Genuíno
*Israel esperou 70 anos.*
*Lázaro, 4 dias.*
*José, 13 anos.*
*A mulher do fluxo, 12 anos.*
*Toda espera tem um tempo.*
*E todo tempo tem um Deus.*
*Descanse. Ele está agindo.*
"Apesar do meu respeito ao trabalho do saudoso José Datrino, noto que, ultimamente, nem sempre 'Gentileza Gera Gentileza' entre alguns. Que lamentável!"
Texto Meu 0901, Criado em 2018
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"No Passado houve (ou havia) Jesus, Maomé, Davi, Salomão, Noé, Buda, João, José e tantos outros! Hoje não há mais desses tipos! Alguém sabe por que houve (ou havia) e não há mais? Alguém sabe?"
Texto Meu 0968, Criado em 2020
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
1434
"Li ou ouvi dizer que José de Alencar desentendida-se ou brigava com todos, mas com quem mesmo deveria tê-lo feito, não o fez: com Machado de Assis. Por quê? Vou averiguar!"
TextoMeu 1434
1435
"Soube que José de Alencar, Ministro do Imperador Pedro, foi crítico feroz do poeta favorito daquele e que os três trocavam farpas pelos jornais, todos usando pseudônimos. Engraçado me parece, sabendo disso hoje!"
TextoMeu 1435
2302 📜 "Li, Alhures ou Algures, que 'José de Alencar brigava com tudo e com todos, mesmo sem motivo. Só não brigou com quem deveria ou teria motivo para brigar, ou seja: com o Bruxo Machado de Assis'. Não inventei, não pesquisei, não afirmo nem endosso. Apenas li. Terá sido verdade? EuPergunto.top !"
JOSÉ HERCULANO PIRES.
O Espiritismo não criou igrejas, não precisa de templos suntuosos e tribunas luxuosas com pregadores enfatuados. Não tem rituais, não dispensa bênçãos, não promete lugar celeste a ninguém, não confere honrarias em títulos ou diplomas especiais, não disputa regalias oficiais. Sua única missão é esclarecer, orientar, indicar o caminho da autenticidade humana e da verdade espiritual do homem.
José Herculano Pires
Curso Dinâmico de Espiritismo
ALLAN KARDEC E JOSÉ HERCULANO PIRES:
A URGÊNCIA DE SUA LUCIDEZ NO SÉCULO XXI.
Vivemos uma época marcada por um paradoxo inquietante: jamais a humanidade teve acesso a tanta informação e, simultaneamente, jamais esteve tão vulnerável à desinformação, ao emocionalismo e ao abandono do pensamento crítico. Multiplicam-se discursos revestidos de aparência espiritual, promessas extraordinárias, revelações sensacionalistas e teorias que, embora sedutoras, raramente suportam o exame da razão.
Nesse cenário, Allan Kardec e José Herculano Pires permanecem extraordinariamente atuais. Não porque tenham oferecido respostas prontas para todos os problemas do futuro, mas porque legaram um método para investigar, refletir e discernir.
Kardec não edificou um sistema baseado na autoridade pessoal. Seu trabalho consistiu em construir um método de investigação. Em O Livro dos Médiuns e na Revista Espírita, insistiu que nenhuma comunicação espiritual deveria ser aceita apenas porque provinha de um Espírito ou de um médium. A autoridade deveria nascer da concordância universal, da coerência lógica e da compatibilidade com os fatos observáveis. Esse procedimento ficou conhecido como Controle Universal dos Ensinos dos Espíritos (CUEE), verdadeiro mecanismo de segurança contra a fascinação e o dogmatismo.
Mais do que uma doutrina religiosa, Kardec estruturou uma filosofia experimental da espiritualidade, sustentada pela integração entre ciência, filosofia e consequências morais. A ciência investiga os fenômenos; a filosofia lhes atribui significado; a moral orienta a transformação íntima. Romper essa unidade significa descaracterizar a própria proposta kardequiana.
Décadas depois, José Herculano Pires percebeu que o maior risco já não era a rejeição do Espiritismo, mas sua descaracterização interna. Como filósofo, jornalista e tradutor, combateu aquilo que denominava a "igrejificação" do movimento espírita: a substituição do estudo pelo ritual, da investigação pela autoridade, do pensamento pela repetição.
