Gladiador
A vida te torna uma gladiador,De fato é apenas a dor,Que te transformou,O amor me pressionou,Perdi minha espada na batalha da minha geração,Sofri duros golpes,Preciso continuar a lutar,Minha geração violenta,Obsoleta e primitiva,Somos animais,Negando a própria natureza selvagem,Superando a tristeza com iPhone,Carniceiro de curtida,A dor se tornou fama,Anarquismo online,Doutrinação e exposição,Preciso mesmo de outra geração.
A alma faz poesia sem perceber...
Somos gladiadores do dia a dia entre aflições pseudônimos perturbações pecados conquistas desilusões desejos fracassos sonhos mistérios e paixões.
Somos a razão da existência do sol da lua do mar do fogo da terra das estações das esquinas das estrelas das flores das frutas das miragens dos temporais dos vulcões do mel e das vertigens.
Somos as frases feitas de canções que surgem na inesperada complexidade de sentimentos leves doces e nostálgicos.
Somos o voo livre e soberano em busca do pouso certo e que se torne o porto firme e seguro a cada amanhecer.
Somos a chance da construção da nova casa íntima de nossos corações que pulsam pelos vales e montanhas dos abstratos pensamentos.
SOMOS DEPENDENTES DE NÓS MESMOS.
Vorazes
Gladiadores, é isso que somos.
Esculpidos do mármore através de gerações
Nossa luta é diária nessa infundada guerra de poder
O lema e sempre vencer e vencer
Como se tivemos algo a provar a Gregos ou Romanos
A Nice ou Vitória ou qualquer outra entidade divina
Com músculos de diamantes suportamos tamanha dor
As lanças em nós atiradas são repelidas sem trabalho algum
Da garganta emana um grandioso uro de desafio
A chama da esperança nos queimando com ardor
Juntos marchamos em centenas como um só
O medo nos rodeia sem clemência
Areia e suor marcam nossa jornada
Para nós nada de coisas doces
Finais felizes são só miragens que nos levam a derrota.
Imaginamo-nos invencíveis para a carne não perecer
Esse e nosso estilo de viver
As mazelas da vida fizeram de mim um gladiador
Um guerreiro vencedor, posso ser um poeta ou um simples pensador
Que cresceu em meio ao ódio, mas hoje me alimento do amor
Foi-se o tempo em que me importava advogar meus sonhos e sinceridades. Hoje sou gladiador de minhas próprias arenas internas, pois é lá que se dão minhas guerras mais relevantes!
Élcio José Martins
GLADIADORES URBANOS
É madrugada, hora de acordar,
Ainda tenho sono, tenho que levantar.
Viro para o canto e durmo novamente,
Acordo assustado ao toque do despertador gritante.
Com um pulo saio da cama,
Recordo a noite de um sonho bacana.
A secretária já chegou e a mesa arrumou,
Pão com manteiga, frutas, queijo e o café já preparou.
Ainda de pijama, preparo-me para o banho,
Ligo o chuveiro e logo me assanho.
Escovo os dentes, sorriso brilhante,
Fico bonito, fico meigo, fico galante.
No quarto minha roupa me espera ansiosa,
Camisa branca, calça preta e gravata verde e rosa.
Ouço o samba da mangueira com a rima, verso e prosa,
Com o seu samba na avenida sempre foi a mais formosa.
Como os grandes gladiadores, me preparo para a batalha,
Minha barba, serrada, faço ela com navalha.
É hora de juntar meus pertences e minha tralha,
Vou exercer a cidadania do homem que trabalha.
Sapato, meia, calça, gravata, cinto e paletó,
Tudo isto pra vestir um homem só.
No criado-mudo aguardam os apetrechos,
Pareço um carnavalesco preparando sua fantasia e seus adereços.
Coloco a caneta no bolso,
A correntinha no pescoço.
Relógio no pulso para não esquecer a hora do almoço,
Carteira com documentos para alguém me chamar de moço.
