Gostar de quem Mora longe
VEGETAIS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
O que falta pra muitos é sentir a falta
do que mora num sonho e não foi conquistado,
é estado concreto do que sempre foi
abstrato, platônico, fora de alcance...
Um amor, algum bem, uma graça pendente;
o que falta pra gente, caso tenha tudo,
será sempre uma falta que não é sentida,
ressentida no vácuo desse velho nunca...
Precisamos não ter, pra que o ter satisfaça,
o completo está cheio de vazio insano
como dano de nunca ter sentido a dor...
Sofrimento final é de quem não sofreu;
há um eu que se fere de não ter ferida,
quando a vida nos cria no jardim do Éden...
Não deixe a porta aberta a qualquer um, não a deixe fechada, podem pensar que já esta ocupada a morada. Deixe-a entre aberta, pois assim você vai escutar o rangido dela, quando alguém chegar...(Patife)
"Me sinto perdido.
É quando o mundo já não tem mais graça que mora o perigo.
Eu só sobrevivo.
Pois meu viver você levou para longe, com o seu sorriso.
Não entendo nada disso.
Como posso ser feliz se só o sou quando está comigo?
E as juras de amor, era verdade tudo aquilo?
Sua indiferença é o meu martírio.
O que lhe digo são coisas do amor mas será que sabes o que é isso?
Em algum momento foi capaz de senti-lo?
E minha vida perdeu o sentido.
Pois perdi os teus abraços, que eram o meu abrigo.
Comigo eu brigo.
Por não compreender o que me foi acometido.
Da solidão, tento me esquivar, com afinco.
E nessas lutas pelas madrugadas a fio.
Me sinto perdido..."
"Mal pode colher-se com abundância e facilidade. O caminho é plano e mora junto de nós.
Mas ante a virtude, puseram os deuses o suor."
O Ser Divino que Mora em Mim
No silêncio da alma, um eco desperta, um sussurro que dança entre sonho e vento. Não é palavra, nem verso, nem canto, mas pulsa vivo, ardente, sedento.
Ecoa suave no peito trêmulo, como rio que abraça sua própria nascente. Não há templo, altar, ou promessa, apenas o instante, puro, presente.
Choro e riso são sua canção, a voz que vibra no coração. No amor, na dor, na brisa esquecida, Deus se revela na própria vida.
Quem ouve, sente; quem sente, vê: Deus não se esconde, Ele também mora em você.
Há um sossego que mora na aceitação das imperfeições. Um encanto que floresce quando paramos de lutar contra quem somos, de tentar moldar cada aresta para caber em expectativas que não nos pertencem.
No fundo, amar e ser amado não é um resultado dos esforços em sermos mais belos ou mais sábios; é a magia de sermos vistos com os olhos do coração. Aqueles que realmente nos amam, que enxergam além das camadas da aparência ou das convenções, atribuem a nós uma luz especial, feita de significados que transcendem quem somos. É como se as imperfeições, que pensamos ser falhas, fossem exatamente o que desenha nossa humanidade.
E, para aqueles que insistem em procurar algo mais em nós, tentando refinar nossas essências como um escultor incansável... talvez nunca estejam prontos para amar. Porque o amor verdadeiro nunca exige explicações, mudanças ou concessões; ele apenas repousa. Aceita. Celebra.
No fim, deixar nossas imperfeições em paz é mais do que um gesto de autoaceitação, é também um portal para encontrar quem nos veja além do que somos, e nos ame por tudo que podemos ser em sua visão.
A sutileza mora em mim... meu toque é leve, é suave... sempre tive medo de machucar. Com palavras, gestos ou mesmo com o olhar. A força fica com quem é rude, com quem não sabe tocar... Minhas mãos são macias, são para acariciar. Meus atos correm do selvagem e meu olhar sempre quis ver a suavidade no outro olhar.
Ainda que não esteja bem, sei assim mesmo que toda mudança mora em mim. Decido entre ir a frente ou parar, me aventurar ou me acovardar. O mais importante é eu querer mudar.
Mora em mim muita saudade do que poderia ter acontecido... do que acabou sendo, e se foi... mas existem infinitas possibilidades no que já acontece, e no que virá. A esperança também mora em mim.
O erro mora muitas vezes, em não ter a consciência de que, para se alcançar sucesso, deve-se errar muitas vezes, até acertar os alvos.
A ausência deixa espaço. E é nesse espaço que mora a dor. A memória do que já foi e talvez nunca tenha sido do jeito que a gente lembra.
Aqui a tempestade ficou engarrafada e o sentimento não resolvido é transformado em memórias que a gente não queima porque o cheiro da fumaça lembra casa.
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