Para Herculano, um centro espírita deveria ser, antes de tudo, uma escola de consciência, e não um espaço de veneração de personalidades ou de dependência emocional. A Doutrina Espírita perderia sua identidade caso abandonasse o debate livre e a pesquisa séria para assumir estruturas dogmáticas semelhantes às que Kardec tanto criticara.
Esse alerta torna-se ainda mais relevante na era digital.
As redes sociais. potencializam a circulação de mensagens mediúnicas sem qualquer critério de validação. Psicografias apócrifas, previsões catastróficas, falsas revelações, interpretações conspiratórias e conteúdos emocionalmente apelativos alcançam milhões de pessoas em poucas horas. O algoritmo privilegia o impacto; Kardec privilegiava a verificação.
Nesse ambiente, o método kardequiano revela sua impressionante atualidade:
Não aceitar afirmações extraordinárias sem análise criteriosa.
Submeter toda informação ao exame da lógica.
Comparar diferentes fontes independentes.
Reconhecer que nenhuma autoridade humana ou espiritual está acima da razão.
Herculano Pires acrescentaria outro elemento indispensável: a coragem intelectual. A verdadeira caridade não consiste em aceitar qualquer afirmação para evitar conflitos, mas em preservar a verdade através do diálogo respeitoso e da crítica fundamentada.
Outro desafio contemporâneo encontra-se na proliferação do sincretismo indiscriminado. Conceitos provenientes de diversas tradições filosóficas, religiosas e terapêuticas são frequentemente reunidos sob o rótulo de "espiritualidade", sem critérios epistemológicos claros. Kardec jamais recusou o progresso das ideias; pelo contrário, afirmava que a Doutrina deveria acompanhar o avanço do conhecimento humano. Contudo, esse progresso exigia método, demonstração e coerência, jamais a simples acumulação de conceitos incompatíveis entre si.
Também diante da Inteligência Artificial e do transumanismo, a contribuição desses pensadores permanece relevante. Kardec provavelmente distinguiria entre inteligência operacional e consciência moral, lembrando que processamento de informações não equivale, por si só, à existência de um princípio inteligente dotado de responsabilidade ética. Herculano Pires, por sua vez, talvez advertisse contra o risco de substituir a busca pelo aperfeiçoamento espiritual pela ilusão de uma imortalidade puramente tecnológica.
Sua mensagem fundamental permanece simples e profundamente revolucionária: o progresso verdadeiro começa pela educação da consciência.
Mais do que repetir frases de efeito, estudar Kardec exige aprender a pensar como Kardec. Mais do que citar Herculano, é necessário exercer a independência intelectual que ele demonstrou durante toda a sua vida.
Enquanto houver fanatismo, superstição, culto às personalidades, pseudociência travestida de espiritualidade e recusa ao exame racional, a obra desses dois pensadores continuará necessária.
Seu legado não é um convite à crença cega, mas à investigação; não é um apelo ao conformismo, mas ao pensamento livre; não é uma exaltação do extraordinário, mas uma convocação permanente à lucidez.
A verdadeira fidelidade a Allan Kardec e a José Herculano Pires não consiste em repetir-lhes as palavras, mas em preservar vivo o método que ambos defenderam: observar sem preconceitos, raciocinar sem paixões, estudar sem cessar e jamais sacrificar a verdade em nome da conveniência.
"A luz da razão não enfraquece a fé; ao contrário, purifica-a. Onde o pensamento permanece livre e a consciência permanece humilde, a verdade encontra sempre novos caminhos para iluminar a humanidade."
Fontes.
Allan Kardec — O Livro dos Espíritos.
Allan Kardec — O Livro dos Médiuns.
Allan Kardec — O Evangelho segundo o Espiritismo.
Allan Kardec — A Gênese.
Allan Kardec — Revista Espírita (1858–1869).
José Herculano Pires — O Espírito e o Tempo.
José Herculano Pires — O Martírio dos Doutrinadores.
José Herculano Pires — Vampirismo.
José Herculano Pires — O Sentido da Vida.
José Herculano Pires — Traduções das obras de Allan Kardec.