O celular, utilitário que não pode faltar,
A aliança no dedo para lembrar as juras no altar.
Chave do carro e o cartão para estacionar,
Dinheiro no bolso para o almoço pagar.
Fecho a porta, entro no carro e ligo o motor,
Ligo o ar pra diminuir o calor.
Vejo se o documento está no porta-luvas,
Dirijo com cuidado pela avenida sapetubas.
Rezo no carro minha predileta oração,
Agradeço pelo trabalho que traz paz ao coração.
O trabalho é árduo, mas é sempre gratificante,
É uma luta solitária onde sou desafiante.
A tarefa tá apertada cumpra o prazo e não atrasas,
É um voo as cegas de um pombo sem asas.
Sou batalhador e cumpro minha obrigação,
Minha empresa é minha casa e meu sustento, a ela tenho muita gratidão.
Volto pra casa com o dever cumprido,
Fiz meu dever como o sempre prometido.
Desfaço de minha armadura,
Curto a família com afeto e ternura.
Nessa luta sempre fui um vencedor,
Nada fiz por obrigação, tudo aconteceu com muito amor.
Agradeço a Deus pela família e os amigos que me deu,
Agora é hora de dormir porque o sono me venceu.
Élcio José Martins
GLADIADOR
Pelo poder se construía sua glória. Há centenas de anos antes de cristo, a soberania da monarquia decidia pelo arbítrio de homens, que já não possuíam mais suas vidas. Tirados dos braços em que havia esperança e cativos por correntes onde sua autonomia não decidia mais por sua dor.
Liderados pelo ápice de um governo em que sua única razão era mantida pelo propósito que sua glória triunfe, até que a perpetuação de seu nome proclame seus próximos opressores. Título que consistia na renúncia a compaixão, pelos favores prestados a uma supremacia cruel.
Obrigados a lutarem por suas vidas ou sobreviver do fôlego, enquanto a dor dilacera sua carne a plateia grita em seu desatino, seu sangue derrama e a morte se aproxima. O seu valor, sua honra confessam o tempo em que a determinação e força mantinham seus membros ainda em movimento. Com o cessar do seu vigor, seu anonimato, apenas é lembrado como símbolo de entretenimento.
LUTAR EM NOME DO AMOR
A luta de um gladiador
É para da arena sair respirando
Minha luta é pelo amor.
Já que o mundo está mudando
Palavrinha sem cor
Por ela vou continuar lutando.
O amor não pode morrer
Agonizante em mórbido amanhecer
Não... Enquanto algo puder fazer.
A fé insinuante é como o coliseu de Roma, os espectadores sugeriam que os gladiadores apunhalassem uns aos outros de diversas maneiras, até que um desses espectadores tropeçasse no corredor na euforia Insinuosa e caísse na arena!
ANDERSON SILVA
Anderson silva
gladiador
o oponente
sente medo
o adversário
tem pavor
vem pro tatame
mas não reclame
o seu vexame
é contemplado
com a dor
é vencedor
o lutador
grande guerreiro
maior orgulho
deste povo
Brasileiro.
GLADIADORES URBANOS
Uma batalha esta anunciada, os soldados saem de suas barricadas..
Instantes antes da partida são meros homens com a mente limpa...
Calmos, serenos, amigos e compassivos,
Tomam suas armaduras e num piscar de olhos a transformação..
Surge um soldado forte, destemido, com uma arma na mão.
Suas armaduras são imponentes e se confunde no meio de tanta gente..
E partem todos para o campo de batalha,
Disputam cada espaço, sempre no fio da navalha.
Há quem sem amontoa numa grande armadura,
Que parece o Cavalo de Tróia, que leva os soldados por estas ruas.
Cada qual quer seu canto, briga, xinga, esbraveja..
Isso é uma loucura, cada um com a idéia dura.
