Fui

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Se perguntarem por mim, diga-lhes que, fui cuidar do meu jardim.

Caí tantas vezes, errei sem medida,
fui a lugares que me machucaram,
busquei mãos que só me feriram,
mas hoje vejo além da mentira vestida.


Máscaras de maldade, falsos sorrisos,
hipocrisia tentou me engolir,
mas resisti, Senhor, e aprendi
a ouvir Tua voz nos meus abismos.


Chorei calada, sem eco ou luz,
mas um anjo sussurrou em mim,
e mesmo quando o mundo caiu,
Tua presença me fez crescer na cruz.


Se a vida grita que é o fim,
lembro do sangue que escorreu,
e mesmo cansada, eu sigo em Ti,
porque em Tua força eu renasci.


A chama da fé não se apagou,
Jesus me abraça, sinto o calor,
lembro os momentos que me ergueu,
e hoje sei: quem crê não caiu.


Minha esperança não acabou,
em Tuas mãos eu vou vencer,
mesmo que o vento sopre dor,
quem está em Ti permanece de pé.

Vejo muita gente usando a expressão:Fui desenganado pelos médicos.Então,meus parabéns,você não está sendo enganado! rs

Um dia, se me perguntarem por que sou assim, direi que não foi escolha, foi caminho. Fui me moldando nas ausências, aprendi a ser forte onde ninguém ficou, silencioso onde falar não mudava nada.
Sou assim porque senti demais, esperei demais, acreditei quando já era tarde. Carrego marcas que não aparecem, mas que me ensinaram a olhar com cuidado, a amar com verdade e a não prometer o que não posso sustentar.
Se sou intenso, é porque sobrevivi.
Se sou cauteloso, é porque aprendi.
E se ainda sinto, apesar de tudo, é porque não deixei o mundo me endurecer por completo.

É porque ainda tenho medo, nunca fui tratada tão bem, mas também sei que se acabar vai doer em dobro.

"Já fui fraca, hoje aprendi com todos os meus tombos, todas as decepções que é forte quem permanece em pé... Sendo assim, não me levanto mais, porque não me permito cair."

-Aline Lopes

Ovelha de Guarda
Por Mônica Barreto Alves
Fui a filha teimosa, a do contra, a rebelde, a ovelha negra que o rebanho não entende. Desobediente aos olhos de quem queria silêncio, fui o erro, o ruído, o eterno desavenço.
Meus passos eram tortos para a régua da família, enquanto os "escolhidos" brilhavam na trilha. Eles eram os troféus, o orgulho, a perfeição, eu era a sombra, o aperto no coração.
Mas o tempo, esse mestre que não sabe mentir, viu o brilho dos "queridos" um a um sumir. E quando o esquecimento se instalou no teu olhar, nenhum dos adorados veio te segurar.
O Alzheimer chegou, apagando o que restou, e o silêncio da casa os "perfeitos" afastou. Onde estão os troféus? Onde está a devoção? Não estão no teu leito, nem te dão a mão.
E aqui estou eu, a ovelha marcada, aquela que, para você, nunca valia de nada. Sou eu que te limito, que te guio, que te dou o pão, sou eu o teu porto, a tua única direção.
Sou eu quem segura o que a memória perdeu, quem cuida do pai que de mim se esqueceu. Porque o amor de quem foi julgado é o mais verdadeiro: não cuido por mérito, cuido por ser inteira.
A ovelha negra, no fim da jornada, é a única luz na tua estrada nublada.

⁠O mundo mudou, ou fui eu que cresci?

⁠"Sentei-me sobre o luar e em pensamento fui até você... Abri a porta do seu quarto e te vi deitada em sua cama tão linda como da primeira vez em que eu há vi. Fiquei ali a te contemplar e sem você perceber te enamorei. Namorei cada detalhe seu sem dizer uma única palavra e por fim, dei um beijo em seu rosto e sai. Mas de presente deixei o meu coração para você fazer a sua morada, não somente essa noite, mas em todos os seus dias."

Entre erros e abraços


Não fui exemplo de sucesso. Meus vícios, meus prazeres fugazes, as escolhas tortas que fiz — tudo isso me levou por caminhos que não renderam medalhas nem aplausos.


Houve noites em que me perdi de mim mesmo, dias em que a esperança parecia um luxo distante. Mas mesmo assim, mesmo com todos os tropeços, há algo que nunca perdi: o respeito das minhas filhas.


Elas me viram falhar. Me viram tentar. Me viram cair e levantar, às vezes sem força, outras vezes só por elas. E nesse olhar delas, que não julga, que não exige perfeição, eu encontrei algo maior do que qualquer conquista, amor verdadeiro.