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A NECESSIDADE DE ALLAN KARDEC E DE JOSÉ HERCULANO PIRES HOJE.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Capítulo I
— O esquecimento do método e o surgimento dos corpos estranhos.
A diferença entre Doutrina Espírita e movimento espírita.
Como práticas alheias foram sendo incorporadas.
O abandono do estudo sistemático.
O fenômeno da "igrejificação".
A substituição da investigação pela crença.
Capítulo II
— Allan Kardec: o método acima da personalidade:
O Controle Universal dos Ensinos dos Espíritos.
O papel da razão.
Ciência, filosofia e consequências morais.
A rejeição do dogmatismo.
Capítulo III
— José Herculano Pires: o defensor da fidelidade kardequiana.
Sua crítica ao misticismo.
A denúncia da burocratização.
O combate ao personalismo.
O conceito de "Espiritismo de base, exemplo de Allan Kardec, porque o que temos visto hoje é um Espiritismo do achismo". Sendo assim surgem os desvios como:
Capítulo IV
— Os corpos estranhos introduzidos no movimento espírita.
Ritualismos.
Sincretismos.
Culto à personalidade.
Fascinação mediúnica.
Mensagens sem controle.
Superstições.
Práticas sem fundamento na Codificação.
Capítulo V
— A mercantilização da palavra.
A questão da cobrança por palestras.
O princípio da gratuidade em Kardec.
Distinção entre remuneração profissional por despesas e comercialização da atividade doutrinária.
Referências em O Livro dos Médiuns e Obras Póstumas.
Capítulo VI
— Quando o centro deixa de ser escola.
O abandono do estudo.
O excesso de eventos.
A superficialidade.
O enfraquecimento da pesquisa.
Capítulo VII
— A fascinação coletiva
A idolatria de médiuns.
A infalibilidade de dirigentes.
Redes sociais.
Influenciadores espíritas.
A crítica kardequiana.
Capítulo VIII
— Como Kardec resolveria os problemas atuais
Aplicação do método.
Crivo da razão.
Universalidade.
Pesquisa permanente.
Atualização sem deformação.
Capítulo IX
— O legado de Herculano para o século XXI.
Filosofia espírita.
Liberdade de pensamento.
Responsabilidade intelectual.
O combate ao fanatismo.
Capítulo X
— Conclusão.
Um chamado ao retorno da Codificação.
Fontes completas.
Todo estudo deve ser fundamentado em:
O Livro dos Espíritos.
O Livro dos Médiuns.
O Evangelho segundo o Espiritismo.
A Gênese.
Obras Póstumas.
Revista Espírita (1858–1869).
Obras de José Herculano Pires.
como O Espírito e o Tempo, Introdução à Filosofia Espírita, O Martírio dos Doutrinadores e Curso Dinâmico de Espiritismo.
A análise distinguirá cuidadosamente a Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec das práticas adotadas por diferentes instituições e grupos ao longo do tempo, evitando generalizações e fundamentando as críticas nos princípios metodológicos da própria Codificação.
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O ESPIRITISMO ENTRE A FIDELIDADE E A DETURPAÇÃO: DE ALLAN KARDEC A JOSÉ HERCULANO PIRES, UM CHAMADO À VIGILÂNCIA DOUTRINÁRIA.
"Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre. Tal é a lei."
Frase do: Dólmen de Kardec.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A história do Espiritismo demonstra que nenhuma ideia verdadeiramente emancipadora atravessa os séculos sem enfrentar resistências. Desde o surgimento da Doutrina Espírita, Allan Kardec compreendeu que sua maior ameaça não seria apenas a oposição declarada daqueles que a combatiam externamente, mas, sobretudo, a lenta infiltração de interpretações estranhas ao método que lhe deu origem. O Codificador identificou, ainda em vida, que o risco mais grave consistia na descaracterização progressiva dos princípios espíritas por intermédio daqueles que, afirmando defendê-los, acabariam por alterá-los.
Décadas mais tarde, José Herculano Pires — filósofo, jornalista, educador e um dos maiores intérpretes da obra kardequiana — retomaria esse mesmo alerta, demonstrando que o futuro do Espiritismo dependeria menos do número de seus adeptos do que da fidelidade destes aos fundamentos estabelecidos pela Codificação.
