Gosta de Mim do meu Jeito

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Não há mal pior que a descrença, mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão.

Vinicius de Moraes
Álbum "Como dizia o poeta"

Nota: Trecho da música "Como dizia o poeta"

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Achar-se situada à margem do mundo não é posição favorável para quem quer recriá-lo.

Simone de Beauvoir
BEAUVOIR, S. O Segundo Sexo Vol 1: Fatos e Mitos, Difusão Européia do Livro, 1967

Deus se manifesta no silêncio.

A loucura é diagnosticada pelos sãos, que não se submetem a diagnóstico. Há um limite em que a razão deixa de ser razão, e a loucura ainda é razoável. Somos lúcidos na medida em que perdemos a riqueza da imaginação.

Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine.

Paulo de Tarso

Nota: Adaptação de 1 Coríntios 13:1-13.

O seu santo nome

Não facilite com a palavra amor.
Não a jogue no espaço, bolha de sabão.
Não se inebrie com o seu engalanado som.
Não a empregue sem razão acima de toda a razão ( e é raro).
Não brinque, não experimente, não cometa a loucura sem remissão
de espalhar aos quatro ventos do mundo essa palavra
que é toda sigilo e nudez, perfeição e exílio na Terra.
Não a pronuncie.

Carlos Drummond de Andrade
Andrade, C. D. Corpo, Record, 1984

Se acolho um amigo à minha mesa, peço que se assente e, se é coxo, não peço que comece a dançar.

Nunca fique implorando por aquilo que você tem o poder de obter.

As flores dessas árvores depois nascerão mais perfumadas.

Manoel de Barros
BARROS, M. Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2011.

Deixei uma ave me amanhecer.

O problema não é inventar.
É ser inventado hora após hora
E nunca ficar pronta
Nossa edição convincente.

O essencial faz a vida valer a pena.

Mário de Andrade

Nota: Trecho de: "O Valioso Tempo dos Maduros"

Eu via a natureza como quem a veste.
Eu me fechava com espumas.

Manoel de Barros
BARROS, M. Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2011.

A maior felicidade para o ser humano é de poder viver para aquilo pelo qual estaria pronto a morrer.

Não estou vazio, não estou sozinho, pois anda comigo algo indescritível.

Coisas impossíveis, é melhor esquecê-las que desejá-las.

No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá onde a
criança diz: Eu escuto a cor dos passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não funciona
para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um verbo, ele
delira.
E pois.
Em poesia que é voz de poeta, que é a voz de fazer
nascimentos —
O verbo tem que pegar delírio.

Manoel de Barros
BARROS, M. Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2011.

Cuidado com os invasores do seu corpo... eles não costumam voltar para ajudar a consertar a desordem...

Crê em ti, mas nem sempre duvides dos outros.

Machado de Assis
Memórias póstumas de Brás Cubas (1881).

O que se leva da vida... ...E a vida que se leva!