Genuíno
A sabedoria de Salomão levou ele à grandeza, mas veja o temor de Davi e outro personagem, José do Egito.
Davi no temor a Deus e José durante todo seu caminho no Egito, deixando um bom cheiro ambos com suas atitudes.
“Assim como Davi diante de Golias, ou José no calabouço do Egito, é sempre o improvável que carrega o improvável”
117- VELHA MESA
POR: José Luiz Mak.
Sobre a mesa velha, marcada e surrada pelo trabalho duro venho escrevendo, tranco as portas e janelas para que nem o vento toque o meu pensamento, frases aprecem do nada, de coisas da vida e coisas marcadas, invadem minha mente como se fosse semente, gera em meu pensamento em algum momento, momentos lembrados e até sonhados, dos dias que vivi de quando nasci, hoje escrevo aqui em cima de ti versos e poemas dos velhos amigos de tempos esquecidos, os verdadeiros guardo comigo,
Minha velha mesa, fico entre dias e noites deitado em seu corpo, pelo vão da janela vou espiando o tempo passar, assim como o vento que chora no cume da montanha, de lágrimas de chuva que escorrem pelas fendas alargadas pelo tempo banhando a relva, inundando de fúria o campo, levam embora a beleza das flores, dos sonhos e dos amores.
Velha mesa, quanto já sentiu as palavras que escrevi, aquelas que menti, velha mesa que sustenta meus punhos e o caderno de folhas macias, descansa o lápis companheiro de tantas poesias, velha amiga já foi testemunha dos meus versos e minhas palavras, foste a parceira, aturou minha teimosia, minha tristeza, as lágrimas e minha alegria,
Ohh velha amiga, quanto temos para contar, quanto ainda para declamar, falaremos sobre o céu a água e o mar, do menino que corre no tempo, das flores do jardim, dos amores, da vida e também de mim, falaremos deste lampião na mesa que ilumina com muita fraqueza, do cheiro da tua idade de madeira nobre e o da pobreza,
Minha velha mesa, janelas abertas, sente o vento forte que vem do norte, vem deitando palmeira, a grama rasteira e até capoeira, recebe as frutas do dia, a pequena toalha e a velha bacia, minha velha companheira, já é fraca tua madeira, os pés já não te sustentam, pregos enferrujados, foram anos ao meu lado, mas sinto que por baixo do meu caderno não mais estará, agradeço pelos sonhos emprestados e os serviços prestados,
Ahh velha amiga, só de pensar dá um frio na barriga, minha companheira, a dor da despedida ao vê-la naquela fogueira, eu lhe garanto velha amiga não será esquecida.
10 - TAÇAS DE VINHO
POR: José Luiz Mak.
A luz que me dá a vida e me faz feliz é a beleza do seu sorriso, sua pele rosada e o brilho dos seus olhos me fascinam, o suave beijo em seus lábios e o aroma do teu perfume me embriagam de paixão, o som do silêncio me envolve em pensamentos ardilosos, a busca incessante de seu corpo em noites frias me transformam em poesia.
O som dos cristais na varanda anunciam o vento trazendo felicidade, a brisa entrando pela janela nos traz arrepios insinuantes, vontades e gestos perfeitos próximos a lareira, roupas jogadas se misturam, taças de vinho deitadas ao chão, tudo tão incerto.
Tempestades de sonhos invadem meus pensamentos, teu corpo envolvido em minha camisa molhada, cabelos totalmente descontrolados, confesso que sua voz me chama com paixão, pedindo para ficar, confesso que por segundos fui feliz.
Não importa agora, tentei te ouvir, tentei falar, tá tudo tão incerto, não importa se é um sonho, as janelas se fecham, os olhos já marcados pelas lágrimas, tentei te roubar pra mim, você mexe com minha vida, te amei mais que a mim, sonhei eu sei, mas a lareira ainda está acesa, as taças ainda nos esperam.
125- CALLIANDRA
POR: José Luiz Mak.
Todas as manhãs calliandra rosa me dá bom dia,
Vasta beleza que encanta no seu arbusto empenhado,
No colo da natureza, com sua destreza vai florindo o meu serrado,
Primavera ou verão, resiste na imensidão, perpétua por natureza,
Perenes ao tempo, seus encantos por todos os cantos,
Chora nas margens dos rios a beleza em fios, um toque de pureza,
Suaves pétalas em finíssima delicadeza, bailarina do serrado,
Musa das flores envolve seus amores, de enfeite ou de ramalhete,
Banhada pela luz do luar adormece sem fechar, com charme felpudo,
Vai enfeitando com graça o meu jardim, flor reluzente, me deixa mudo,
Em cachos vai ganhando espaços, vai me deixando refém,
Agradeço a mãe terra pela beleza no traço, ao meu Deus digo amém.