Mais do que uma análise histórica, esta reflexão constitui um convite ao exame de consciência do movimento espírita contemporâneo, confrontando-o com os critérios de racionalidade, universalidade, liberdade de pensamento e rigor metodológico que caracterizam a obra de Allan Kardec.
O COMBATE AO ESPIRITISMO: DA OPOSIÇÃO EXTERNA À INFILTRAÇÃO INTERNA.
Allan Kardec jamais alimentou a ilusão de que uma doutrina destinada a libertar a consciência humana das cadeias do dogmatismo, do fatalismo e da superstição seria recebida sem oposição. Ao contrário, compreendia que toda transformação intelectual e moral provoca reações proporcionais aos interesses que ameaça.
Esses interesses não eram apenas institucionais ou religiosos. Estavam igualmente presentes nas imperfeições humanas — orgulho, vaidade, ambição, autoritarismo e desejo de domínio, características incompatíveis com a autonomia moral proposta pelo Espiritismo.
Em 1867, durante uma comunicação obtida por intermédio de um médium sonambúlico, Kardec registrou uma extensa advertência espiritual acerca das estratégias que seriam empregadas para combater a nova doutrina.
Inicialmente, os ataques manifestar-se-iam de forma ostensiva: críticas dos púlpitos, perseguições, calúnias, difamações e campanhas na imprensa. Contudo, segundo os Espíritos, tais métodos revelar-se-iam insuficientes.
Então surgiria uma estratégia muito mais eficaz.
"Antes que ele não esteja inteiramente realizado, tratemos de desviá-lo em nosso proveito."
(Revista Espírita, maio de 1867.)
Essa afirmação revela um dos princípios mais profundos da dinâmica histórica das ideias: quando uma verdade não pode ser destruída, procura-se modificá-la até que deixe de ser reconhecida.
A tentativa de destruição deixaria de ser externa para tornar-se interna.
A PROFECIA DA INFILTRAÇÃO DOUTRINÁRIA.
Na mesma comunicação, Kardec registra uma advertência cuja atualidade impressiona pela precisão:
"Vereis se formarem reuniões espíritas cujo objetivo declarado será a defesa da Doutrina, enquanto o objetivo oculto será a sua destruição; supostos médiuns receberão comunicações apropriadas aos interesses que pretendem servir; publicações que, sob o manto do Espiritismo, trabalharão por sua demolição; doutrinas que tomarão emprestadas algumas de suas ideias, apenas para substituí-lo."
Não se trata de uma previsão acerca de indivíduos específicos, mas de um mecanismo recorrente da história das ideias.
As doutrinas raramente desaparecem por perseguição direta.
Frequentemente, dissolvem-se pela adulteração gradual de seus fundamentos.
Essa advertência não autoriza perseguições pessoais, tampouco fomenta sectarismos. Ela convida ao exercício permanente do discernimento, da crítica racional e da comparação constante entre qualquer ensino posterior e o conjunto da Codificação Espírita.
A MORAL ESPÍRITA COMO EXPRESSÃO DA LIBERDADE.
Uma das maiores rupturas promovidas pelo Espiritismo consiste precisamente na substituição da moral baseada no medo por uma moral fundada na responsabilidade.
Enquanto diversas tradições religiosas estruturaram sua pedagogia espiritual sobre conceitos como culpa hereditária, condenação eterna, punição divina ou sofrimento imposto por Deus, a Doutrina Espírita apresenta um paradigma inteiramente distinto.
O Espírito não nasce condenado.
Não existe pecado original.
Não há privilégios espirituais.
Não existem eleitos.
Existe apenas a lei do progresso.
Cada consciência constrói seu próprio destino por meio do exercício do livre-arbítrio e da responsabilidade sobre seus atos.
A evolução moral deixa de ser submissão a uma autoridade externa para tornar-se conquista íntima da própria consciência.
Essa concepção representa uma das maiores revoluções filosóficas da modernidade.
O ALERTA DE 1865: A RESPONSABILIDADE DOS PRÓPRIOS ESPÍRITAS.
Dois anos antes dessas advertências, Kardec já havia estabelecido um princípio ético indispensável à preservação doutrinária.
