Futebol

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Adeus à Malandragem
A malandragem morreu,
o futebol perdeu o coração.
Vinicius erra, Neymar insiste,
não há mais Ronaldo, Romário, Tafarel.
O gol não vibra, o estádio não grita,
só sobra a saudade de um Brasil que jogava com alma.
Helaine Machado

Messi dando show, mostrando seu valor, enquanto Neymar luta pra voltar com seu vigor. No futebol não basta só talento e inspiração, é preciso estar em campo ajudando a seleção.
A torcida compara, essa é a realidade, mas cada jogador tem sua própria caminhada e idade. Quem decide uma partida é o esforço e a dedicação, porque o brilho da carreira nasce dentro da competição.
Verso 2
Messi escreveu sua história com trabalho e persistência, transformando cada desafio em experiência. Já Neymar ainda busca seu momento de voltar, porque o futebol é dinâmico e nunca para de mudar.
Helaine Machado

O Brasil ficou conhecido como o país do futebol e da corrupção. Se você escolhe ser honesto, parabéns. Pode parecer que ninguém valoriza, mas o seu caráter é o que te permite andar de cabeça erguida. Nesse mundo, a honestidade é o único tesouro que ninguém pode roubar.

Um doce de vó

Minha vó morava perto do campo de futebol. Era comum, depois das brincadeiras no campo — que ficava onde hoje existe o colégio —, passarmos pela casa dela.

Certa vez, eu e um amigo encontramos uma velha bola de capotão. Estava furada, com o couro bastante desgastado, quase no fim da vida. Mas, para dois meninos, uma bola nunca estava velha demais. Demoramos um tempão para consertá-la e deixá-la em condições de voltar aos gramados.

Ou, pelo menos, ao quintal da minha vó.

A casa dela tinha um quintal bem grande, perfeito para nossas partidas. Marcamos o gol com as camisetas no chão e começamos nosso campeonato particular de “chute em gol”: cada um batia três vezes e depois trocávamos o batedor.

A brincadeira ia muito bem.

Até minha vó aparecer.

Veio caminhando em direção ao nosso campinho com uma faca na mão. Antes que pudéssemos entender o que estava acontecendo, pegou a pobre bola e, sem a menor cerimônia, deu umas dez facadas nela.

Dez!

E, como se a bola fosse a única culpada pela desordem, ainda sobraram para mim alguns cloques na cabeça, dados com aqueles dedos duros de vó.

Acabou-se a festa.

A bola, que já tinha sobrevivido sabe-se lá a quantas peladas antes de chegar às nossas mãos, dessa vez parecia definitivamente morta.

Mas não estava.

Dias depois, encontrei o cadáver debaixo do assoalho da casa da minha vó.

Resgatei aquele pobre pedaço de couro e fui atrás do meu amigo, o companheiro das cobranças de falta. Examinamos a situação e resolvemos ressuscitá-la. Só que, depois das facadas da minha vó, não havia remendo que desse jeito.

Então tivemos uma ideia.

Uma péssima ideia, naturalmente.

Fizemos um enxerto e enchemos a bola com areia.

Ela ficou pesada feito uma pedra.

Foi aí que nasceu uma nova brincadeira.

Colocávamos nossa “bola” num ponto estratégico da rua, onde costumavam aparecer outros meninos, e fingíamos estar batendo faltas. Bastava esperar.

Logo surgia algum candidato querendo mostrar suas habilidades.

— Deixa eu bater uma?

Era tudo o que queríamos.

O sujeito tomava distância, ajeitava o corpo, corria cheio de confiança e...

PÁ!

Chutava aquela bola cheia de areia.

Nós caíamos na gargalhada. Os outros meninos que já conheciam a brincadeira também. E assim a velha bola de capotão, que não servia mais para jogar futebol, encontrou uma segunda profissão: castigar os pés dos desavisados.

Até que, certo dia, apareceu um menino bem maior do que nós.

Ele também quis mostrar suas habilidades.

