre que as pessoas estão cultivando falsos sentimentos entre si e que estão praticando muito o mal ao outro. As publicações nas redes sociais com mensagens que vão nesta direção não me deixam mentir. Porém, em especial na época de eleição, este mesmo ser humano vive brigando para defender político, porque acha que esse, sim, é sincero e quer o seu bem de verdade. Chega a exaltar os nomes dos seus preferidos como se fossem anjos na terra para protege-los dos demais nomes, que são os demônios.
Ah.... O ser humano. Que espécie interessante. Acho que ele acha que político não é humano.
Os fanáticos e os oportunistas, de qualquer setor da sociedade, em geral, não tendo, necessariamente, algum conhecimento pautado na seriedade e na responsabilidade, atraem mais adeptos do que a ciência, a lógica e a história, porque são desprovidos de informações coerentes, bem como são abastados de carências e más intenções que culminam com os seus interesses individuais. Isso sensibiliza e idiotiza os demais afins que são o seu público alvo
Se todo mundo diz a mesma coisa, ninguém aprende nada com o que ouve fora da conveniência e da acomodação da sua audição.
Se tudo mundo escreve a mesma coisa, ninguém aprende nada com o que lê, sequer é estimulado a refletir. Impossível a extensão do conhecimento. Do crescimento intelectual.
Se todo mundo faz a mesma coisa, ninguém experimenta o novo. A manutenção do mais do mesmo esta garantida. Todos seguem como cordeiros felizes por estarem alimentados.
Controle-se. Você não me controla. Eu tenho total controle sobre mim e, consequentemente, sobre você também.
Entregue-se
Solução para salvar o meio ambiente: parar de nascer gente pra proporcionar a volta dos dinossauros
Nada mais constrangedor, desesperançoso e revoltante do que ser testemunha ocular da capacidade humana de produzir conteúdos trágicos, humilhantes e covardes para se perpetuarem nos registros da história da civilização. Nada mais frustrante do que constatar que o animal racional não entendeu nada até aqui
PATRIOTA RAIZ - 07/09/21
Patriota raiz não vulgariza a bandeira da sua nação.
Patriota raiz não apoia corrupto.
Patriota raiz sabe interpretar a diferença entre o que é democracia e o que é ditadura.
Patriota raiz vai para a rua reivindicar direitos essenciais para todos e não privilégios e conveniências para os seus líderes corruptos.
Patriota raiz não se presta a ser um manifestante marionete de político.
Patriota raiz usa a sua massa cinzenta para discernir o que é o interesse de um político é o que é o interesse da nação.
Patriota raiz escuta e raciocina sobre o que ouve. Não entrega, de bandeja, o seu intelecto para ser transformado em arma de destruição.
Patriota raiz sabe o valor das instituições democráticas, bem como sabe separá-lo das suas fragilidades e equívocos.
Patriota é um ser humano que também comete erros, mas quando ele é PATRIOTA RAIZ sabe reconhecê-los e corrigi-los.
Ainda há tempo de abandonar a bandeira da alienação e se regastar, tornando-se um cidadão coerente.
Ainda há tempo de amar o Brasil com o coração e não através da complacência com a corrupção.
Ou o "patriota" acorda para a realidade ou a realidade acaba com o Brasil. E com o aval dos patriotas.
Há diversas formas de alguém manter-se na ignorância. Muitas vezes por falta de tempo, estímulo ou condições financeiras para adquirir conhecimento. Porém, a mais popular é pela zona de conforto que a ignorância proporciona. A possibilidade de usufruir do resultado do saber do outro sem precisar se mexer.
Analisando friamente as necessidades de uma sociedade, a política é a tragédia mais essencial para um povo. Sem ela, não há graças nem desgraças. Ela é tudo que sustenta o existir de uma nação para que os indivíduos possam subsistir
5° mandamento - não matarás
7° mandamento - não roubarás
É linda a coerência dos cristãos patriotas que defendem o porte de arma indiscriminado, e os saques aos cofres públicos, via rachadinha.
As inesperadas mudanças são implacáveis na arte de nos deixar inseguros. Porém, o Tempo, como o nosso maior aliado durante este processo de atuação do destino e os seus ajustes inevitáveis, tem sempre uma boa surpresa reservada para nós, tutelada pelo futuro e escrita pelas estrelas, que irá agregar novas realizações e felicidades à nossa história de vida.
O futuro promissor só existe, também, quando o presente deixa o passado para trás.
Incomodava
Incomodava por ser feliz, como opção, apesar da autoridade do destino.
Incomodava pela autossuficiência diante das suas escolhas.
Incomodava, porque não lamentava a sorte e por não ser entristecida, apesar das investidas das decepções.
Sorria sempre.
Incomodava, porque apiedava-se do outro pela prática do desperdício de energias ineficientes lançadas em sua direção, só porque incomodava.
Incomodava, porque não aceitava as inverdades e lamentava os medos que paralisam os incomodados.
Incomodava por saber observar. Por ter um olhar descortinado.
Incomodava, pois o alcance do seu coração ultrapassa a fronteira da obrigação de sentir com o rótulo do convencional.
Incomodava, porque obrigava, sem obrigar, os incomodados a pensarem sobre o incômodo desnecessário que lhes tomava a alma, e pela certeza que nestes pensamentos vinham à tona os seus ocultos.
Incomodava porque tinha vida, brilho e liberdade.
Incomodava por se dedicar à busca do equilíbrio na razão, sendo pura emoção.
Seus equívocos não a detinham na insegurança.
Seguia em frente.
Incomodava, mas descobriu-se admirada pela ousadia de ser livre ao ponto de incomodar.
Era admirada, porque sabia incomodar.
Incomodava, porque era movida pela intensidade. Era discreta na particularidade e visivelmente objetiva.
Incomodava, porque não tinha a intenção de incomodar, apenas de viver o seu ser, e este não a incomodava.
Não exija as "vindas" se as "idas" forem a saída e nelas houver, realmente, o encontro. Se neste encontro as partes estiverem, de verdade, no mesmo lugar. Se neste lugar a chegada for um desejo sincronizado. Às vezes, a outra parte pode não ter liberdade para transitar nos desejos de quem lhe deseja encontrar
Os instantes, dentro do significado que conhecemos, são partículas do verdadeiro e grandioso Tempo. Do imenso percurso que nos aguarda no infinito. Todo o nosso movimento nesta partícula, quanto seres densos, pode não passar de uma reação à provocação cósmica. No fundo, viver talvez seja uma espécie sofisticada de paralisia consentida pelo universo. Uma existência sustentada por uma vertiginosa e necessária viagem pelo planeta azul antes do permanente volitar entre os mundos.
Não somos. Não temos. Não criamos. Apenas reagimos, quimicamente, às investidas do invisível.
É como conseguimos estar, sob a imensidão. É a materialização que fomos capazes, fora do nosso habitat
