Fui
Não cheguei pronto, mas fui forjado pela disposição. A vida me obrigou atravessar por tempestades, mas aprendi que meu espírito é o mastro mais forte.
Eu apenas eu
Eu já fui humano um dia
Queria ser feliz
Hoje não me faz sentido
O que um dia eu quis
Fui alguem que sentia
Que expunha o coração
Em forma de poema
Sem entar em contadição
Tinha ideias invadoras
A respeito de relações
Pego me um dia
Enrrolado em contradições
Não importa as palavras
Eu só quero paz
O mundo vai te engolir
Não importa o que você faz
Só para elucidar
E apenas formas de me proteger
Não sou revoltado com o mundo
Só não quero me constranger
Pensando mais profundo
Com a atual legislação
Nao creio esse mundo
Seja luga pra eu viver
Talvez um dia eles entendam quem eu fui de verdade, mas até lá sigo sendo silêncio para quem nunca quis me ouvir.
✨ Hoje pedi pra minha mãe retocar minha raiz.
Confesso: fui meio contrariada. Agora preciso fazer isso todo mês, e ainda estou me adaptando a essa nova fase, às mudanças, à perimenopausa — e a tudo que vem junto com ela.
Fiquei em silêncio, pensando na passagem do tempo, no corpo que muda, na vida que corre… quando, do nada, minha mãe solta uma daquelas frases que atravessam a alma:
“Nossa… nunca imaginei que teria a alegria de ver meus filhos com cabelos brancos. Fico tão feliz de poder pintar seus cabelinhos brancos. Ontem você era meu bebê.”
Silêncio. Nó na garganta.
De repente, o peso da rotina se transformou em gratidão.
Aquela cena banal — uma mãe pintando o cabelo da filha — virou um retrato de amor, de tempo, de continuidade.
Às vezes, a vida muda tudo com uma frase simples.
E hoje, minha mãe me ensinou mais uma vez que envelhecer também é um privilégio. 💛
Eu fui calado, eu observo calado. As pessoas discutem tanto para ter razão que esquecem de ter consciência.
Muita gente adora dizer como você deve viver... mas não consegue organizar nem a própria vida.
Tem gente que fala como especialista, opina como mestre e critica como juiz... mas não vive o que fala.
O conhecimento faz a pessoa humilde. A ignorância faz ela se achar demais.
São anos trabalhando com pessoas, e nessa vida, se a gente não aprende a observar mais do que falar, a gente não evolui
Estive em abraço que já quis muito ficar, mas não fui aceita.
Vi sorriso que me trouxe paz e alegria, desejei muito ser só pra mim, ser único, mas não fui aceita.
Senti toques que fizeram a minha alma desejar numa voracidade tão grande aquela pessoa, mas não fui aceita.
Foram momentos tão intensos e únicos, que se eu tivesse sido aceita, seria de uma reciprocidade tão real que outros se inspirariam em nós.
Você já teve a impressão que já passou por quase tudo nessa vida?
Eu já!
Fui bebê, engatinhei, mamei, chorei. Cresci. Passei a escolher minha própria roupa, brincar, cair me machucar, ralar os joelhos...
Cresci, casei, tive vontade de ser mãe, passou, voltou, me divorciei,
Experimentei vários lutos sucessivos. . .turbilhão de emoções, traumas, contradições, medo mas, o mais terrível a culpa.
Já fui heroína, quis salvar minha família e o mundo, já causei sofrimento a outros seres (vilã) mas, o papel que mais gostava era o da vítima, que é o papel mais perigoso. . .
A vítima não tem e não assume responsabilidade por nada, procura sempre um culpado por sua infelicidade. Os pais, a família, o cônjuge, país e até o Divino...
Morria de dor no estômago mas não me responsabilizava por minha alimentação; era mais fácil tomar remédios que cozinhar deixar industrializados, tomar água...
Morria de dor na lombar, corpo travado, mas era mais fácil tomar remédio que ir na academia.
Pensamentos atormentantes, ansiedade, insônia e ignorava o yoga.
Mais fácil culpar o parceiro por minha infelicidade do que acolher minha criança ferida, buscar ajuda.
Se as coisas saiam como eu gostava, ótimo! Era meu esforço. Se não, culpava Deus e o mundo.
