Fugir
A retórica não altera a natureza dos fatos; quem usa o discurso para fugir da própria substância só prova que a inteligência, sem honestidade, é apenas um truque de cena.
"O mau-caráter pode enganar o mundo por um tempo, mas nunca conseguirá fugir do silêncio da própria consciência ao deitar no travesseiro."
Não adianta querer morrer para fugir dos problemas, pelo contrário, tens que seguir em frente de cabeça erguida, lutando mano a mano com cada novo dia com a certeza de que Deus está cuidando de tudo e que vencerá cada batalha com força, foco e Fé.💓🙏🌻
Me escondi embaixo da cama para fugir das minhas desilusões, deparei-me com o bicho do pântano e subi na cama, pulando as etapas do meu medo e forte o suficiente para enfrentar qualquer desafio!
O que me motiva não é o medo do fracasso, e sim a determinação de conseguir!
Cada medo vencido é uma vitória 💪 Foco e Fé 🙏
"Reflexão de vida: Fugir
"Tentar fugir das lições de hoje, é ter que voltar amanhã; para aprender o que o
ontem tentou ensinar. Não dá pra fugir."
@Suednaa_santos
O medo de dar resposta em grupo de WhatsApp
tem nome: preservação.
Arquivar não é fugir do "não".
É escolher onde meu "sim" vale a pena.
Nem todo palco merece minha presença.
Van Escher 🦁
A VONTADE QUE SUSTENTA OS MUNDOS.
" há pessoas que fogem de Deus como se pudessem fugir do átomo "
Autor frase e texto: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
O pensamento que afirma que há pessoas que fogem de Deus como se pudessem fugir do átomo contém uma densidade filosófica e psicológica de rara lucidez. Ele não se limita a uma crítica moral ou religiosa. Ele aponta para um dado estrutural da condição humana. A tentativa de negar o princípio que fundamenta a realidade não é apenas uma recusa intelectual. É um movimento psíquico de evasão diante do que é inevitável. Assim como ninguém escapa à estrutura íntima da matéria. Ninguém escapa ao princípio que a sustenta.
A formação dos mundos conforme apresentada pela tradição espírita descreve um universo ordenado por leis racionais e permanentes. O universo não é um acidente. A razão filosófica rejeita a ideia de que o todo se tenha produzido a si mesmo. Aquilo que existe de forma organizada pressupõe uma causa inteligente. Esta conclusão não nasce da fé cega. Nasce da lógica clássica já presente na metafísica antiga e reafirmada pela filosofia moderna quando trata do princípio de causalidade.
A resposta que afirma que o universo não pode ter-se feito a si mesmo reconduz o pensamento humano à humildade intelectual. A razão percebe seus limites e reconhece que há uma inteligência anterior às formas. A psicologia profunda confirma esse movimento. O ser humano que tenta negar toda transcendência frequentemente o faz para preservar uma ilusão de autonomia absoluta. Essa recusa não elimina o fundamento do real. Apenas gera conflito interior. A fuga de Deus manifesta-se como fuga do sentido. E a fuga do sentido gera angústia. Conforme demonstrado pela psicologia existencial. A negação do fundamento não liberta. Ela fragmenta.
A criação pela vontade expressa a ideia de uma inteligência que não age por improviso. A vontade aqui não é impulso. É determinação consciente. A imagem da luz que surge pela palavra simboliza a passagem do caos à ordem. Filosoficamente isso representa a passagem do indeterminado ao inteligível. Psicologicamente representa o nascimento da consciência a partir do inconsciente difuso. O ser humano revive esse processo interiormente. Toda lucidez nasce quando a mente consente em organizar o que antes era confuso.
A formação dos mundos pela condensação da matéria disseminada no espaço demonstra que a criação não viola as leis. Ela as inaugura. Deus não concorre com a natureza. A natureza é expressão da inteligência divina. Esse ponto é essencial para afastar a falsa oposição entre ciência e espiritualidade. A cosmologia contemporânea ao estudar a formação dos sistemas estelares confirma que a organização do universo segue processos graduais e regulares. O pensamento espírita antecipa essa visão ao afirmar que os mundos se formam progressivamente segundo leis constantes. Fonte O Livro dos Espíritos questões 37 a 42.
