Garça
Tem hora que devemos ser como a garça a beira do lago. Fingir que não somos nada pra ver se pega um peixinho. O exaltado sempre espanta as boas oportunidades. Publicado Set/2017
Como dói viver, um dia de cada vez, quando o meu coração quer ser igual a uma garça apressada, a bater asas e voar!
ama me ursa minha
as vezes garça minha
com os olhos de uma menina
e o coração de uma mulher
vai te em busca do seu amor.
escreverei nas fotos
o nosso amor.
em um diario em um papel
escreverei todo meu amor
voce é minha pombinha
voando alto.
seu sorriso os passaros
cantan e as donzela suspiram
de amor.
seu amor é puro e seu sorriso
é doce.
minha princesa que sai a luta
em busca de amor
em busca de vitoria
a garça
estrangeira parque d’água
equilibra-se
na madeira arcada
de mangas
tece
de curva e pescoço
o ninho estranho
atrás da casa toda
água é lama
e a deusa
branca
torna-se galho
pelos calcanhares
o pássaro olha
a criança que rasga coxas
caule acima
atrás de rasgar a pele da fruta
depois de seis meses de espera
os bichos se encaram
o pássaro firma, cúmplice
sabem
que é papel dos velhos
cochilar durante os furtos
inoportuno
na escuridão marítima
cego apoio-me na garça
vou com suas pernas
o coração aberto como uma ferida
sem rota
anda pelo mar
este grito que não tem onde atracar
antiquario
(poeta frustrado)
sobre a antiga escrivaninha,
sustentada por altas pernas de garça,
ficam os grandes poetas...
embaixo,
na prateleira inferior,
para versos inferiores
e o desejo de ganhar altura,
tropeça minha poesia.
sereníssima fingida
olheiras verdes
mascarada de esperança
também a garça oferece pão aos peixes
e os devora
a garça voou
sumiu nos telhados do antigo cinema
voou na cidade
às cinco da tarde
me trouxe um poema
A Garça
Vejo uma Garça em forma de mulher, de alma despida, sem uma pena sequer.
Miragem, ilusão, a Garça virou mulher, voando livre pelo lavrado, toca suas asas no lago, parece não ter se tocado não ter penas, mas pé.
