Gestão de Pessoas
E quando as pessoas mentem, quando fazem você acreditar em algo que parecia real, quando entram na sua vida justamente no momento em que você já não tem forças para continuar carregando sozinho o peso de tudo o que sente, quando elas encontram você sem as muralhas, sem as máscaras, sem as defesas que levou anos construindo para sobreviver, quando veem suas feridas abertas, seus medos mais profundos, sua fragilidade mais escondida e, mesmo assim, dizem que o amam, que se importam, que jamais o abandonarão, que sempre estarão ali para você, e por um breve instante você acredita, porque quer acreditar, porque está cansado de lutar sozinho, porque finalmente pensa que encontrou alguém diante de quem não precisa fingir ser forte o tempo todo, alguém para quem pode mostrar quem realmente é, alguém que faz nascer dentro do seu peito uma esperança que você julgava morta, a esperança de ter um amigo verdadeiro, um porto seguro, uma presença capaz de permanecer mesmo nos dias mais escuros, mas então, sem explicação, sem aviso, sem sequer olhar para trás, essa mesma pessoa desaparece, abandona você e leva embora tudo aquilo que ajudou a construir, arranca do seu peito a confiança que ela mesma plantou, destrói a esperança que ela mesma fez florescer e deixa apenas o vazio, um vazio ainda mais profundo do que aquele que existia antes dela chegar, porque antes havia solidão, mas agora existe a lembrança cruel do que parecia ser acolhimento, antes havia apenas a dor de estar sozinho, mas agora existe a dor de ter acreditado que não estaria mais, e então você começa a se perguntar se o problema sempre foi você, se realmente é tão difícil de amar, tão pesado, tão cansativo, tão insuficiente que até aqueles que prometem ficar acabam indo embora, e cada abandono passa a soar como uma confirmação dos seus piores pensamentos, como se todas as vozes que dizem que você é um fardo finalmente estivessem certas, como se a única forma de sobreviver fosse reconstruir as muralhas ainda mais altas, vestir máscaras ainda mais fortes, esconder cada sentimento, cada lágrima, cada fraqueza, e nunca mais permitir que alguém se aproxime o bastante para ter o poder de destruir o pouco que resta, porque quando a esperança morre pelas mãos de quem a criou a dor não é apenas tristeza, ela se transforma em algo muito mais profundo, um cansaço que invade a alma, uma sensação sufocante de não pertencer a lugar nenhum, de não ser importante para ninguém, de ocupar espaço demais e significar de menos, e então tudo o que resta é o desejo silencioso de desaparecer, não por falta de amor para dar, mas pelo medo de continuar existindo apenas para ser deixado para trás mais uma vez, carregando sozinho os pedaços de um coração que já não sabe quantas vezes ainda conseguirá se reconstruir.
Irmãos hoje há milhões e milhões de pessoas seguindo para o fogo do inferno, porque nós perdemos o fogo do Espírito.
Nem toda Amizade é abrigo. Nem todo abrigo é amizade.
Há pessoas que entram em nossa vida chamando-nos de amigo, sorrindo ao nosso lado, dividindo a mesa, as conversas e até os nossos sonhos. Mas, infelizmente, nem todos os que caminham ao nosso lado caminham pelo nosso bem. Ao longo da história, quantas vidas foram destruídas pelas mãos de quem um dia recebeu confiança? Quantos foram traídos por aqueles que chamavam de irmãos, parceiros ou amigos?
A maior dor da traição não está nas palavras duras de um inimigo, mas no golpe silencioso de alguém em quem depositamos o coração. Ao mesmo tempo, a vida também nos surpreende.
Quantas vezes a mão que nos levantou veio de alguém que nem fazia parte do nosso círculo? Pessoas que não tinham obrigação alguma de ajudar, mas escolheram estender a mão quando todos os outros se afastaram. São gestos assim que nos lembram que a bondade ainda existe.
Os verdadeiros amigos não são aqueles que apenas sorriem quando tudo vai bem. São aqueles que permanecem quando o mundo inteiro vai embora. Não competem com suas conquistas, não sentem inveja da sua felicidade, não espalham o que ouviram em segredo e não abandonam você quando as dificuldades chegam.
Vivemos um tempo em que amizades sinceras se tornaram raras. Há muitos conhecidos, muitos seguidores, muitos contatos... mas poucos amigos de verdade.
Por isso, escolha bem quem conhece suas fraquezas, quem entra na sua casa, quem conhece seus sonhos e quem participa da sua caminhada. Não tenha medo de perder amizades falsas. O que é verdadeiro permanece. O que é interesseiro desaparece com o tempo. É melhor caminhar sozinho por um período do que estar cercado de pessoas que esperam apenas a oportunidade de ferir você.
Valorize quem ora por você na sua ausência. Quem celebra suas vitórias sem inveja. Quem corrige com amor, protege seu nome quando você não está presente e permanece ao seu lado mesmo quando não há vantagens em fazê-lo.