Escreveu na Revista Espírita de janeiro de 1865:
"É dever de todos os espíritas sinceros e devotados repudiar e desaprovar abertamente, em seu nome, os abusos de todos os gêneros que poderiam comprometer a Doutrina. Pactuar com esses abusos seria tornar-se cúmplice e fornecer armas aos adversários."
A afirmação merece reflexão profunda.
Kardec não propõe intolerância.
Também não recomenda perseguições.
O que exige é responsabilidade intelectual.
Silenciar diante da descaracterização consciente da Doutrina equivale a colaborar, ainda que involuntariamente, para sua deformação.
A POLÊMICA INÚTIL E O DEBATE NECESSÁRIO.
Outro aspecto frequentemente ignorado da postura kardequiana diz respeito ao modo de enfrentar as divergências.
Kardec jamais desperdiçava tempo respondendo ataques motivados exclusivamente por má-fé.
Na Revista Espírita de novembro de 1858 escreveu:
"Há polêmica e polêmica."
Sua preocupação não consistia em vencer adversários.
Seu objetivo era esclarecer consciências sinceramente interessadas na verdade.
Debatia princípios.
Jamais alimentava disputas de natureza pessoal.
Essa postura permanece exemplar.
O verdadeiro espírita combate ideias equivocadas, nunca pessoas.
Substitui o personalismo pelo argumento.
Prefere a demonstração racional à agressividade.
Reconhece que a verdade não necessita de violência para sustentar-se.
JOSÉ HERCULANO PIRES: O CONTINUADOR DA DEFESA METODOLÓGICA.
No século XX, poucos intelectuais compreenderam tão profundamente a dimensão filosófica da obra kardequiana quanto José Herculano Pires.
Sua produção intelectual representa uma das mais vigorosas defesas do método estabelecido por Allan Kardec.
Enquanto muitos reduziam o Espiritismo a fenômenos mediúnicos, práticas ritualísticas ou manifestações emocionais, Herculano insistia na necessidade de retornar ao estudo sistemático da Codificação.
Sua preocupação não era institucional.
Era epistemológica.
Via com preocupação o crescimento de interpretações desvinculadas do método experimental, comparativo e racional que caracterizava Kardec.
No Curso Dinâmico de Espiritismo, adverte:
"Todo espírita consciente de suas responsabilidades humanas e doutrinárias está no dever intransferível de lutar contra essas ondas de poluição espiritual... Ninguém tem o direito de cruzar os braços em nome de uma falsa tolerância."
Sua crítica dirige-se à omissão.
Não à divergência honesta.
A falsa tolerância transforma-se em cumplicidade quando abandona o compromisso com a verdade em favor da conveniência.
O PERIGO DA TOLERÂNCIA COMODISTA.
Uma das mais contundentes advertências de Herculano Pires permanece extraordinariamente atual.
Segundo ele, o maior risco para o movimento espírita não consiste na existência do erro, mas na passividade diante dele.
Afirma:
"A tolerância comodista dos que veem o erro e se calam é crime que terá de ser pago no futuro."
A frase não constitui um chamado ao confronto pessoal.
Constitui um chamado à responsabilidade moral.
O silêncio pode representar prudência.
Mas também pode representar omissão.
Quando a descaracterização doutrinária se instala sob o pretexto da harmonia aparente, perde-se gradativamente a identidade do próprio Espiritismo.
O COMBATE MAIS EFICAZ VEM DE DENTRO.
Talvez a síntese mais conhecida de Herculano Pires sobre esse tema seja sua afirmação de que o combate contemporâneo ao Espiritismo já não ocorre prioritariamente fora do movimento.
Segundo ele:
"Essa é hoje a maneira mais eficaz de combater o Espiritismo: cruzar os braços... porque o combate não vem de fora, mas de dentro do próprio movimento."
Essa observação ecoa diretamente as advertências registradas por Kardec em 1867.
Ambos convergem numa mesma conclusão:
a descaracterização doutrinária não ocorre por perseguições externas, mas pela negligência no estudo, pelo abandono do método e pela substituição da investigação racional por opiniões pessoais.
TODOS SOMOS APRENDIZES.
Uma consequência natural dessa compreensão é reconhecer que não existem autoridades infalíveis no Espiritismo.
