Gotas
"Bom mesmo é chorar na chuva...
Pois no meio de tantas gotas, as lágrimas se tornam insignificantes"
Uns dançam na chuva, outros aproveitam a mesma para chorar, afinal lágrimas e gotas de chuva se misturam, enquanto as emoções se dissolvem.
Às vezes as gotas dágua batem contra nós como se fossem grandes ondas...
Não é a força das águas
É do que sou formado
Pó, poeira e barro.
Preciso ter paciência
Esperar, esperar...
Na eternidade tudo se ajeitará.
Sejamos a gota de amor que o mundo precisa,se muitas gotas se juntarem seremos um oceano de amor.
Ivânia D.Farias
A chuva é o oceano nos visitando em gotas.
Quão livre! As ondas se levantam mas não podem ultrapassar. Então o cosmos o libera a subir.
Lagos, rios, cachoeiras, cada qual às suas maneiras. Descem cuidadosamente, molham, refrescam e cantam. E os trovões lá do alto comemoram: É NÓS.
Mesmo que nesse momento o mundo parece tão distante de tudo em que viveu, hoje ele respira as gotas dos orvalho em cada planta e o rio encontra sua vitalidade, já o seres humanos buscam o desespero em meio ao caos que ele mesmo é o responsável.
A Chuva
As gotas que caem geralmente se chocam em algo... há claro a incerteza desse algo... e diante da certeza de haver certa incerteza, prosseguimos mesmo diante o medo, caindo e escorrendo... até voltar ao grandioso comum que há em cada oceano dentro de nós.
Não sabemos em que a gente vai “chocar” mas sempre chocamos em algo nas quedas da vida, o importante é saber que o fluxo do percurso não termina no fim de cada queda e sim em um oceano de experiências que nos faz um ser cada vez mais evoluído.
Muitas vezes somos uma intensidade. Mas a intensidade, ou nos cega como um sol ou nos faz cair como uma tempestade... No entanto, quem não se aventura nunca irá saber a cor da luz e nem o gosto da chuva!
Resultado é a recompensa pela capacidade de entender que dedicação e esforço são apenas gotas no oceano do sucesso!
Ei garota enquanto escrevo esse verso, lá fora garoa, várias gotas caindo, me lembro de você e eu só/rriso.
É que fiquei tão na tua que entrei no jogo sem medo de se molhar, mas se pa no seu olhar da pra sacar, um revólver cheio de munições contra o vírus de amar.
O a/MAR é salgado igual aos seus amores passados, mas eu cheguei todo doce e intenso, deve até ter estranhado.
Meu jeito é diferenciado, sei que não sou comum, solto tanta dose de interesse que te deixei desornete/ARDO.
Ardeu, mas agora aqui dentro tô confuso nem me entendo. Pedi aos céus alguém interessante, notei que era você no primeiro instante, você chegou tipo assaltante roubou meu coração sem termos momentos presenciais marcantes. Vai entender qual é a parada... Fazia tanto tempo que não sentia essa levada... Aquela que leva meus sentimentos e pensamentos, invadindo até meus sonhos vai vendo...
Mas tudo em excesso faz mal, eu cheguei "causando" mas não foi por mal, é que quando toca meu lado sentimental não sei agir normal. Depois de um relacionamento terminado, você foi a primeira que tocou esse meu lado apaixonado.
Minha ansiedade tem aumentado e a vontade de te ver faz progredir essa má sanidade, sei que esse jeito romântico parece até que tenho 12 anos de idade.
Penso várias coisas e logo falo, esse meu jeito tem atrapalhado, às vezes penso em desistir por esse meu jeito apressado.
E é nisso que eu tenho pensado sou desastrado e impulsionado nas ações que tenho tomado. Me desculpa, acho que já deve ter estragado tudo, mas o importante é expressar o que eu sinto aqui no fundo.
É profundo demais não consigo ser orgulhoso e deixar algo para trás, mas preciso entender sobre o que ocorreu com você. Me esqueci daquela doença diabete... Ou melhor (dia/bad) que é diagnosticada quando o paciente tem decepção de uma paixão. Se perde no medo e fecha seu coração.
Autor: @n_.guimaraes
Gotas
Se ferem e se fundem?
Acabam de deixar de ser a chuva.
Travessas no recreio,
gatinhos de um reino transparente,
correm livres por vidros e corrimãos,
umbrais do seu limbo,
se seguem, se perseguem,
talvez vão, da solidão ao casamento,
a se fundir e se amar.
Ilusionam outra morte.
Inverno
Como as gotas no vidro,
como as gotas de chuva
numa tarde sonolenta,
exatamente iguais,
superficiais,
ávidas todas,
breves,
se ferem e se fundem,
tão, tão breves
que não poderiam acomodar(acolher) o medo,
que o espanto não deveria fazer marca
em nós.
Depois, já mortos, rodaremos,
redondos e esquecidos.
Na manhã daquele inverno chuvoso,
com a xícara de café na mão,
Olhou para as gotas que escorriam pela janela
e viu
que com a chuva
perdeu
não só o sono.
Silenciosa madrugada.
De corpos cansados
Apenas o som de algumas gotas
De uma exausta e suave chuva,
Latidos ao longe
Um silêncio descansado
Alimentando muitos sonhos
Ainda aqui repassando uma vida
Que se passa sem dormir
Ensurdecedor silêncio
Que aviva pensamentos
Histórias, contadas ou não
Saudades perdidas ou que se perderam
De trilhas, caminhos e escolhas
Silenciosa madrugada
Sua brisa tocante e latente
Passo contigo mais estas horas
E aqui conversamos em silêncio
Pois sabemos nós o que sentimos
E sabemos sim
Que não há do que falar
E tudo que penso, sabes tu
Tudo que vejo, sabes tu
Os desejos são confusos, sabes tu
E em silêncio me confesso
Enquanto alguns cães agora latem
E não ouço mais aquelas gotas
Grato por devolver-me o sono
Estarei aqui quando quiseres
A mais um cálice de teu doce silêncio
Silenciosamente pensando
Em tudo que sabes tu.
José Henrique
Tudo estava descansado, como as gotas de orvalho que diariamente se fixam como se fosse regra nas folhas e árvores e então, bastou apenas uma palavra, apenas um "balançar na folha", e tudo vem à tona, a gota cai...!!
Flávia Abib
BRISA DA PRIMAVERA
Vem com esse cheirinho agradável
Sacode gotas de orvalho
Balança flores- espalha perfume
Desperta o sabiá no galho.
A brisa passa sorrindo
Assanha as borboletinhas
Varre o chão leva folhas
Desnuda as formiguinhas.
É a brisa da primavera
A natureza enobrece
A rosa feliz agradece.
Cores pra todo lado
O jardim em transformação
Aplaudindo a nova estação.
Autoria- Irá Rodrigues
