Fugir de Si Mesmo

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Uma pessoa fria, endurecida, é incapaz de amar, a ponto de não amar nem a si mesma. Você pode dar todo o seu amor, que ela nunca o aceitará, pois seu coração é como uma pedra sólida, sem alma, sem vida, incapaz de amar.


Por Marcio Melo

Vazios de Si:
Vivemos numa era onde as pessoas são tão cheias de razão e tão vazias de si.
O pior, porém, vem daqueles que abdicam da realidade
para habitar um mundo imaginário —
por vezes autoritário, talvez confortável para si,
mas sempre opressivo para os outros.
Aí não há diálogo: há imposição de vontade.
E quando o bom senso deveria prevalecer,
voltamos ao início:
são tão cheias de “razão”
e tão vazias de si.

Não há plenitude sem que se rasgue o campo e se lavre, em si, o solo fértil da autenticidade.

“O maior risco da liderança hoje não é o caos.
É se perder de si enquanto tenta controlá-lo.”

Espelho, espelho meu
Quero ouvir um conselho seu
Diante de ti estou eu
Só nos dois, amigo meu
Sincero
Singelo
Olho profundamente nos olhos teus
Que são reflexo dos meus
É a idade?
Ou a vaidade?
Mostre-me espelho meu
Onde posso retocar
Onde posso melhorar?
Espelho, espelho meu
Diga-me que aconteceu
Onde preciso mudar
Para paz encontrar
Há algo a me incomodar
Só você pode mostrar
Diga espelho meu
Estamos aqui só você e eu!

Empatia


Doem os pés que caminham
E carregam contigo as bagagens da solidão
Dentro de si, carrega
Um mundo de escuridão.
Mas, no caminho,
Encontra outro coração sozinho
E, quando se juntam,
A dor de um é do outro
E se torna de ambos.
É na troca das nossas dores
Que a cura se faz real
Os fardos se tornam mais leves
E nossos caminhos se iluminam.

El éxito comienza en la voluntad. ( Rudyard Kipling)

Si piensas que estás vencido, lo estarás.

Si piensas que no te atreves, no lo harás.

Si piensas que te gustaría ganar, pero no

puedes, no lo lograrás.

Si piensas que perderás, ya has perdido,

porque en el mundo encontrarás,

que el éxito comienza con la voluntad del

hombre.

Todo está en el estado mental.

Porque muchas carreras se han perdido

antes de haberse corrido,

y muchos cobardes han fracasado,

antes de haber su trabajo empezado.

Piensa en grande y tus hechos crecerán.

Piensa en pequeño y quedarás atrás.

Piensa que puedes y podrás.

Todo está en el estado mental.

Si piensas que estás aventajado, lo estás.

Tienes que pensar bien para elevarte.

Tienes que estar seguro de ti mismo,

antes de intentar ganar un premio.

En la batalla de la vida no siempre gana

el hombre más fuerte, o el más ligero,

porque tarde o temprano, el hombre que gana,

es aquel que cree poder hacerlo.

Um indivíduo do qual não consegue perceber quem está à sua volta e só olha para si, é típico de um narcisista. A alienação impede um desenvolvimento intelectual socialmente; a fragilidade traz o medo do envelhecimento, onde a busca em sentir-se aprovado pelos demais é constante, típico de uma mercadoria e, consequentemente, o egoísmo estético o faz olhar apenas para o próprio umbigo, ao ponto do corpo se tornar o único horizonte relevante do sujeito, infelizmente.

A vida nada negará de si àquele que lhe dá tudo o que tem.

Solitário é aquele que pensa só em si.

Confie no homem que traz em si o silêncio.

Os homens constroem, por si mesmos, os acontecimentos de sua vida. ⁠

⁠Verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma, disse a Poeta.

A tentativa de estabilizar qualquer realização espiritual é, em si, a reintrodução do tempo e da identidade. O absoluto não pode ser sustentado, porque não surge nem desaparece. Toda tentativa de fixação revela apenas o resquício da mente buscando continuidade em algo que é, por natureza, intocável.