Não há sacerdócio.
Não há magistério oficial.
Não existem intérpretes definitivos da Codificação.
Todos permanecem estudantes.
Todavia, essa igualdade não elimina a necessidade do estudo rigoroso.
Ao contrário.
Exige maior responsabilidade.
Divulgar o Espiritismo pressupõe conhecer profundamente:
as obras fundamentais de Allan Kardec;
a Revista Espírita (1858–1869);
o contexto científico, filosófico e cultural da França do século XIX;
a metodologia do Controle Universal do Ensino dos Espíritos;
a evolução histórica das interpretações doutrinárias.
Sem esse alicerce, corre-se o risco de atribuir ao Espiritismo ideias que jamais pertenceram à Codificação.
O GRANDE DESCONHECIDO.
Herculano Pires encerra sua análise com uma das reflexões mais impactantes da literatura espírita:
"O Espiritismo é o grande desconhecido dos próprios espíritas."
A observação permanece atual.
Não porque falte entusiasmo.
Mas porque, frequentemente, falta estudo sistemático.
Quando a emoção substitui o conhecimento, quando a opinião ocupa o lugar da pesquisa, quando tradições posteriores passam a valer mais que os textos fundamentais da Codificação, instala-se um processo silencioso de descaracterização doutrinária.
A metáfora do "Cavalo de Troia", utilizada por Herculano, simboliza precisamente esse fenômeno: os elementos que ameaçam o Espiritismo muitas vezes entram disfarçados de fidelidade, sendo acolhidos sem o indispensável exame crítico recomendado por Allan Kardec.
Considerações.
A história demonstra que Allan Kardec e José Herculano Pires jamais defenderam um Espiritismo dogmático, fechado ou sectário. Defenderam, antes de tudo, uma doutrina aberta ao progresso do conhecimento, mas intransigente quanto à fidelidade ao seu método. O progresso, para ambos, nunca significou substituir os fundamentos da Codificação por opiniões pessoais, modismos ou construções ideológicas; significou ampliar o conhecimento sem romper com os critérios de racionalidade, universalidade e controle que sustentam a Doutrina Espírita.
Estudar Kardec não é um exercício de culto à personalidade do Codificador, mas um compromisso com a preservação do método que tornou o Espiritismo uma filosofia de consequências morais, alicerçada na observação, na razão e na universalidade dos ensinos dos Espíritos. Da mesma forma, ler Herculano Pires é reencontrar uma das vozes mais lúcidas do século XX na defesa dessa fidelidade doutrinária.
Em tempos de interpretações divergentes, de informações fragmentadas e de crescente superficialidade, torna-se ainda mais necessário retornar às fontes, confrontar ideias, estudar com profundidade e cultivar o discernimento. A fidelidade ao Espiritismo não se mede pela repetição de fórmulas, mas pela honestidade intelectual diante da obra kardequiana.
Objetivo do artigo.
Este artigo tem por objetivo evidenciar, à luz das obras de Allan Kardec e de José Herculano Pires, que a preservação da identidade do Espiritismo depende da fidelidade ao método kardequiano, do estudo sério da Codificação, do exercício permanente da razão e da responsabilidade moral de seus divulgadores. Pretende, igualmente, estimular uma reflexão crítica sobre a necessidade de distinguir o Espiritismo codificado das interpretações posteriores que dele se afastam, promovendo uma divulgação doutrinária consciente, fundamentada e intelectualmente honesta.
Fontes:
Allan Kardec – Revista Espírita (1858, 1865 e 1867).
Allan Kardec – Obras Póstumas.
Allan Kardec – O Livro dos Espíritos.
José Herculano Pires – Curso Dinâmico de Espiritismo.
José Herculano Pires – Introdução à Filosofia Espírita.
José Herculano Pires – O Espírito e o Tempo.
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Fui aplicar uma aula ontem dia 01/10/12 no colegio estadual Joao Jose Coutinho no Vera Cruz 1 no turma do 1º ano do ensino medio do matutino na disciplina de sociologia sobre o tema: Isolamento Social
Citei alguns textos em sala sobre isolamento, mas um marcou muito uma de minhas alunas ( Bruna)
"Os estágios da morte:
01)-Negação e Isolamento: "Isso não pode estar acontecendo."
