Fúria
"A Fúria que Não Tem Nome"
(versos de fogo para uma alma que já cansou de engolir fumaça)
I
Há um nó aqui dentro.
Não sei há quanto tempo ele mora em mim,
mas sei que ele cresceu.
Como tumor que ninguém vê,
mas todo mundo sente o cheiro.
Um cheiro doce de podridão.
Um perfume de promessas esquecidas,
de perdões que eu concedi,
mas que ninguém nunca me pediu.
II
Quantas vezes calei?
Mais do que se conta com dedos,
mais do que se escreve com sangue.
Porque sim, já sangrei.
E ninguém percebeu.
Ou perceberam...
mas disseram que era drama.
III
Eles sempre dizem.
Drama.
Mimimi.
Vitimismo.
Mas não vi ninguém rindo quando precisei sorrir por todos.
Não vi ajuda quando o peso era meu,
mas as mãos? Nunca.
IV
Segura tua raiva, diziam.
Seja maior.
Engole.
Sorria.
Concilie.
Ceda.
Por quê?
Por que sempre eu?
Por que sempre os bons precisam ajoelhar?
Por que sempre quem ama é quem apanha mais?
V
Ah, como me disseram que isso passaria.
Que o tempo cura.
Mas o tempo só deixa a ferida cheirar mais forte.
Ela não cicatriza.
Ela lateja.
Ela me acorda às 3 da manhã,
quando lembro do que fiz por quem não faria nada por mim.
VI
Fui escudo.
Fui abrigo.
Fui chão.
E agora sou caco.
Cacos que ninguém quer varrer.
Porque ferem.
E ninguém quer se cortar com os pedaços da dor que causaram.
VII
Quanta covardia com nome de amor.
Quantas mentiras com cheiro de cuidado.
Quantas mãos estendidas, mas só para me empurrar.
VIII
Sabe aquela vontade de gritar?
Ela já virou música dentro de mim.
Sinfonia de gritos mudos.
Orquestra de socos que nunca dei.
De tapas que minha alma levou —
e que ninguém viu,
porque eram com palavras.
E palavras doem mais.
IX
Às vezes quero quebrar tudo.
Mas não por fúria.
Por justiça.
Por sanidade.
Por mim.
X
Já perdi a conta de quantas vezes repeti:
"tá tudo bem."
Mentira.
Nunca esteve.
Mas era mais fácil assim.
Mais fácil do que explicar um coração que transborda raiva
e ninguém quer ouvir.
XI
Agora chega.
Se você leu até aqui,
sinta.
Não fuja.
Essa ardência nos olhos não é fraqueza.
É acúmulo.
É história.
É verdade que ninguém quis escutar.
XII
Deixa arder.
Deixa queime.
Não por vingança.
Por libertação.
Mas escolha bem:
não se torne quem te quebrou.
Não mude tua essência —
mude tua direção.
XIII
O ódio, sim, é uma faca.
Mas quem segura decide onde cortar.
Se nas correntes…
ou nos outros.
XIV
Olha em volta.
Olha dentro.
Lembra de tudo.
Lembra de cada vez que engoliu seco.
De cada ‘deixa pra lá’.
De cada ‘tanto faz’.
De cada ‘isso passa’.
XV
Agora, grita por dentro.
Mas grita alto.
Até que só reste o eco.
Até que tua garganta interna sangre.
E então…
silêncio.
XVI
Porque depois do grito, vem a decisão.
Não te direi quem merece tua fúria.
Teu ódio.
Tua ruptura.
Teu fim.
Mas eu sei que você sabe.
E saber já é o começo da vingança que liberta.
Por Você
Por você eu acabaria com a fúria do mar, para isso eu só preciso do seu olhar.
Eu secaria todo o oceano e apenas uma lágrima ficaria restando.
Eu contaria todas as estrelas do céu e nunca me cansaria, pois só em você pensaria.
Eu faria o sol se apagar, para seus belos olhos não cansar
Eu enfrentaria dez batalhões, para unir nossos corações.
Eu faria o inferno congelar para que não fique com medo da morte, pois só o paraíso iria restar.
E se me perguntarem se tudo isso vale a pena, responderia que sim, com toda frieza.
Pois você é minha realeza.
2000
O antídoto da tristeza, e da melancolia é curtir boa música, ou um bom filme.
Pessoa c/ fúria, invejosa, vil, combate-se com um sorriso.
A maledicência com a indiferença.
A tempestade com a serenidade.