SaMarSi


Eu sei quem sou.
A sua opinião não é necessária.


Não escrevo para receber curtidas.
Basta que leiam.


Quero provocar.
Mexer onde ninguém toca,
onde o véu permanece
e a ilusão toma conta.


Quero apenas que saiam
da zona de conforto
e encontrem o “eu” oculto.


Se você leu
e se incomodou, de alguma forma,
com o que escrevi,
então eu consegui
o que eu queria.

Decepção


É quando você faz tudo,
se perde de si, abre mão da identidade e da dignidade,
vira-se do avesso…
e nada.
Então vem o óbvio:
não era amor.


Amor é cuidado que volta,
é zelo que encontra abrigo.
Quando isso não é recíproco,
a balança está desigual.


Ela apenas entende que o amor é algo para ser vivido,
não encenado —
e, por isso, a conta não fecha.


Dá-se por inteiro e acaba se humilhando por migalhas.


Quando o véu da ilusão cai,
não há como colocá-lo de volta.
Não dá para fingir uma felicidade que nunca existiu.


Já o outro, dentro da sua bolha de cristal, acredita ser dono
e não percebe que ninguém é de ninguém — como bem disse Zíbia Gasparetto.


Às vezes você acha que é luz para alguém,
mas é o contrário.
Ela é livre e, muitas vezes, permanece ali apenas por pena.
— SaMarSi

A Mãe e o Olhar

Edineurai SaMarSi

Quando eu era criança, a vizinha perdeu o único filho — quase homem… ainda menino.

Eu a observava.
Sempre fui boa nisso.

Depois disso, ela nunca mais foi a mesma.

A casa seguia arrumada,
as portas abertas,
o café no horário.
Mas os olhos…
ah, os olhos…
Eram fundos.
Vazios.

Fazia tudo como antes.
A vida seguia.

Mas, em seus olhos, algo havia mudado.
Não tinham mais alma, não tinham mais vida…
As tentativas de sorriso eram falsas, assim como a vontade de continuar.

Eu me lembrava de antes — da sua alegria, da família feliz — e, com a minha inocência de menina, pensava:
“Logo isso passa.”

Não passou.

O tempo andou.

Cresci.
Tornei-me adulta.
Ela se mudou, mas, quando a via, mesmo de longe, aquele olhar continuava o mesmo — parado naquele dia.

Como se a alma tivesse saído devagarinho
e ido atrás dele.

Eu não entendia…

Até ser mãe.

E perceber que há dores
que não enterram só um corpo —
enterram o mundo inteiro
dentro do peito de quem fica.

E alguns dias…
simplesmente não passam.

O adulto que não aprendeu a ser inteiro carrega dentro de si uma criança órfã, que grita por atenção, que se recusa a dividir o brinquedo da vida, que congela o gesto de dar como se o mundo fosse apenas seu reflexo.

Há tempos que não podem ser apressados, porque carregam em si uma delicadeza própria. O silêncio, o intervalo e a espera são partes essenciais do viver. Quando atravessamos etapas sem respeitar o ritmo, não apenas desorganizamos o caminho, mas também roubamos do outro o direito de sentir plenamente cada instante. O cuidado, nesse sentido, não é apenas presença ou palavra: é também saber se retirar, dar espaço, permitir que o tempo cumpra sua função. Respeitar o tempo do outro é reconhecer sua humanidade, é oferecer um gesto de amor que não se impõe, mas que acolhe.

“Há experiências que carregam em si um direito sagrado: o de serem reveladas no tempo escolhido por quem as vive. A pressa alheia, quando invade esse espaço, não fere apenas a ordem dos acontecimentos, mas a dignidade de sentir cada etapa em sua plenitude. O silêncio, a espera e a delicadeza são guardiões da intimidade. Rompê-los é negar ao outro a liberdade de florescer no seu próprio ritmo. Respeitar o tempo de alguém é mais do que cortesia — é reconhecer sua humanidade.”