A ideia de renovação dos mundos introduz uma noção profundamente psicológica. Nada permanece fixo. A impermanência não é destruição. É renovação. Assim como os mundos se transformam. A psique humana também atravessa ciclos de dissolução e recomposição. Resistir a esses ciclos gera sofrimento. Aceitá-los gera maturidade. A filosofia estoica já afirmava que viver bem é consentir com a ordem do cosmos. O espiritismo amplia essa visão ao inserir a continuidade do princípio inteligente.
Quando se trata da formação dos seres vivos. A noção de germens latentes revela uma concepção extraordinariamente avançada. A vida não surge por capricho momentâneo. Ela aguarda condições adequadas. Essa ideia encontra paralelo na biologia moderna ao reconhecer a importância do ambiente para a expressão dos potenciais genéticos. Psicologicamente isso ensina que o ser humano carrega em si virtualidades que só se manifestam quando encontra condições morais e afetivas favoráveis. Nada floresce na violência interior.
A comparação com os cristais e com as sementes demonstra que a ordem não é exclusividade do vivo consciente. Ela atravessa toda a natureza. A regularidade das formas indica uma inteligência imanente às leis. Negar isso é reduzir o universo a um mecanismo sem sentido. Essa redução empobrece a experiência humana. A psicologia mostra que indivíduos que percebem o mundo como destituído de sentido apresentam maior propensão ao vazio existencial. Fonte Viktor Frankl embora não citado nominalmente.
A questão da geração. espontânea esclarece que a vida não surge do nada absoluto. Há sempre um princípio anterior. Essa ideia preserva a coerência racional e evita tanto o materialismo radical quanto o misticismo ingênuo. O mundo minúsculo que dormita e se cria é uma metáfora poderosa daquilo que ocorre no interior humano. Pensamentos. Emoções. Tendências. Tudo possui um tempo de maturação.
No que se refere à espécie humana. A recusa da ideia de um único homem como origem literal preserva a dignidade da razão histórica. A figura de Adão compreendida como símbolo evita o conflito entre tradição religiosa e evidência científica. Psicologicamente os mitos não são mentiras. São narrativas estruturantes. Eles organizam a consciência coletiva. Reduzi-los a fatos cronológicos é empobrecer seu valor simbólico.
A permanência da humanidade antes da data tradicional atribuída a Adão confirma a continuidade do progresso humano. A evolução moral não acontece em poucos séculos. Ela exige tempo. Experiência. Repetição. Esse entendimento combate a ansiedade moderna que exige resultados imediatos. A filosofia espírita ensina a paciência cósmica. A psicologia confirma que o amadurecimento profundo é lento.
Retomando a frase inicial. Fugir de Deus é tentar negar a estrutura íntima da realidade. Assim como o átomo compõe a matéria independentemente da vontade humana. O princípio divino sustenta a existência independentemente da crença individual. A recusa não elimina a lei. Apenas distancia o indivíduo de sua compreensão. A verdadeira lucidez não está em negar o fundamento. Está em reconhecê-lo com humildade intelectual e coragem moral.
Fontes fidedignas. O Livro dos Espíritos questões 37 a 51 tradução de José Herculano Pires. A Gênese capítulo 6. Estudos de psicologia existencial e cosmologia contemporânea em consonância com o princípio de causalidade racional.
Conclusão. Quando o ser humano deixa de fugir daquilo que o sustenta. Ele não perde liberdade. Ele encontra direção.
(...) É não adianta tentar fugir mudar de rumo
mudar de bairro, tirar do face, parar de conversas
etc. Quando ha amor, é como ima, quando mais você
se afasta mais atrai para perto. Não se amedronte, não
fuja, enfrente.
Percebi que fugir não tem funcionado. Caminhei para longe, tentei encontrar um lugar onde o sol não me lembrasse do brilho que perdi, mas parece que, não importa a distância, eu sempre acabo voltando para aquele 'coração de pedra'.
É difícil admitir, mas eu ainda preciso de tempo — um tempo que o relógio insiste em não me dar. Tento fechar os olhos e reconstruir o mundo com outras cores, mas toda vez que você aparece, meus disfarces caem. Tento me esconder, tento fingir que superei, mas quando nossos olhos se cruzam, percebo que ainda sou aquele mesmo homem desarmado.