No fim, a vida nos ensina uma grande lição: a quantidade de amigos nunca foi o mais importante; o verdadeiro tesouro sempre foi a qualidade de quem escolheu permanecer ao nosso lado com lealdade, respeito amor.
Seja tão íntegro que até as pessoas mal-intencionadas sintam constrangimento ao tentar te prejudicar
Os partidos que funcionam como seitas não formam deputados com voz própria, apenas criam pessoas para aplaudir.
"Dependemos do amor para se encontrar no caminho que traçamos, mas tem pessoas que sempre optam pelo ódio e as mágoas e se perdem no labirinto da vida."
Ninguém cresce sozinho: pessoas precisam de pessoas. O valor de um ser humano não é definido pelo seu nível, mas pela sua essência. Todos são essenciais.
Muitas das vezes, as pessoas vão ficar contigo não porque te amam, mas sim porque a pessoa que elas tanto amavam as deixou, e você acabou sendo apenas a segunda opção.
Pra Hoje:
Decidi não me importar mais com pessoas que nada me acrescentam, que vivem a minha vida, se preocupam se durmo e acordo e, não porque querem meu bem, mas pelo contrário porque querem me ver cair... Hoje parei de me preocupar com você, a minha vida está nas mãos de Deus e só Ele que tem o poder sobre ela... Então que seus dias sejam de paz, que você consiga viver sua vida na plenitude do perdão, da bondade, do respeito e, acima de tudo da humildade com cada um... te desejo amor!
Olá, pessoas. E pessoos também, por que não?
Antes de qualquer coisa, acho justo avisar que este livro não tem a pretensão de virar um clássico. Não espero que ele seja estudado em escolas, citado em teses ou colocado ao lado de Kafka, Nietzsche ou qualquer outro sujeito que passou a vida tentando entender o mundo.
Na verdade, isso aqui é bem mais simples.
É só um lugar onde resolvi guardar um pouco dos meus dias. Das coisas que me fizeram rir, das que me fizeram querer dormir por uma semana inteira e das que, por algum motivo, achei que valiam a pena registrar.
Talvez, em algum momento, você aprenda alguma coisa comigo. Talvez não. Talvez eu aprenda alguma coisa comigo mesmo enquanto escrevo. Acho que essa possibilidade já é um bom motivo para continuar.
Não faço ideia de quem você é. Não sei seu nome, sua idade ou o motivo que fez você gastar seu precioso dinheiro neste livro. Aliás, obrigado por isso. Espero, no mínimo, que eu consiga fazer companhia durante algumas páginas.
E sim, eu poderia dizer que "o hábito da leitura expande a mente", "estimula a criatividade" e todo aquele blá-blá-blá que todo livro parece ter a obrigação de repetir. Mas acho que você já ouviu isso o suficiente.
Então chega de enrolação.
Se você decidiu continuar lendo, seja bem-vindo.
Hoje começa o diário de bordo de Sthelphen Hilburg, um sujeito completamente comum tentando sobreviver à maravilhosa e miserável vida real.
Capítulo 1
O começo menos épico de todos
Dia 1 de muitos que ainda virão.
Meu nome é Sthelphen Hilburg. Carrego na bagagem da vida aproximadamente vinte e cinco anos. Destes, uns dois foram gastos entre cigarros baratos, bebidas de procedência duvidosa e questionamentos existenciais durante o expediente. Afinal, alguém precisa fingir que está trabalhando enquanto tenta descobrir o sentido da própria existência.
Nunca fui o tipo de pessoa que escrevia diários, poemas ou passava horas lendo livros. Na verdade, sempre estive mais perto de quem compra um livro e o usa como apoio para uma mesa bamba do que de alguém que realmente o termina. Mas, por algum motivo que ainda não consigo explicar, escrever sempre me intrigou. Talvez porque seja mais fácil conversar com uma folha de papel do que com certas pessoas.
Então aqui estou eu, começando essa história. Ou, no pior dos casos, registrando uma coleção de abobrinhas que talvez façam sentido para alguém no futuro. Se não fizerem, pelo menos serviram de entretenimento para mim.
Acordo todos os dias às sete da manhã desde os meus treze anos. Não porque gosto de acordar cedo. Ninguém em perfeito estado mental gosta. Acordo porque a vida decidiu que esse seria o preço para continuar pagando as contas.
Meu trabalho consiste em enfrentar monstros muito mais perigosos do que dragões ou demônios. Os meus aparecem do outro lado do balcão e perguntam, com a maior naturalidade do mundo, se "não tem como fazer mais barato", mesmo quando a peça já está em promoção.
É nessas horas que começo a questionar se a minha saúde mental realmente vale o salário do fim do mês. Alguns dias parecem tão absurdos que fico convencido de que estou vivendo dentro de um filme de baixíssimo orçamento, daqueles em que nem os figurantes parecem acreditar no roteiro.
Mas, fazer o quê?