José foi vendido por seus irmãos, movidos pela inveja e pelo ciúme, dado seu predileto status junto a Jacó e os sonhos proféticos de liderança. Sob a perspectiva psicanalítica, tal episódio evidencia a projeção de inseguranças e a rivalidade fraterna, na qual frustrações internas se cristalizam em atos dirigidos contra aquele que simboliza distinção e prestígio.
Tanta gente confundindo José Maria com Maria José que, se elas encontrarem a Paz de Espírito na rua, é capaz de pedir desculpas e dizer que estão esperando o Espírito da Paz...
--- Risomar Sírley da Silva ---
Medir os outros com nossa RÉGUA, podemos citar este exemplo:
José sempre espiava a casa do vizinho pela sua janela, um dia disse para sua mulher: Você já viu como as roupas no varal dos vizinhos estão sujas e encardidas!!!
A mulher do José olhou para as roupas no varal do vizinho e disse: José, não são as roupas no varal do vizinho que estão sujas e encardidas, são os vidros da nossa janela que estão sujos e encardidos!!!
E agora José, o carnaval acabou, o dinheiro foi-se embora, a ressaca tá brava e as contas como pagá-las?...
JOSÉ — O SONHO QUE NINGUÉM CONSEGUIU MATAR
Havia um menino vestido de promessa,
carregando nos olhos o brilho do impossível.
Seu pai o amava com ternura rara,
e o céu já sussurrava seu destino.
Bíblia Sagrada
José sonhava…
e os sonhos não eram comuns.
Eram sementes eternas
plantadas pelas mãos de Deus.
Mas nem todo irmão suporta
ver alguém carregando luz.
O ciúme transformou sangue em distância,
e o abraço virou conspiração.
No silêncio do deserto,
o filho amado foi lançado numa cisterna.
Escura… fria… profunda…
como ficam os corações feridos pela traição.
E enquanto os irmãos vendiam seu sangue por moedas,
o céu continuava escrevendo capítulos invisíveis.
José foi levado como escravo,
pisando terras estrangeiras
com correntes nos pés
e fé no espírito.
Na casa de Potifar,
trabalhou sem perder a dignidade.
Porque quem anda com Deus
não precisa perder a alma
mesmo quando perde a liberdade.
Então veio a prova do desejo.
A mulher de Potifar tentou seduzi-lo,
mas José preferiu a prisão
do que trair sua santidade.
Foi acusado injustamente.
Esquecido pelos homens.
Trancado entre grades
sem entender o relógio de Deus.
Mas até na prisão
o céu encontrava José.
Ali interpretou sonhos,
falou ao copeiro, falou ao padeiro,
e cada palavra carregava
a assinatura do Altíssimo.
O tempo passou…
até que o rei teve um sonho
que ninguém conseguia entender.
Então lembraram do homem preso.
José saiu da prisão
sem ódio, sem vingança, sem revolta.
Saiu carregando sabedoria.
Diante do faraó,
interpretou o futuro das nações.
E aquele que dormia no chão da prisão
foi colocado sobre o trono do governo.
De escravo… a governador.
De rejeitado… a instrumento de salvação.
De vendido… a escolhido.
Porque quando Deus escreve a história,
a cisterna não é o fim,
a prisão não é derrota,
e a traição não consegue matar o propósito.
Então veio o reencontro.
Os irmãos, agora quebrados pela fome,
ajoelharam-se diante daquele
que um dia haviam desprezado.
José chorou.
Não chorou pela dor antiga…
mas porque entendeu
que Deus transformou feridas
em caminho de vida.
E ao reencontrar seu pai,
o menino dos sonhos voltou a ser filho.
Os braços envelhecidos de Jacó
abraçaram o milagre que o tempo não destruiu.
José entendeu enfim:
Quem anda com Deus
pode atravessar cisternas, prisões e desertos…
mas jamais caminhará sozinho.
Porque sonhos nascidos no céu
podem até ser perseguidos pelos homens,
mas nunca serão vencidos.
O renovo do Senhor sobre José mostra que nenhuma temporada difícil anula o que Deus planejou. Quando Ele decide levantar alguém, ninguém consegue impedir.
Da união profunda entre Simão do Rosário Miango e Feliciana José Domingos nasceu Sifell — a palavra que o amor criou para traduzir o que o dicionário não conseguia explicar.
Da união profunda entre Simão do Rosário Miango e Feliciana José Domingos nasceu Sifell — a palavra que o amor criou para traduzir o que o dicionário não conseguia explicar. Desde 2008, o casal caminha sob o mesmo compasso, transformando dias em anos de cumplicidade. O nome surgiu como uma promessa silenciosa, um selo para blindar o sentimento que os une.
Longe de ser apenas uma combinação linguística, Sifell tornou-se o lema da vida deles: a personificação da ternura, do desejo ardente e de uma paixão que não se desgasta com o tempo. É o eco diário de um juramento inabalável: o de que eles são, e sempre serão, um só para sempre.
Oração de Força e Propósito
“Deus, assim como sustentaste José em cada desafio, sustenta-me também.
