Futebol
As seleções congolesas irão defrontar-se hoje no Campeonato Mundial de Futebol: a congolesa da África e a congolesa da Europa.
Certos elementos se casam e a vida deles continua, pescaria com amigos, futebol com amigos e churrasco com amigos etc...
E certas mulheres ficam em casa cuidando dos filhos, mas aí tudo que é bom tem o seu final. Chega a velhice e o babaca não servindo para mais nada, fica só em casa enchendo o saco da mulher. Então o otário fica perturbando a mulher quando ela está no facebook. Coitadinho! Tão inocente.
O jogo de futebol é um teatro da vida, mistura de alegria e tristeza, de razão e emoção, de planejamento e improvisação, de técnica e fantasia.
O futebol é um extraordinário laboratório das paixões humanas. Nele encontramos alegrias intensas, tristezas profundas, bem como temores e esperanças que resistem até o apito final.
Não se conformar com as normas, como, por exemplo, não ter paixão por futebol, não detestar a segunda-feira e nem ansiar pela chegada da sexta-feira, não deve ser motivo para se sentir isolado. Pelo contrário, as conquistas mais notáveis da história foram alcançadas por indivíduos que pensavam e agiam de maneira original, não por seguirem os outros, mas por serem inovadores!
"Logística e futebol tem algo em comum: Em cada "esquina" tem um "palpiteiro mais especialista" do que o próprio técnico!!!"
Futebol aperfeiçoa talento. Treinamento contribui para a internalização de reflexos e combinações. Tática estrutura o jogo. Só que há mais: criatividade, controle motor natural, ousadia, ações inesperadas e tomadas de decisão instantâneas que não podem ser antevistas por técnicos.
A malandragem brasileira acabou,
o futebol perdeu sua alma.
Antes, o gol era certo,
as comunidades pintavam o rosto,
bandeirinhas tremulavam no vento,
cada grito de “Gol!” ecoava alegria.
Helaine Machado
Adeus à Malandragem
A malandragem morreu,
o futebol perdeu o coração.
Vinicius erra, Neymar insiste,
não há mais Ronaldo, Romário, Tafarel.
O gol não vibra, o estádio não grita,
só sobra a saudade de um Brasil que jogava com alma.
Helaine Machado
Messi dando show, mostrando seu valor, enquanto Neymar luta pra voltar com seu vigor. No futebol não basta só talento e inspiração, é preciso estar em campo ajudando a seleção.
A torcida compara, essa é a realidade, mas cada jogador tem sua própria caminhada e idade. Quem decide uma partida é o esforço e a dedicação, porque o brilho da carreira nasce dentro da competição.
Verso 2
Messi escreveu sua história com trabalho e persistência, transformando cada desafio em experiência. Já Neymar ainda busca seu momento de voltar, porque o futebol é dinâmico e nunca para de mudar.
Helaine Machado
Um doce de vó
Minha vó morava perto do campo de futebol. Era comum, depois das brincadeiras no campo — que ficava onde hoje existe o colégio —, passarmos pela casa dela.
Certa vez, eu e um amigo encontramos uma velha bola de capotão. Estava furada, com o couro bastante desgastado, quase no fim da vida. Mas, para dois meninos, uma bola nunca estava velha demais. Demoramos um tempão para consertá-la e deixá-la em condições de voltar aos gramados.
Ou, pelo menos, ao quintal da minha vó.
A casa dela tinha um quintal bem grande, perfeito para nossas partidas. Marcamos o gol com as camisetas no chão e começamos nosso campeonato particular de “chute em gol”: cada um batia três vezes e depois trocávamos o batedor.
A brincadeira ia muito bem.
Até minha vó aparecer.
Veio caminhando em direção ao nosso campinho com uma faca na mão. Antes que pudéssemos entender o que estava acontecendo, pegou a pobre bola e, sem a menor cerimônia, deu umas dez facadas nela.
Dez!
E, como se a bola fosse a única culpada pela desordem, ainda sobraram para mim alguns cloques na cabeça, dados com aqueles dedos duros de vó.
Acabou-se a festa.
A bola, que já tinha sobrevivido sabe-se lá a quantas peladas antes de chegar às nossas mãos, dessa vez parecia definitivamente morta.
Mas não estava.
Dias depois, encontrei o cadáver debaixo do assoalho da casa da minha vó.
Resgatei aquele pobre pedaço de couro e fui atrás do meu amigo, o companheiro das cobranças de falta. Examinamos a situação e resolvemos ressuscitá-la. Só que, depois das facadas da minha vó, não havia remendo que desse jeito.
Então tivemos uma ideia.
Uma péssima ideia, naturalmente.
Fizemos um enxerto e enchemos a bola com areia.
Ela ficou pesada feito uma pedra.
Foi aí que nasceu uma nova brincadeira.
Colocávamos nossa “bola” num ponto estratégico da rua, onde costumavam aparecer outros meninos, e fingíamos estar batendo faltas. Bastava esperar.
Logo surgia algum candidato querendo mostrar suas habilidades.
— Deixa eu bater uma?
Era tudo o que queríamos.
O sujeito tomava distância, ajeitava o corpo, corria cheio de confiança e...
PÁ!
Chutava aquela bola cheia de areia.
Nós caíamos na gargalhada. Os outros meninos que já conheciam a brincadeira também. E assim a velha bola de capotão, que não servia mais para jogar futebol, encontrou uma segunda profissão: castigar os pés dos desavisados.
Até que, certo dia, apareceu um menino bem maior do que nós.
Ele também quis mostrar suas habilidades.
Tomou distância, correu e soltou o pé.
Quase torceu o tornozelo.
Dessa vez, ninguém teve muito tempo para rir.
Furioso, ele distribuiu uns tapas nos menores — eu e meu amigo incluídos — e, para completar o castigo, levou embora nossa bola cheia de areia.
Foi o fim definitivo daquele capotão.
Pensando hoje, talvez tenha sido melhor assim.
Primeiro minha vó tentou matar a bola com dez facadas. Nós a ressuscitamos, enchemos de areia e a transformamos numa armadilha. Depois apareceu alguém maior, acertou nossas contas e levou embora o corpo do delito.
E minha vó?
Minha vó nunca ficou sabendo da ressurreição.
Ainda bem.
Porque, conhecendo aqueles dedos duros, desconfio que os cloques da segunda vez teriam sido muito piores.
Ivo Terra Mattos
"O futebol sempre foi movido pela paixão. Hoje, muitos se perguntam: até que ponto as apostas estão mudando o esporte? Reflita."
Se futebol, política e religião não se misturam, por que a bancada evangélica comemorou a convocação do Neymar como um título?
O futebol é um esporte em que as coisas podem mudar rapidamente de pior para melhor ou o contrário, mesmo sem ações concretas.
(Tostão)