Um dia o poço, de tanto ser cavado, chegou na água, (água lesse profundas emoções)não tinha mais pra onde cavar, a única saída que existia luz era para cima, mas era uma subida tão alta, eu havia utilizado todo o esforço para cavar... A vontade de ficar lá deitada perdurou, afinal, era pequeno, escuro, confortável... Mas as águas estão sempre em movimento, se eu permanecesse lá, iria me afogar, até cogitei a possibilidade, parecia tão mais fácil, assim como tomar remédios. ..
Penso que no fundo no fundo ninguém quer morrer, tirar a própria vida, o que se quer é deixar de sofrer mas, há certa altura, não é só o joelho que está machucado, as feridas da alma já são possíveis sentir no físico.
Essa parece uma história muito triste e sim é mesmo, a história da vítima e pq elas são os piores?
Porque uma vítima sempre se torna um agressor. . .
Um dia tomei consciência que em mim havia esse papel de vítima, reclamava de tudo e todos o tempo todo.
Que eu fiz?
Passei, através do conhecimento das constelações e prática do yoga a me observar e assim, dei um lugar a ela (vítima) dentro de mim. Hoje quando ela chega eu já estou aguardando para dizer Olá.
Me diz já tomou consciência da vítima que mora em você?
20/07/2021 19:10
Karina Megiato
É o fim da guerra, tudo acabou, e o que restou de mim foi muita dor... Fui tão machucada,levaram meu sorriso, não tenho mais forças pra me levantar...
Preciso de ajuda eu,estou tão fraca,as feridas estão abertas e sangram... Tirem -me daqui preciso me reconstruir... Juntem meus pedaços, quero recomeçar! Andar sobre as águas,curar a minha alma! Ser uma nova eu inteiraaaa...
Eu sempre fui o tipo de pessoa que temia muitas coisas, mas nunca que o golpe viria de quem era do meu amor.
Trato cada fase da minha vida com uma cor diferente,
Já fui vermelho, já fui azul, tenho base no preto
Hoje sou roxo, alí no meio termo.
Tenho o prata como inspiração para um novo começo.
E guardo o dourado quando sentir completo, quando sentir amado.
De pés no chão a professor
Fui criança de pés descalços,
sonhando com horizontes distantes.
Entre cadernos simples e risadas,
aprendi que o saber abre caminhos.
A vida me moldou em silêncio,
com desafios, quedas e recomeços.
E em cada passo, em cada lição,
crescia também minha paixão.
Hoje, ao entrar em sala de aula,
carrego comigo aquela criança.
Sou professor — fruto da esperança,
carregando no peito ainda o sonho de criança.
Lembro-me da primeira escola, e também da primeira professora,
Era um mundo novo e imenso,
mas cabia inteiro na palma da mão,
entre letras trêmulas e números tímidos,
nascia o sonho, brotava a paixão.
Mas, como nem tudo são flores
Veja bem a situação,
Me entrou na mente
Que ali não era o meu lugar,
E a escola naquele ano deixei de frequentar.
Mas como o destino estava traçado
Para a escola voltei,
carregado de histórias, sonhos e esperanças
de quem passou a acreditar na educação
É sentir que cada lição do passado
me preparou para estar aqui, presente.
Não esqueço de uma frase que minha mãe sempre falava “ quero ver um filho meu formado”
era um sonho costurado com amor,
era a esperança de dias melhores.
Para aquele menino de pés no chão
Não era só um diploma,
Mas a oportunidade de transformar a vida com dignidade.
Com isso me fez perceber que a vitória não era só minha e sim dela também.
Hoje me vejo um homem realizado,
Bem vestido e bem calçado,
Mas jamais esquecerei do meu passado
De um menino de pés no chão,
De um sonho de uma mãe profetizado,
Do barro nasceram meus passos,
do estudo, a esperança cresceu.
E hoje, com orgulho e amor,
o menino tornou-se professor.
Maurilio de Jesus.
Já vou
Já fui..o que nunca fui..
Me doei..empenhei..chorei
Alimentei -me de esperança
Cheguei perto..onde não se alcança
A vida não sorri igual
Fiquei longe..e sempre fiz o bem..nunca usei o mal
Afinal...a luta está no final..
Onde muitos nunca se esforçaram...e ganharam..muito mais ou igual .
Sei que a dor..vai passar..
Sei que as cores vão voltar..
A pintura da razão..vai.me alegrar
Porque quem nunca acreditou
Ficou parado..e não se salvou..
António José Ferreira
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