Dá-me saúde para continuar, coragem para enfrentar as injustiças e sabedoria para agir com excelência, mesmo nos momentos difíceis.
Que eu nunca perca a fé nos sonhos que colocaste no meu coração,
e que cada passo, mesmo nos vales, me leve ao propósito que preparaste para mim.
Amém.”
A JAQUEIRA DE SÃO JOSÉ
Segundo uma história do município de Itaquitinga/PE, todas as manhãs um menino saía para caçar passarinhos nos arredores, com sua baladeira, usando como munição caroços de jaca.
Certo dia, ele avistou um pássaro no céu, que, pela distância, não o reconheceu; mesmo assim, armou sua baladeira com o último caroço de jaca que havia e não se abateu.
Esticou a baladeira tão forte que a liga ficou fina e mirou no pássaro com a certeza de que o alvo acertaria. Soltou os dedos, e o caroço subiu feito um míssil teleguiado, mesmo assim o pássaro não alcançaria.
O caroço desceu com o dobro da velocidade com que havia subido. Era mês de março, dia 19, e a chuva tinha castigado o município, mas a terrinha estava preparada para o plantio do milho.
Quando o caroço desceu, na terra úmida se meteu, numa profundidade tão grande que o menino nunca mais o encontrou. Curiosamente, após o fato acontecido o menino marcou o local e protegeu de todos os perigos.
Contou o fato a seu pai, que logo se tornou seu aliado e fiel guardião do local escolhido. Os anos se passaram, e o lugar protegido recebeu plantação de milho e mandioca, mas o cantinho não era mexido.
Quando menos se esperava, num belo dia de sol, um broto de jaqueira havia surgido. Foi uma festa no município, pois todos, na região, a história já tinha ouvido.
Mais anos se passaram, e os cuidados haviam permanecido, mesmo com o menino já rapaz e seu velho pai envelhecido. Certo dia, o rapaz viajou, porque precisava estudar pra ser militar.
Seu pai cansado e fraco, das terras não poderia mais cuidar. Precisando de dinheiro para sobreviver e os estudos do filho pagar, teve que as terras vender a Luiz Maranhão, um usineiro do lugar.
A este pediu para a jaqueira lá deixar. Contou-lhe a história, e o usineiro ficou encantado e resolveu de a jaqueira cuidar. Fez um campo de futebol para a população jogar, deixando a jaqueira perto pra na farta sombra descansar.
O tempo continuou passando, e nas férias o rapaz vinha a jaqueira visitar. Já subia em seus galhos, chegando até com ela conversar. Perguntava pelo pássaro, pois nunca havia visto um igual em outro lugar.
A jaqueira balançava seus galhos como se tivesse respondendo ao que o rapaz insistia em perguntar. Outros anos se passaram, e o usineiro, velho e cansado, teve que as terras lotear. Fez um acordo com o prefeito Zeca Vidal para a jaqueira nunca derrubar.
O prefeito, que já conhecia a história da jaqueira, se comprometeu de em um lote ela ficar e, ao seu lado, uma igreja mandou edificar. Os lotes foram distribuídos e vendidos, mas o terreno da jaqueira ficou com Dona Ester, a tabeliã do cartório, porque ninguém quis comprar.
A jaqueira ficava no centro, impossibilitando uma casa levantar. O rapaz, agora militar, com sua família veio a terrinha visitar. Sabendo do acontecido, foi a dona do cartório procurar e lhe fez a proposta de o terreno comprar.
Sabendo da história do militar com aquela jaqueira e o lugar, pediu-lhe valor acima dos demais terrenos que estava a negociar.
Sem pestanejar, o militar fez a compra do terreno para da jaqueira cuidar. Foi uma festa no município, pois todos tinham certeza que ela permaneceria em seu lugar.
No dia 19 de março, na festa de São José, foi inaugurada a igreja para o santo homenagear. Nesse dia, batizaram a árvore com o nome de "Jaqueira de São José".
0 militar instalou uma pousada para a família visitar. E criou um jardim, onde, entre gramas e flores, há uma jaqueira no centro pra se cuidar.
TUDO OU NADA!
João, José, Maria ...
Nomes comuns... Entre letras combinadas
Mundo cheio de nomes
Cheio de padrões para os homens
Você, eu , tu ,ele, nós...
Todos ou ninguém!
Tudo ou nada!
Indivisível nada
Pois somente entendemos
Que no meio do caos e do breu
Não fosse a Luz, nada existiria!
Igrejas , famílias, sociedade...
Num círculo entre obrigações e direitos.
Muitas vezes ouvimos, falamos
Imposições entre palavras soltas no ar
Cabeça, olhos, mãos, pele, coração
Pensamentos, olhares, emoção
Encantos e desencantos...
Entrosamento superficial?
Parece que vivemos em contradições
Ou talvez estejamos nos encontrando.
Seja o que for devemos assumir
que não sabemos ao certo
Entre enfrentar o tudo ou o nada!
AUTOR – JOÃO BATISTA BARBOSA
POESIA
