Gente Mimada

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sangue.

Tem coisa que a gente só acredita depois que dói.

Você pode passar a vida inteira ouvindo que o sangue é vermelho, pode ver em filme, em fotografia, no corte de outra pessoa, pode até saber disso de cor. Mas existe uma diferença brutal entre saber alguma coisa e descobrir alguma coisa dentro da própria pele.

Sabe quando você tem que sangrar pra saber que a cor do seu sangue é vermelho?

Talvez algumas verdades sejam assim.

Elas não chegam quando a gente está preparado. Não batem na porta, não pedem licença, não vêm acompanhadas de uma explicação bonita. Elas rasgam alguma coisa. E é só quando aquilo começa a escorrer que você entende que certas coisas só podem ser aprendidas pelo preço de senti-las.

Foi assim com quase tudo que realmente mudou alguém.

A queda ensina que o chão existe. A ausência ensina o tamanho de uma presença. A perda mostra o peso de algo que, enquanto estava ali, parecia leve. E algumas pessoas precisam ir embora para que você finalmente perceba quantas vezes estava se diminuindo só para que elas continuassem por perto.

A gente passa muito tempo tentando evitar o corte, como se não sangrar fosse a mesma coisa que estar inteiro. Mas às vezes o corte já aconteceu faz tempo. A diferença é que você ainda está tentando fingir que não viu.

Então um dia a pele abre.

E você olha.

Vermelho.

Não é bonito. Não é poético. Não tem música tocando ao fundo. É só a prova de que alguma coisa dentro de você era real o bastante para doer.

E talvez seja isso que assuste tanto na verdade: ela não precisa ser bonita para ser verdadeira.

Tem coisa que a gente só entende depois que perde. Só acredita depois que quebra. Só valoriza depois que sente falta. Só aprende depois que sangra.

E talvez amadurecer seja justamente parar de perguntar por que precisou doer tanto para entender.

Porque algumas respostas nunca estiveram escondidas.

A gente só ainda não tinha sangrado o suficiente para enxergá-las.

Sigo estancando minhas hemorragias.

TEM GENTE QUE ESTÁ NA CAPA E, MESMO ASSIM, SÓ FALA EM COPA! Em vez de comer a bola, tem é que comer a grama!⁠

DETER GENTE é coisa de fascista!
Por isso o gado Bolsominion está defendendo tanto a YPÊ! Duvidar por quê?

⁠Pães Partidos e Vasos Quebrados
Algumas vezes, a gente se pergunta por que passamos por tantas aflições, angustias e tempestades na vida; e uma das respostas é Jesus quem dá: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo”. João 16.33.
Mais também existe uma outra resposta para essa mesma questão, o fato de Deus usar as tempestades da vida para nos usar para um bem maior.
Quando Jesus multiplicou o pão, primeiro Ele pegou os pães do menino e os partiu. E só então depois de partido o pão pôde alimentar a multidão.
O vaso de alabastro foi outro exemplo. Só depois que o vaso foi quebrado, o aroma encheu o aposento e pode ser usado para ungir Jesus.
E Jesus também disse: “Isto é o meu corpo, que é partido por vós”. E se para o Senhor foi assim, não deverá ser também para os seus servos?
Você pode está perguntando: “mas porque Deus precisa partir pães e quebrar vasos para realizar sua obra quando isso provoca tanta dor”?
A Resposta está em outro texto que Paulo escreve na 2ª carta aos Coríntios 4.7: Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.
Percebeu? Se o vaso não for quebrado, partido, o tesouro que está dentro dele fica escondido e não pode ser usado, nem para o próprio beneficio e nem para aqueles que estão ao nosso redor.
Então, deixa Deus te partir ou quebrantar; pois se você deixar, o tesouro que está ai dentro escondido vai se manifestar para glória de Deus em beneficio de muitas vidas, inclusive a sua.
Pense nisso e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.

⁠Nem tudo que a gente ouve, houve.

⁠Deus é Amor! Foi em Jesus de Nazaré que esse Amor ganhou cara, voz, cheiro e jeito de gente.

⁠Tem muita gente confundido homens da igreja (instituição) com homens de Deus. Não é porque alguém frequenta uma instituição que ele é um homem de Deus.

Na nossa agenda de prioridades, Deus é o primeiro da fila quando o assunto é quem a gente deixa pra depois.

Muitos ostentam um rótulo cristão, mas vivem um evangelho de fachada. Gente que usa 'crachá de crente', mas que, na prática, nunca foi transformada pela Graça de Deus. É muita religião e nenhum testemunho de Cristo. O Evangelho não é filiação a clube, é vida transformada que pratica o que prega.

A Estranha Geometria da Ausência



Existem pessoas que a gente assume como parte da paisagem. Como a poltrona velha da sala, o barulho da chuva no telhado ou o cheiro de café passado às sete da manhã. Não precisamos olhar diretamente para saber que estão lá; elas apenas ocupam o espaço, garantindo que o mundo permaneça em ordem.


Ela era essa presença. A única que esteve lá o tempo todo.


Na mudança de apartamento, ela carregou as caixas mais pesadas não as de papelão, mas as da alma. Nas noites em que a ansiedade vinha, era a luz constante no fim do corredor. Conhecia minhas piadas sem graça e suportava meus silêncios de homem de poucas palavras, aquele mutismo típico de quem tenta resolver o universo sem usar verbos. Ela não cobrava explicações; apenas ocupava o espaço, segura.