A alegria e o contentamento, vem com uma pausa em silêncio, e assim retoma a boa forma!!
NATUREZA EM FÚRIA
As frias folhas das arvores
Em noites de vendavais
Voam para outros ares
E ao tempo se perfaz.
Sob o rígido bico do pássaro
Erguem-se noutros patamares
E na busca de seu compasso
A natureza fria finda os mares
As flores furtam as cores
As águas não vertem mais
As aves em dissabores
Perdem ninhos e portais
E o núcleo da terra em fúria
“Mata” feito canibais.
Nicola Vital
Até mesmo a fúria do mais cruel dos guerreiros sucumbe a uma palavra dócil ou a um olhar carinhoso de admiração.
Acredite.
Gonçalvesdarocha
Sabedoria amiúde
Jaz o Amor
O amor em ausência é a pior dor
Um aperto no peito congelante
que nem a fúria de ventos cortantes
Que levam abaixo as mais sólidas construções
Que respondem com incoerência as mais belas indagações
Quando em ausência, corrói o sorriso da face
sendo deixado de lado sem verdade
E de repente, o amor jaz e o que era beleza se enterra em absoluta tristeza.
Mulher preta
Preta mulher
Trás com ela um Black
Com a beleza de Oxum
E a fúria de Oyá
Mulher preta
Preta Mulher
Ah, mas se por um instante eu entender que a fúria é contra os meus erros e não contra os dos outros, então esta cólera se transformará nas minhas mãos em flores, em flores, em coisas leves, em amor.
Intensidade
Há mulheres que trazem
o mar no coração
Não por sua fúria...
Mas pela capacidade de
transbordar sua imensidão
Há mulheres que trazem
o sol no olhar
Não porque queimam...
Mas pela capacidade de
se iluminar
Há mulheres que trazem
borboletas na alma
Não por viver entre as flores...
Mas pela capacidade de
esperar a metamorfose
Há mulheres que trazem
a poesia no sorriso
Não por sua beleza...
Mas pela capacidade de
fazer a diferença
Há mulheres que trazem
o universo nos pés
Não por sua força...
Mas pela capacidade de
levar o mundo todo nas costas;
E ainda assim continuar bela
Poema autoria #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 06/10/2023 às 22:00 hrs
Manter créditos de autoria original Andrea Domingues
Tempo ao Tempo.
Monotonia atroz.
Sem a calmaria dos ventos e a fúria dos vendavais navegar seria uma monotonia atroz.
A fúria seria a ruína dela, os outros costumavam dizer... A fúria iria empurrá-la além do limite da sanidade.
"Tornado chega
tornado passa
com tanta fúria
trazendo a desgraça .
O povo aclama
o povo chora
diante dos olhos
mais uma derrota .
volto no tempo, tempo querido
busco o conforto, que foi perdido
volto no tempo, tempo perdido
tornado é de vento, tornado é de vento ....
vento que vem
vento que passa
com sua leveza acalma a alma
O povo respira
O povo se acalma
Fúria e desgraça leveza e calma .
Volto no tempo
tempo é vento
furacão é tempo
que vem e que passa ..."
(Abril de 2014)
A fúria que outrora engrandecia os meus sonhos, hoje não passa de um sopro forçado. Os meus medos matam meus sonhos, e me fazem se contorcer toda noite acordado.
A fúria a envolver meu âmago
Está tirar meu anonimato
Está a distorcer meu viver
Acabo abismado
Numa confusão das rotinas
Sinto uma confusão
Registo nas linhas uma sensação
Um aperto
Transbordando utopias
Emanuel Bruno Andrade
A fúria delimita o discernimento. Aceite que ela é apenas uma emoção, respire por um minuto, até que a razão retome o seu lugar e, então, você poderá tomar decisões mais assertivas.
Te amo com fúria
Te odeio com calma
És brisa que voa
És tempestade na alma
És riso que vem
Ausência que fica
Te sinto tão perto
Mas te perco de vista
És tudo que atrai
És tudo que fere
Tua leve distância
Em minha paz interfere
Tu és chuva intensa
Um rio que inunda
Mas preciso da paz
Da água calma e profunda
Assim me despeço
Sem culpa, sem drama
Pois nem todo amor que arde
É amor que se ama
Guardo o que não fomos
Com leveza e verdade
Às vezes, partir
É amar de verdade
Escrevi pra ti
Mas talvez pra mim
Boa semana, com fé no caminho
Vai dar tudo certo —
Confia Nele.
Ele está sempre por perto.
🤟🏼🖕🏼