02)-Cólera (Raiva): "Por que eu? Não é justo."
03)-Negociação: "Me deixe viver apenas até meus filhos crescerem."
04)-Depressão: "Estou tão triste. Por que me preocupar com qualquer coisa?"
05)-Aceitação: "Tudo vai acabar bem."
Elizabeth Kubler-Ross - Os Cinco Estágios do Luto
Primeiro fizemos a leitura do texto, e depois eu comecei a explicar o por que que as pessoas se isolam da sociedade, eu via a cada palavra que eu dizia, aquela linda menina encher os olhos de lagrimas. Ao finalizar a explicação , solicitei que os alunos fizessem um relatorio relacionando os textos, com o que foi dito e suas experiencias com o tema "isolamento". Sai um pouco da sala, e quando voltei, la estava ela, debruçada na cadeira se derramando em lágrimas, me preocupei mais quando vi um aluno de outra sala, consola-la pela janela da sala. A chamei para fora, e ela me contou da morte de sua avó, ela nao teve a oportunidade de vê-la antes que a mesma viesse a falecer......
Nesse dia, eu me senti realizada, nao era minha intençao magoar ninguem, mas a minha aula fez diferença pra alguem, de uma forma, talvez ate triste e dolorida, ela e varias pessoas que nao tiveram coragem de se expressar, foram tocados com essa aula.
Missão cumprida!!!!
SURFAR
E agora, José. José para onde?
Antes de tudo ouvir o tango Argentino de Bandeira.
Depois retirar a pedra do caminho.
Brincar um pouco com as andorinhas de fio do Quintana
Fazer Mestrado e Doutorado... Nunca serei nada.
Só não quero passar pela agonia do parque de João e do outro José.
Entender... Que te amo por não amar bastante ou demais a mim.
Entender... Ainda, que é necessário Amar!Amar!E não amar ninguém.
Queria voltar a fumar.
Tragar como Augusto e pensar nas bocas que gostaria de escarrar.
Entender que viver é ser o outro.
Entender como Manoel que a maior riqueza do homem
é a sua incompletude.
Por fim quero fugir
Ser qualquer.
Entender, que eu sou o que no mundo anda perdido,
Entender, que eu sou o que na vida não tem norte.
Em fim. para onde? Surfar.
..
E José lhes disse: Não temais; porventura estou eu em lugar de Deus? Vós bem intentastes mal contra mim; porém Deus o intentou para bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar muita gente com vida. (Gênesis 50:19-20)
Ah, o José morreu;quanta dor!
Um dia cinzento, a tristeza da família.Por demais os prantos da despedida.Flores,coroas,e tudo fica aqui.
Que felicidade, hein José?!
"Caro José,
Há tempo que eu estive do seu lado. Há anos fui seu apoio, te segurando e guiando. Eu sempre fui tola a cometer o suicídio da paixão, mas agora eu vejo. Não preciso mais de você. Estou indo embora, e assim como eu, estou levando nossa história junto. Não haverá vestígios do que vivemos um dia. Lembra daquela promessa antiga? Nunca existiu. Não adianta me prometer que irá mudar, ou me implorar para ficar. Enquanto te amei, você me ignorou e mastigou todo o meu ser para me trocar por uma rapariga. Desista porque encontrei alguém melhor que ti. Não venha atrás de mim assim que ler esta carta".
Com minha singela pena, Maria.
Um século atrás José Maria de Eça de Queirós, sabiamente, já havia feito a analogia entre os políticos e as fraldas. A dinâmica segue a mesma, no entanto, naquela época, não havia fralda descartável, portanto, trazendo para os dias de hoje, minha releitura seria:
"Os políticos e as fraldas devem ser revisados e, caso necessário, descartados, frequentemente, e pela mesma razão".
Porque, ao contrário das antigas fraldas de pano que, após lavadas, podiam ser reutilizadas, os políticos, uma vez sujos, sempre sujos!
Maria, noiva mas ainda virgem, engravidou de Jesus sem questionar. José seu marido aceitou Jesus como filho. Os homens do século 21, tem relações com mulheres mas, pela deslealdade negam seu próprio sangue. E necessário ser humano o suficiente para perdoar este facto.
