Fugir de Si Mesmo

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⁠Bilhete do Dia!
Na vida você não precisa provar nada a ninguém.
Apenas concentre-se em provar a si mesmo que : você é capaz, você pode, você consegue e você é forte.
Sempre pense em você. E o que os outros pensam? Deixa pra lá…

Amigos e inimigos são algo que todos sempre terão. Especialmente dentro de si mesmos.
🕊

⁠"Os grandes reconhecem-se e respeitam-se entre si. A sua grandiosidade é modelo de constelação.
Os pequenos mordem-se em intrigas e infantilidades que lhe são próprias. A mediocridade é o seu prémio"

Aprendi, no silêncio das reflexões,
que nenhum sacrifício vale o desaparecimento de si.

Cuidar do outro é bonito,
mas não pode custar a própria voz,
nem apagar a chama que nos mantém vivos por dentro.

Não falo de egoísmo,
falo de permanecer.
De existir sem pedir desculpas.
De continuar inteiro.

Porque quem se abandona para salvar o mundo
acaba se perdendo no caminho.

Cuidar de mim é, agora, um ato de coragem.

Eurico Castro

Namorar é viver
um sonho...
é encanto,encontro...
Onde dois seres se eternizam,através
de um simples olhar
simples abraço.
enfim...o beijo!

Todo homem tem dentro de si uma fé inabalável: a certeza que deixará de existir.

A verdadeira grandeza não está em vencer os outros, mas em vencer o medo e a ignorância de si mesmo. E cada pequena vitória interior
é luz que nunca se apaga.

Quem tenta controlar tudo perde o controle de si. A obsessão pelo absoluto destrói o equilíbrio. Controlar é peso; confiar é leveza.
Mas leveza assusta quem está preso ao medo.

"Se você acredita num sonho mas não acredita em sí próprio, então esqueça desse sonho, pois nunca conseguirá tornar ele em realidade."

Antes de procurar o amor da sua vida, procure a si mesma.

⁠Momentos em si sao apenas quando nos tocamos que eles se tornaram lembranças.

A obra de arte autêntica é aquela que provoca o discurso por si mesma. Nos casos em que o discurso emoldura e autentica a arte, o mérito é do discurso... não da arte.

Você pode ser sua própria professora: aprenda errando, corrigindo-se, olhando para si com honestidade, todos nós falhamos, e é assim que crescemos, e avançamos para o próximo nível.

⁠Seja seguro de si. Não tente segurar o outro.

“A dor, na perspectiva osteopática, não é tratada como um fim em si mesma, mas como uma manifestação clínica que demanda investigação causal.”

"Hoje não, estou sombrio.
Vi alguém com alguém que não deveria estar com esse alguém e sim comigo.
Alguém com alguém, daquele amor sou refém, dera o que era meu pra outrem, amar é sofrido.
Hoje não, estou sombrio.
Hoje não tem festa, nem riso.
Nem piada, nem grito.
Hoje é choro, lágrimas, delírio.
Viver por alguém, sem alguém, é só martírio.
A madrugada é a única que testemunhara de desespero meu grito.
Hoje me ofereceram um trago, uma bebida, um alívio.
Um escape, uma dose, um colírio.
Fiel ao meu sofrimento, ao que sou, ao meu eu lírico.
Declinei; hoje não, logo hoje não; estou sombrio..."

O medo de falhar paralisa mais do que a falha em si. Falhar é humano; paralisar é escolha.
E escolhas acumuladas constroem destinos.
Medo enfrentado vira força.

"Quem fala de si próprio se assemelha a um gato que se banha se lambendo: é tanta presunção que ele gasta a própria língua tentando dar brilho ao que ninguém admira."

O homem confrontado com palavras ofensivas! Ele continua a descobrir-se em si. 🧠📚🦉🔱⚜️🦅📝

PRESENÇA ADVAITA

A travessia do ser que deixa de lutar contra si



A cidade ainda não dormiu.

O ar tem cheiro de chuva e café esquecido.

Há buzinas, passos apressados, vozes cansadas atravessando a noite.

Aqui dentro, a casa fecha as pálpebras e o corpo desaperta os ombros.

A respiração desacelera, como se o tempo, por um instante, perdesse a pressa.



Não é iluminação, é pausa.

Não é milagre, é o cansaço que aprende a sentar.

No intervalo entre o que se esgota e o que começa, algo desperta.

É mais sopro que ideia, mais pele que palavra.

Viver é sentir.

Sentir é o único gesto que não mente.