Sempre achei que, se tudo ruísse, ela ainda estaria ali, segurando a última viga para que eu não fosse soterrado. Acreditava piamente na perenidade daquela âncora.


Mas a vida tem um jeito irônico de nos ensinar sobre a efemeridade. A pessoa que mais permaneceu foi a primeira a encontrar a porta de saída.


Hoje, quando chego em casa, a poltrona está no mesmo lugar, o café ainda tem o mesmo cheiro, mas o ar... o ar está leve. Leve demais. A ausência dela não é um grito, é um sussurro contínuo, uma frequência de rádio fora do ar que eu ainda tento sintonizar.


A única pessoa que esteve lá o tempo todo, é a única pessoa que não faz parte mais da minha vida.


Olho para o lado e há um vazio inabitado. Aprendi, da maneira mais seca possível, que presença não é garantia de permanência. E que o silêncio dela, agora, fala mais alto do que qualquer "adeus" que eu jamais ouvi. O tempo segue, as coisas mudam, e eu, um homem de poucos verbos, me vejo tentando aprender a gramática da solidão.

A gente ferve o leite para bebê-lo, não para se preocupar com ele derramado no fogão.

Silêncio


O silêncio não é vazio.
É casa cheia de coisa que a gente não fala.
É a noite em Salvador
quando o vento para
e só o mar conversa baixinho.
É o espaço entre uma palavra e outra,
onde a alma respira
e Deus conserta o que quebrou por dentro.
O silêncio cura.
Tira a poeira da mente,
acalma o coração apressado,
ensina a ouvir o que o barulho esconde.
Tem silêncio que pesa,
de solidão.
E tem silêncio que abraça,
de paz.
No silêncio a gente se encontra.
Escuta o próprio pensamento,
escuta o outro sem interromper,
escuta a vida acontecendo mansinha.
Porque às vezes
o que mais precisa ser dito
se diz calado.

*Somos o que Desejamos Ser*


Somos semente e também plantio.
O que a gente sonha em silêncio
um dia vira passo, vira chão.


Desejar não é só querer.
É levantar cedo mesmo com medo.
É podar o que machuca
e regar o que faz bem.


Somos o que escolhemos repetir:
a palavra boa, o gesto pequeno,
o perdão dado, a mão estendida.
É nisso que a gente vai virando gente.


O mundo sopra ventania,
tenta dizer quem a gente é.
Mas por dentro tem uma voz mais firme:
"Eu decido pra onde vou".


Então deseja bonito.
Deseja com fé, com trabalho, com cuidado.
Porque a vida escuta
e devolve em forma de caminho.


No fim, não somos o que aconteceu com a gente.
Somos o que a gente insiste em ser.
✍🏻João Rubens Almeida.

Só agradecer mesmo.


Pelo hoje, pelo fôlego, pela mesa,
pelas pessoas que a gente ama,
pelas portas que abriram
e pelas que se fecharam pra proteger.


Agradecer pelo pouco que é muito,
pela paz que chegou devagar,
pela força pra recomeçar
e pela fé que não deixa a gente desistir.


Que a gratidão transborde em cada conquista e transforme as derrotas em força para recomeçar.

Pensar é um esforço para a gente saber o que já sabe.

Original ou Cópia?


Muita gente se acha único, porém vive tentando ser a cópia de alguém.
E você, tá vivendo a sua versão original?⁠

TESTEMUNO VIVO👉🏻Van Escher


Sou um refúgio que virou gente.
Criança feliz que virou voz na comunicação desde os 11 anos de idade.
Mãe aos 18 que escolheu a vida quando me mandaram escolher a morte.
Mulher que aguentou 16 anos de tempestades e saiu só com a roupa do corpo, mas com as três filhas no colo.
Sobrevivente da COVID em 2019 quando tudo fechou.
Sou uma vencedora da depressão que veio depois com várias tentativas frustradas de se suicidar.
Motorista que pegou a direção da própria vida, mesmo depois de 5 acidentes tentando me parar.
Isso não é currículo.
É milagre em série.


Eu não desisti porque nasci para ser testemunha viva.
E a minha vida virou refúgio pra quem achou que eu não ia conseguir.


Pra você que tá no meio da tempestade: dá pra sair do outro lado sim tenha fé!
Deus não desiste da gente. 🙏🏻


Ass: Van Escher

*Efeito espelho quebrado*
Tem gente que só enxerga seu valor quando te perde.
Enquanto você era porto, tratava como passagem.
Enquanto era cuidado, chamava de exagero.
Aí o espelho quebra na ausência e,
de repente, você vira “inesquecível”.
Eu perdoo, mas não reabro a porta. Aprendi que quem não soube me cuidar quando tinha, não merece meu replay.
Meu valor não depende de arrependimento tardio.
_Van Escher_

A gente não termina mais.
A gente arquiva conversa.
— Van Escher

*Pais do Século XXI: Estamos Educando ou Terceirizando?*


A gente delegou a escola pra ensinar conteúdo, a internet pra ensinar sobre a vida, e o algoritmo pra dizer o que é certo.
Só que caráter não baixa em PDF. E respeito não vem com tutorial.
Educar hoje é nadar contra a corrente da pressa. É dizer "não" quando o mundo inteiro diz "compra pra compensar a ausência".
É ensinar que frustração não é bug do sistema. É parte do jogo.
Filho do século XXI tem acesso a tudo, menos ao tédio. E é no tédio que nasce a criatividade.
Talvez nossa maior lição seja desligar. Pra poder conectar de verdade.
_Van Escher