Gentileza gera gentileza! E você, o que gera?
Quem conhece a história de José Datrino, que ficou conhecido como Profeta Gentileza, na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, entre as décadas de 60 e 90, sabe que foi ele quem imortalizou essa assertiva - Gentileza gera Gentileza.
Tratei profundamente desse lindo tema no meu livro "O PODER DA GENTILEZA - O modo como você trata as pessoas determina quem você é". E depois de tantos estudos, descobri que a reação das pessoas nem sempre é tão linear ou óbvia quanto imaginamos ou gostaríamos.
De modo que podemos fazer algumas reflexões. Por um lado, pode mesmo ser que gentileza gere gentileza, assim como falta de gentileza tende a gerar falta de gentileza. Algo como "pago na mesma moeda". Entretanto, também pode acontecer da gentileza nem sempre gerar gentileza e a falta de gentileza nem sempre gerar a mesma reação no outro.
Isso significa que, diante de atitudes gentis, algumas pessoas ficam desconfiadas ou com medo de retribuir e se darem mal. Por isso, reagem negativamente. Algo como "quando a esmola é demais, o santo desconfia". Assim como diante da falta de gentileza, algumas pessoas fazem questão de reagir com gentileza só para mostrar que existem outros tipos de comportamento. Algo como "dar um tapa com luva de pelica".
Só por isso, já podemos concluir que pessoas são únicas e agem a partir de suas crenças. E crenças existem muitas. Desde as limitantes e que nos impedem de enxergar alternativas mais criativas diante de um gesto não gentil, até as edificantes, que nos destaca da mediocridade e nos torna pessoas mais alinhadas com o propósito de fazer dar certo.
A questão é: e você, o que tem gerado? Quais têm sido suas crenças? Aquelas do tipo "chumbo trocado não dói" ou "eu não levo desaforo pra casa"? Ou você tem sido daquelas pessoas raras, admiráveis, com quem a gente sente vontade de conversar, conviver, ser amigo ou até algo mais, de tão gostosas (no sentido amplo e profundo) que elas são?
E tem mais: muitas vezes, ser gentil com quem a gente vê uma vez ou outra pode ser bem mais fácil do que ser gentil com quem a gente mora, com quem a gente divide intimidades e até com quem a gente trabalha. Pessoas assim são aquelas consideradas "um doce" fora de casa e "um demônio" dentro, sabe?
É... dessas existem aos montes, infelizmente! E nem se dão conta de que estragam tudo, perdem o melhor de sua própria festa. Tomara que em algum momento antes de chegarem ao fim da vida, sejam privilegiadas com o amargo sabor do arrependimento por não estarem sendo mais coerentes com seu coração e menos preocupadas com uma máscara perfeita para exibir socialmente. E assim, possam recomeçar de um modo mais gentil!
Mas sabe o que é o pior de tudo? É quando confundimos gentileza com educação ou com romantismo. Gentileza, minha gente, não é nem educação e nem romantismo. Não se trata de dizer "bom dia", "com licença" ou "por favor". Nem se trata de mandar flores, preparar um jantar à luz de velas ou puxar a cadeira para uma dama se sentar. Tudo isso é lindo, ótimo e quanto mais você fizer, melhores serão seus relacionamentos, sem dúvida. Mas, ainda assim, não se trata de gentileza!
Gentileza é enxergar o outro de verdade. É escutar mais e falar menos. É ponderar no momento em que ele não concorda com você. É não revidar. É não disputar para ver quem fala mais alto. É conseguir "baixar a bola" no momento em que "o bicho tá pegando". Sabe aquela hora que os ânimos estão exaltados, a briga está prestes a começar e você consegue respirar fundo e propor um consenso? E se não der, que ao menos proponha recomeçar a conversa quando estiverem mais calmos?
Gentileza, meu caro, é ser bem mais fiel ao que você sente do que ao seu orgulho, à sua vontade de parecer seguro, autossuficiente e inabalável. Gentileza é, por fim, ser tão gente quanto qualquer outra pessoa, seja ela quem for. Porque, no final das contas, felicidade tem muito mais a ver com o modo como tratamos as pessoas do que podemos imaginar...