Não sou herói de novela. Sou um homem real, com marcas, com histórias que doem e outras que fazem rir. E minhas filhas, com sua sabedoria silenciosa, enxergam além das minhas falhas. Elas sabem que, apesar de tudo, sempre fui presente e distante falhas, devaneios aleatórios , talvez não com estabilidade, mas com afeto. Com verdade.


Hoje, quando olho para elas, vejo o que há de melhor em mim. Elas são minha redenção, meu norte, minha chance de ser mais do que os erros que cometi. E se o mundo não me levou longe, elas me levaram fundo — no coração, no significado, naquilo que realmente importa.


Sempre há uma chance de repensar, reagir e ficar contente na busca de ser melhor ...


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Já fui tempestade em corpo humano.
Corria, entregava, me doava tudo em excesso, tudo por quem não merecia.
O descanso era luxo, o sono um privilégio raro.
E mesmo assim, eu seguia, quebrado por dentro, inteiro por fora.
Fui chão para muitos que nunca se abaixaram para me levantar.


Hoje, minha vida mudou.
Não porque ficou mais fácil, mas porque aprendi a escolher.
O que antes era urgência virou direção.
O que era excesso virou equilíbrio.
O que era entrega virou cautela.


E agora, quando me permito parar, respirar, dormir… incomoda.
Incomoda quem nunca viu o quanto já fui além dos meus limites.
Mas não me julgue por descansar.
Não me chame de preguiçoso.
Veja em mim alguém que aprendeu a se respeitar.


Porque meu descanso não é fuga.
É cura.
É reencontro.
É o silêncio que me devolve a paz que o mundo tentou roubar.

*Já fui plano B.*


Já fui a escolha de conveniência.
Aquele alguém que estava ali, sempre por perto, sempre disponível… mas nunca o suficiente para ser prioridade.
Fui o “e se não der certo com outro alguém”, o “só hoje”, o “você entende, né?”.
Fui o ombro amigo, o porto seguro, o consolo,mas nunca o destino final.


Fui plano B de quem nunca teve coragem de me colocar no centro.
De quem me queria por perto, mas não ao lado.
De quem dizia que eu era especial, mas só quando era conveniente.
De quem me procurava quando o mundo desabava, mas sumia quando o sol nascia.


E por muito tempo, aceitei.
Aceitei migalhas achando que era banquete.
Aceitei silêncios como se fossem respostas.
Aceitei ser metade, quando eu sempre fui inteiro.


Hoje, não mais.
Hoje, entendo que não nasci pra ser opção.
Não sou rascunho de ninguém.
Não sou pausa entre capítulos.
Sou história completa , e mereço ser lido com atenção.


Aos que me tiveram como plano B: obrigado.
Vocês me ensinaram o valor de ser o plano A de mim mesmo.

Em meio aos escombros do que fui, deixei que a empatia florescesse.

Tenho medo do sentimento que não sei qual nome dar. Fui surpreendida aconteceu sem aviso prévio. Te vejo e sinto que estou protegida, me deixa livre e cuida, quer ser meu dono, mas me deixa sorrir.
Caos em mim.

Tive uma queda e fui uma cachoeira.

Fiquei tocado com a música que ouvi, mas fui embora antes dela acabar, o fim dela também me deixaria em um estado sentimental.

MALOGRO

Fui seu bebê
Fostes meu último amor
E do último amor
Fui o aborto que não deu certo

Não cai no sanitário
Nem no recipiente de coleta
Só despenquei...
Agonizando, em lugar qualquer.
De agonia em agonia, vou renascendo
Até ando sonhando...

Logo, logo, estarei engatinhando,
Correndo...
E talvez voando.

“Nem todo mundo vai entender o que eu sinto e tudo bem. Eu não fui feito pra ser raso. O que carrego no coração vem de algo maior, vem de Deus, vem de verdade. E mesmo que o mundo seja barulhento e vazio às vezes, eu escolho continuar sendo quem eu sou: alguém que sente, que acredita e que ama de verdade.”

"Na ingenuidade do meu ego, na inocência do meu coração, acreditei no amor, mas no fundo fui só iludido."

A Palavra de Deus sempre me ensinou: “Seja forte e corajosa”. Durante toda a vida, fui chamada de forte por aqueles que não conhecem a minha história por inteiro. Mas a verdade é que eu não sou forte o tempo todo, apenas nunca deixei de permanecer em pé.
Já enfrentei lutas, como qualquer pessoa que agora me lê. Atravessei mares sem saber nadar. Construí pontes sem ter materiais nas mãos; pontes erguidas apenas pela imaginação e pela fé.
Vesti a armadura da força, e talvez tenha sido ela que, aos poucos, me construiu por dentro. Medos? Eu tenho. Sempre tive. Mas a coragem nunca me faltou. Alguns medos eu guardei em silêncio, outros rasguei como papel.
Ser forte não é não sentir medo. Ser forte é continuar enfrentando, mesmo sem saber se vai perder ou ganhar.


Nildinha Freitas