São os ossos do ofício. Sempre quis usar essa expressão. Ela tem um ar estranhamente elegante para dizer que a vida resolveu complicar as coisas de novo.
Bom, e se você está se perguntando por que, num dia completamente aleatório, eu resolvi começar a escrever um livro, a verdade é que essa é uma pergunta que eu também deixo em aberto.
Eu simplesmente não sei.
Não faço ideia do motivo de estar gastando tanto tempo com algo aparentemente banal. Escrever um livro não vai pagar minhas contas, não vai deixar minha comida mais barata e, muito provavelmente, também não vai mudar o rumo da humanidade. Então por que escrever?
Talvez a pergunta certa seja outra: por que não escrever?
Será que toda história precisa nascer de um grande propósito? Será que existe algum decreto dizendo que só pessoas extraordinárias podem despejar pensamentos em folhas em branco?
Eu espero que não.
Então vou fazer exatamente isso. Vou encher páginas com literatura barata, pensamentos mal resolvidos e frustrações que, de vez em quando, parecem fazer mais sentido no papel do que dentro da minha cabeça.
As folhas estão vazias. Esperam apenas que alguém escreva alguma coisa nelas. Acho curioso como elas se parecem comigo.
Nós dois estamos em branco, tentando descobrir o que merece ser registrado. E, quem sabe, transformar pequenos desastres cotidianos em algo bonito. Afinal, até as calamidades têm uma estranha forma de produzir boas histórias quando o tempo passa.
Eu não faço a menor ideia de como vão se desenrolar essas maluquices que o mundo resolveu chamar de dias úteis.
Também não sei quem eu vou ser daqui a alguns meses. Talvez eu continue exatamente o mesmo. Talvez mude completamente. A vida tem esse péssimo costume de alterar as pessoas sem pedir autorização.
Também existe uma boa chance de eu abandonar este diário no meio do caminho, como já abandonei tantas outras coisas ao longo da vida. Não seria nenhuma novidade. A diferença é que, desta vez, espero conseguir ir um pouco mais longe.
Enquanto esse estranho fogo pela literatura continuar queimando em algum canto da minha alma, eu prometo fazer o possível para manter você por aqui. Nem que seja contando pequenas tragédias cotidianas, pensamentos aleatórios ou histórias que só fazem sentido para mim.
Por hoje, acho que basta.
Se eu sentir vontade, volto a escrever mais tarde. Se não, deixo o problema para o meu "eu" de amanhã. Ele já está acostumado a resolver as pendências que a minha procrastinação insiste em criar.
Então, até amanhã.
E, caso você ainda esteja aí do outro lado da página, obrigado pela companhia.
Nos vemos no próximo capítulo, meu caro leitor. Ou melhor... meu companheiro de viagem.
Acho que não consegui ficar calado por muito tempo.
Ainda existem muitas coisas que eu quero escrever por aqui. E, sinceramente, não faço ideia de onde elas surgem. Talvez venham de lembranças que, quando eu era mais novo, pareciam completamente inúteis, mas que hoje voltam brilhando na minha cabeça, como se estivessem esperando a hora certa para fazer sentido.
É estranho pensar nisso.
Justamente quando somos crianças, na fase em que mais inventamos mundos, aparecem adultos dizendo o que é "besteira" e o que não é. Como se toda ideia precisasse fazer sentido.
Mas e se uma ideia não quiser fazer sentido?
E se ela só quiser existir?
Na minha opinião, uma criança deveria ter todo o direito de imaginar dinossauros comendo banana split enquanto dançam ragatanga. Ou qualquer outra maluquice que passe pela cabeça dela. A imaginação nunca precisou pedir licença para a lógica.
O curioso é que, olhando para trás, eu percebo que nunca fui muito bom nisso.
Lembro de um colega da escola. Não faço a menor ideia do nome dele, mas lembro perfeitamente da cena. Ele ficava sozinho, mexendo os dedos como se fossem personagens, fazia barulhos com a boca e parecia completamente mergulhado no próprio universo.
Na época, eu olhava para aquilo com estranheza. Talvez até com um pouco de vergonha alheia.
Hoje, porém, eu invejo aquela liberdade.
Ele não precisava de uma tela, de um videogame ou de um celular para viajar para outro mundo. Bastavam os dedos, alguns sons e uma imaginação que parecia infinita.
Eu nunca consegui fazer aquilo.
E talvez seja por isso que estou escrevendo este livro.
Talvez esta seja a minha forma de brincar de faz de conta, só que alguns anos atrasado.
Você só conseguirá se relacionar com outras pessoas na mesma profundidade com a qual você se conecta consigo mesmo.
Quem é raso consigo mesmo está fadado a viver relações igualmente superficiais, isso explica as atuais relações miojo, que só duram alguns minutos e o sabor é superficial.
Quando o medo toma conta da mente, algumas pessoas agem, enquanto outras procuram se refugiar na depressão.