É quando você acontece.

Não chega, se revela.

Nada em você exige lugar, mas tudo muda à sua volta.

O ar fica mais leve, as sombras perdem pressa.

O silêncio ao seu lado tem temperatura.

Parece uma mesa posta no meio da alma.



Você toca o lugar em mim que sempre esperou,

e algo, enfim, consente.

Ainda com medo, eu consinto.

Não há urgência, há respeito.

A ternura não anuncia sua entrada,

ela simplesmente chega e fica.

O medo, visto de perto, se torna pequeno.

A dúvida, cansada, adormece na varanda do peito.

O que antes era abismo agora é chão molhado,

com marcas de quem passou e ficou.



O ser é o campo onde o medo e o amor se escutam.

Ali, o humano e o eterno se olham sem querer vencer.

Quando há escuta, o silêncio deixa de ser muro e vira ponte.



Antes da calma houve deserto.

Antes da ternura, ferida.

Já temi o que mais amava,

já fugi do que me curaria.

Até que o orgulho se desfez,

e a suavidade entrou pela fresta da noite.



Nem tudo em mim é paz.

Ainda há grito guardado,

e o eco às vezes volta sem aviso.

Mas ele já não fere, apenas me devolve à carne.

O amor que prende é medo disfarçado de zelo.

O amor que acolhe tem mãos abertas e chão firme.

Nele, dois seres se olham sem truques.

Ambos feridos, ambos atentos.

Sabem que o outro teme, e ainda assim permanecem.



Eu tropeço.

Duvido.

Às vezes quero trancar a porta e esquecer o mundo.

Mas é a dúvida que me devolve à fé,

essa fé pequena, feita de respiração e paciência.

Só quem sente profundamente aceita não entender tudo.



Com você, o tempo não desaparece, ele respira.

A casa continua casa, o mundo continua áspero.

Há contas, filas, injustiças e gente que carrega o dia nas costas.

Mesmo assim, algo em nós encontra um ritmo bom,

um espaço simples onde a ternura sobrevive.

Não busco eternidade, busco verdade.

Prefiro o instante vivido à promessa que não cumpre calor.

O que é real não morre, apenas muda de rosto.

A presença é o milagre discreto que sustenta o mundo enquanto ninguém vê.



Não há promessa, há encontro.

Não há destino, há travessia.

Você não chega, acontece,

como chuva breve em tarde quente,

lavando o pó do que restou.



A plenitude não está em domar os sentimentos,

mas em atravessá-los inteiros.

Quando compreendo o medo, o amor deixa de ser fuga

e vira casa com portas que abrem por dentro.

Nem tudo que acalma cura.

O silêncio também corta,

mas é corte que limpa,

como mar depois da tempestade.

Às vezes a luz arde antes de iluminar.

Às vezes o amor desmonta o que eu usava para me proteger.



Se o tempo nos afastar, a presença não parte.

O sentir muda de tom, como maré que recua

só para lembrar que voltará.

Você é travessia,

o agora entre duas incertezas,

a prova de que o amor pode existir sem fazer barulho.



Se o silêncio for tudo o que restar,

ainda assim haverá amor.

O que é verdadeiro não precisa ser dito.

O toque fica mesmo quando a mão já se foi.

A lembrança não pede voz,

a pele ainda sabe o caminho.



Ser forte não é erguer muralhas,

é continuar sensível quando o mundo pede dureza.

É olhar o outro e ver o mesmo espanto,

a mesma fome de não ferir.



Escolho te sentir.

Não para possuir, mas para reconhecer.

Não para vencer, mas para ser verdadeiro.

Se o sentir trouxer dúvida, que venha.

Que confunda e console.

Que assuste e cure.

Que desfaça o chão só para mostrar o céu que sempre esteve ali.



Entre nós talvez não haja nome,

e tudo bem.

O real prefere ser vivido a ser explicado.

O amor que nasce quieto é o que mais permanece.

Ele não disputa palco, respira.

É o som do ser se reconhecendo no outro.



Quando o ser se torna simples, o medo aprende a ouvir.

Nada precisa ser vencido quando é compreendido.

A sabedoria não nasce da força,

mas da entrega.

Do instante em que o ser para de fugir de si

e percebe que nunca houve vazio,

apenas verdade esperando espaço.



A cidade enfim silencia.

Uma janela apaga, outra acende.

O ar cheira a terra molhada.

E no reflexo do vidro, eu me reconheço.

O silêncio me olha,

e nele eu ainda vejo.