E a luta é grande, as vezes sangrenta, que nos tira a paz,
Que nos tira a vida com uma velocidade voraz.
Todos desejam chegar. Onde? Saber isso não se é capaz.
E assim ficam o tempo inteiro, correndo feitos felinos..
De um lado para o outro, desdobrando-se entre tantos guerreiros..
São fracos soldados, fortalecidos por suas armaduras...
Que muitas vezes não se ajudam e vivem na amargura...
Pobres soldados de vida curta e sem ternura.....
Se o seu sonho se tornar real, é por que seus mentores foram grandes gladiadores.
Muitos tem sonhado, mas poucos realizado seus sonhos...
Oh! Descendentes do herói Zumbi, sois gladiadores da vida!
Oh! Filhos da Mãe-África, eterniza tua vitória!
Oh! Negritude, sois pra mim, uma raça tão querida...
Élcio José Martins
GLADIADORES URBANOS
É madrugada, hora de acordar,
Ainda tenho sono, tenho que levantar.
Viro para o canto e durmo novamente,
Acordo assustado ao toque do despertador gritante.
Com um pulo saio da cama,
Recordo a noite de um sonho bacana.
A secretária já chegou e a mesa arrumou,
Pão com manteiga, frutas, queijo e o café já preparou.
Ainda de pijama, preparo-me para o banho,
Ligo o chuveiro e logo me assanho.
Escovo os dentes, sorriso brilhante,
Fico bonito, fico meigo, fico galante.
No quarto minha roupa me espera ansiosa,
Camisa branca, calça preta e gravata verde e rosa.
Ouço o samba da mangueira com a rima, verso e prosa,
Com o seu samba na avenida sempre foi a mais formosa.
Como os grandes gladiadores, me preparo para a batalha,
Minha barba, serrada, faço ela com navalha.
É hora de juntar meus pertences e minha tralha,
Vou exercer a cidadania do homem que trabalha.
Sapato, meia, calça, gravata, cinto e paletó,
Tudo isto pra vestir um homem só.
No criado-mudo aguardam os apetrechos,
Pareço um carnavalesco preparando sua fantasia e seus adereços.
Coloco a caneta no bolso,
A correntinha no pescoço.
Relógio no pulso para não esquecer a hora do almoço,
Carteira com documentos para alguém me chamar de moço.
O celular, utilitário que não pode faltar,
A aliança no dedo para lembrar as juras no altar.
Chave do carro e o cartão para estacionar,
Dinheiro no bolso para o almoço pagar.
Fecho a porta, entro no carro e ligo o motor,
Ligo o ar pra diminuir o calor.
Vejo se o documento está no porta-luvas,
Dirijo com cuidado pela avenida sapetubas.
Rezo no carro minha predileta oração,
Agradeço pelo trabalho que traz paz ao coração.
O trabalho é árduo, mas é sempre gratificante,
É uma luta solitária onde sou desafiante.
A tarefa tá apertada cumpra o prazo e não atrasas,
É um voo as cegas de um pombo sem asas.
Sou batalhador e cumpro minha obrigação,
Minha empresa é minha casa e meu sustento, a ela tenho muita gratidão.
Volto pra casa com o dever cumprido,
Fiz meu dever como o sempre prometido.
Desfaço de minha armadura,
Curto a família com afeto e ternura.
Nessa luta sempre fui um vencedor,
Nada fiz por obrigação, tudo aconteceu com muito amor.
Agradeço a Deus pela família e os amigos que me deu,
Agora é hora de dormir porque o sono me venceu.
Élcio José Martins
"Superar seus próprios limites, transcendendo a honra de participar de encontros de gladiadores que enfrentam lutas diárias. Na arena, todos os campeões da vida se reúnem para se divertir na arte da guerra."
Rafael Serradura, 2024
O mundo é dividido como uma Bíblia. Amor e perdão, ódio e condenação. Anjos gladiadores, anjos protetores, céu e inferno.(Walter Sasso)
