Gestos
Agradeça de coração às pessoas pelos mínimos gestos de gratidão e as lágrimas virão como expressão de felicidade, de valorização e de reconhecimento pessoais.
Amar Você em Segredo
Amo você no silêncio mais fundo,
onde o mundo não pode escutar.
Nos gestos pequenos, nas pausas do dia,
nos olhos que não ousam falar.
Guardei teu nome em cada verso calado,
em cartas que nunca enviei.
E o peito, coitado, tão apertado,
abraça um amor que não revelei.
Vejo você rindo com outros caminhos,
e finjo que não dói saber.
Mas todo sorriso teu, mesmo alheio,
faz meu coração se desfazer.
É cruel amar assim, em segredo,
ser sombra do próprio querer.
Mas prefiro a dor de te ter no peito
a te perder sem nunca te ter.
Homo sapiens diz que os animais são irracionais. Os mais belos gestos de amor através dos olhos podemos compreender a linguagem dos animais! Verdadeiros e sinceros .
Não devemos ignorar que aqueles que hoje nos iluminam com gestos e palavras, podem ser os mesmos que, no silêncio do tempo, apagarão a luz que nos orienta. Assim é a natureza humana — instável, paradoxal, profundamente imperfeita. Furucuto, P. D.(2025)
O amor não se baseia em grandes gestos, mas sim em pequenos cuidados diários, que, com o tempo, o tornam mais forte.
Cuide bem do seu amor!
"O Senhor não se agrada de gestos sagrados sem alma — Ele se inclina ao coração que se quebranta em arrependimento."
Abraçar, sorrir, elogiar, acolher, respeitar, ajudar e amar. São gestos que demostram empatia e podem tornar as pessoas melhores e maiores!
POR UM MUNDO MELHOR
Tinha tantos sonhos a realizar...
Tantas vitórias a conquistar...
Tantos gestos a mostrar...
Tantas palavras para falar...
Tinha um coração tão grande a dividir...
Tinha uma só vida para viver...
Apenas faltou[...]
Gestos solidários
são os dispostos a nos guiarem
muito além das nossas predileções
e exclusivos afazeres...
Uma vez que todos nós temos
algo por oferecer ao outro; a vida!
Algo que colabore na
melhoria dessa
Terra!
Uma mulher quando está afim de outra mulher demonstra nos gestos e no olhar ou busca sempre pretextos para uma possível conversa ou encontro.
O Perfume da Renúncia.
Há gestos que se dissolvem no ar como perfumes invisíveis fragrâncias da alma que ninguém vê, mas que perfumam silenciosamente a atmosfera onde passam. São as oferendas sutis dos que aprenderam a servir em silêncio, flores humanas que, em vez de buscar aplausos, se abrem ao sol do dever e ao orvalho da dor. Assim é a dedicação em renúncia: um cântico mudo da consciência desperta, um perfume espiritual que não exige olfato para ser sentido.
A flor que se doa não questiona a quem se destina o seu aroma. Ela apenas floresce. Assim também o ser que alcançou o verdadeiro autoconhecimento já não indaga sobre o retorno de suas ações, pois compreendeu que servir é o mais puro estado do amor. Sua existência se faz como uma lâmpada acesa em um aposento onde ninguém entra e, mesmo assim, continua a iluminar.
Quantos caminham entre nós nessa silenciosa via-sacra da bondade anônima? São almas que vivem a felicidade não em palavras, mas em gestos; que suportam o esquecimento com serenidade e transformam a própria dor em brisa consoladora. São aquelas criaturas cuja presença acalma, mesmo quando os lábios emudecem; cuja ausência, paradoxalmente, se faz presença no coração dos que aprenderam a sentir com o espírito.
A renúncia verdadeira não é grito, é eco. Não é ausência, é transfiguração. É o ponto onde o ser humano se despede de si mesmo para encontrar-se em sua essência. Nesse instante de lucidez interior, o coração entende que a vida não é palco, mas altar. E que cada ato de humildade é uma prece sem palavras, uma oferenda sem testemunhas, um perfume que sobe, discreto, à eternidade.
Há uma melancolia suave nessa entrega, porque o renunciante contempla a beleza e sabe que dela não fará uso. Ele toca o sublime e, em vez de retê-lo, o devolve à vida. Essa tristeza, porém, não é desespero é maturidade espiritual. É a nostalgia do Espírito que recorda, no silêncio do dever cumprido, o perfume do lar divino de onde partiu.
Quando a flor murcha, não deixa de ter sido flor; quando o perfume se dispersa, não deixa de ter existido. Assim também o amor que se doa em renúncia jamais se perde: ele permanece, invisível, sustentando o mundo em suas raízes mais secretas.
A servidão, quando nasce da consciência iluminada, não é submissão, mas liberdade. É o ato supremo de quem já não precisa ser visto, porque aprendeu a ver. O autoconhecimento, então, torna-se um espelho onde a alma se reflete e reconhece o rosto sereno da paz dentro de si.
E, nesse ponto, o perfume da flor silenciosa se confunde com o hálito da eternidade.
Na suavidade de gestos,
Expressa sua simplicidade,
Sua Liberdade não tem preço,
Ter o espírito liberto é raridade.
