Gostar de Você
VII
(...)
Continue lendo os filósofos,
mas seja o seu.
Adorar uma teoria não te faz sê-la,
a realidade peculiar é outra, não se perca.
Conhecer a si, Augusto, é ter o mundo e seus segredos estendidos na palma da mão!
Os que se reúnem regularmente para adorar a Deus encontram encorajamento, apoio e orientação espiritual.
Ela: Não consigo achar uma palavra que descreva isto. Adorar escrever, e nunca encontrar as palavras certas.
Ele: Agoniante.
Ela: Como?
Ele: Agoniante, esta é a palavra.
Ser do bem, adorar rir, crer que todo dia nasce uma possibilidade de existir, existir na companhia do outro, a fé é o esteio que sustenta homens e mulheres fortes, educação e trabalho os tornam únicos.
Mantenha o pensamento fixo de que, as circunstâncias não importam quando o assunto é adorar a Deus. Na paz ou na tempestade, tudo é impulso para louvar Aquele que nos fortalece.
Quando você vem a Igreja é para encontrar a Deus? Eu não. Eu venho adorar a Deus com meus irmãos. Encontrei Jesus faz tempo e não abandonei mais. Venho com Jesus, ando com Jesus dia e noite".
"" Você vai adorar,Quando minha boca
Mapear teus encantos
Vais ficar louca
Se render
Deixarei fluir tua emoção
Quero ver teu corpo
Aflorar
No doce desejo de amar
Te explorarei com o coração
E se você for em mim
Nossos eus se completarão
E nunca mais terá fim...""
Se pudesse adorar o que adorou, somente poderia adorá-lo.
Somente poderia adorá-lo, se pudesse adorar o que adorou.
Se poder adorar como adorou, somente poderei adorá-lo.
Somente poderei adorá-lo, se poder adorar como adorou.
Adora ação..
A porta da Igreja De São Gonçalo está fechada.
Não poderei adorar o Meu Jesus tão cedo. Lá terei de esperar e desesperar.
Toca o sino. São 12h30.
Há silêncio no adro da Igreja.
Onde estão as crianças?
Vejo um cão a chafurdar na terra. Mais ninguém.
Alguns carros apressados cujos condutores conversam amenamente.
É Domingo. O dia do Senhor – 17 de Julho de 2022 – Festa do Santíssimo Sacramento na Igreja de São Gonçalo, no Funchal.
Por detrás de mim, mulheres chorosas com coroas-de-Henrique visitam os seus entes queridos que dormem em paz na “Quinta dos Calados”, a quinta que ninguém gosta de lá pernoitar e os que lá habitam jamais poderão sair com o seu próprio pé.
À minha frente, contemplo o azul do mar no horizonte.
Escrevo a lápis com apoio de uma capa de elásticos semidura que contém os meus currículos. Levo-os sempre comigo na esperança de obter um emprego anunciado numa simples vitrine.
Nunca obtive qualquer resposta dos mesmos…certamente, irão para o recetáculo de lixo mais próximo…quem diria?! Depositado numa vasilha onde se reúnem coisas provenientes de diferentes origens. Ali, estou eu, sepultada, profissionalmente e academicamente.
Mais uma badalada. São 13h.
Silêncio sepulcral.
Despeço-me do tempo com um até breve.