Tomou distância, correu e soltou o pé.

Quase torceu o tornozelo.

Dessa vez, ninguém teve muito tempo para rir.

Furioso, ele distribuiu uns tapas nos menores — eu e meu amigo incluídos — e, para completar o castigo, levou embora nossa bola cheia de areia.

Foi o fim definitivo daquele capotão.

Pensando hoje, talvez tenha sido melhor assim.

Primeiro minha vó tentou matar a bola com dez facadas. Nós a ressuscitamos, enchemos de areia e a transformamos numa armadilha. Depois apareceu alguém maior, acertou nossas contas e levou embora o corpo do delito.

E minha vó?

Minha vó nunca ficou sabendo da ressurreição.

Ainda bem.

Porque, conhecendo aqueles dedos duros, desconfio que os cloques da segunda vez teriam sido muito piores.

Ivo Terra Mattos

"O futebol sempre foi movido pela paixão. Hoje, muitos se perguntam: até que ponto as apostas estão mudando o esporte? Reflita."

⁠Se futebol, política e religião não se misturam, por que a bancada evangélica comemorou a convocação do Neymar como um título?

O futebol é um esporte em que as coisas podem mudar rapidamente de pior para melhor ou o contrário, mesmo sem ações concretas.


(Tostão)

Enquanto uns assistem
ao jogo de futebol
e soltam fogos estrondosos...


Eu, da minha varanda,
entre a renda portuguesa
e a escuridão da noite,


assisto ao jogo
da grande bola no céu,
em disputa silenciosa
com as nuvens,


e solto faíscas
de versos silentes...
✍ @MiriamDaCosta

Se as seleções de futebol do mundo
fossem coerentes,
tivessem um mínimo de vergonha na cara
e verdadeiro orgulho patriótico...
boicotariam uma World Cup sediada em território estadunidense.


Há momentos em que o esporte
não deveria fechar os olhos
para aquilo que acontece
fora das quatro linhas.
✍@MiriamDaCosta

O futebol, esporte do povo, se tornou algo novo! Cartões amarelos e vermelhos ficaram em segundo plano! Agora os cartões são Visa e Master!

Política não é Futebol, e nem deveria ter Torcida

A maior festa do futebol mundial que era extremamente popular, foi elitizada e privatizada! O povo fica de fora na Copa da FIFA!

O esporte das massas, o futebol, foi privatizado, leiloado e está sendo terceirizado! A festa é particular e só VIP participa! FIFA fascista!

"Quando o futebol importa mais que os filhos, a família quebra e o circo segue."

"Enquanto o futebol valer mais que os filhos, a família adoece e a política do pão e circo se eterniza."

"As pessoas se prendem a vícios: drogas, bebida, café, celular ou futebol. Antes de julgar alguém, confira a sua própria lista."

"Quando o altar virou ostentação e o meio de campo, balcão de negócios, a fé e o futebol morreram. Vítimas do capitalismo selvagem."

"Enquanto lutamos para vestir a infância com as sapatilhas do balé e as chuteiras do futebol, a negligência insiste em empurrá-la para o balcão do vício. Salvar o futuro de duas crianças tem sido uma batalha diária contra o ambiente que as destrói."⁠

A religião, o futebol e as redes sociais são a única barreira separando as elites da ira do povo!

Ah, o futebol... essa linda fábrica de fazer o assalariado sofrer. Fiquei sabendo que os jogadores da Seleção estão tristes com a sua revolta, viu?
Super preocupados enquanto olham o saldo bancário cair mais alguns milhões por contratos de marketing e bets. Mas não desanime!
Continue pagando aquela camisa parcelada em 12 vezes e fugindo do agiota que te emprestou dinheiro para a TV nova. Afinal, a indignação é sua, mas o lucro é todo deles. Que momento lindo para o esporte brasileiro. 🌟
A seleção na mansão chorando com lencinho de grife e o torcedor em casa, sem dinheiro pro bife.⁠