Sabe o que é pior? O silêncio que fica quando você sai do quarto. É como se o ar fosse embora com você. Sinto-me murchando, exatamente como uma flor que foi arrancada do solo e deixada sob uma chuva gelada. Esta cidade parece tão fria e vazia agora; às vezes me pego falando sozinho, tentando encontrar respostas nos ecos dos meus próprios gritos, mas não há nada lá.
Eu só queria que você soubesse que estou tentando me encontrar de novo. Estou tentando deixar de ser essa rosa abatida pela tempestade. Mas, por enquanto, a verdade é que cada partida sua ainda me faz desabar em lágrimas quando o dia termina.
E dói perceber que, embora eu tente seguir um longo caminho para longe de casa, todas as estradas parecem levar de volta ao que fomos. O vazio que você deixa não é apenas a sua ausência; é a presença constante de uma saudade que não descansa. Estou aprendendo, da maneira mais dura, que não se cura um coração de pedra tentando quebrá-lo, mas tentando sobreviver ao frio que ele emana. Enquanto o sol se põe sozinho mais uma vez, eu sigo aqui, esperando o dia em que o meu mundo não murchará toda vez que você se for.
Pequena estrela consumidora, sugou-me a força vital e me fez querer fugir. Um universo que entrava em colapso, com uma estrela prestes a eclodir e consumir tudo ao redor... Corri para bem longe, com medo de me queimar. Era a decisão certa naquele momento, sabia que avistaria aquele universo novamente, mas passaria bem distante, apenas a observar e relembrar aqueles bons momentos onde ali eu vivi...
CRÔNICA:
QUEM DERA...
BY: Harley Kernner
Às vezes, a gente só quer fugir. Não para um lugar distante no mapa, mas para um canto onde o tempo se dobra e a realidade se dissolve. Era uma tarde dessas, o sol ainda alto, mas já com um tom alaranjado que prometia o fim do dia. Sentei-me no banco da praça, observando o movimento miúdo das pessoas, cada uma imersa em sua própria urgência. E, de repente, veio aquela vontade: de trocar o asfalto pelas estrelas, de sentir o calor de um amor que, de tão intenso, quase sufoca, mas de um jeito bom, sabe? Um amor que quebra o silêncio do universo com o barulho de dois corações que se entendem sem palavras.
Quem me dera se, naquele instante, alguém me raptasse. Não um rapto de filme, mas um arroubo de carinho, um abraço apertado que desenhasse no meu peito a certeza de um sentimento. Um desses encontros que a gente sonha, onde o olhar diz mais que mil discursos. Mas a vida real é feita de sutilezas, de quase-encontros, de olhares que se cruzam e se desviam. E a gente fica ali, no banco da praça, com a melodia de um desejo que não se concretiza, mas que pulsa forte.
Já que não há rapto, nem beijos que aprisionem, a gente se permite sonhar. Sonhar com braços que acolhem, com a chance de beijar a alma de alguém, de inalar um perfume que acalma e faz esquecer o mundo lá fora. Adormecer no colo, mesmo que seja apenas na imaginação, é um consolo. É a beleza do efêmero, do que poderia ser, do que se anseia.
E a gente pensa: "Por favor, que esse rapto venha logo. Que esse doce cativeiro do coração se concretize." Quem dera fosse hoje, nesse exato momento, antes que o sol se ponha de vez e a noite traga apenas a lembrança do que não foi. Mas, por enquanto, a crônica da vida segue, e a gente continua sonhando, esperando o dia em que o "quem dera" se transforme em "um rapto real".
Harley Kernner
Arquitetura de Poesias e Crônicas
Escritor Particular.
" O homem, em certos períodos de sua jornada, sente vontade de fugir do mundo. Não porque odeie a humanidade, mas porque descobre que muitos vivem sem verdade e poucos suportam escutá-la. A sinceridade, quando pronunciada sem máscaras, costuma encontrar resistência entre aqueles que preferem o conforto da aparência. "
A consciência plena é fácil de se alcançar, basta não fugir dela. A consciência plena é aqui, agora.
Não adianta fugir porque a felicidade não está aqui, nem adiante. Ela é o reconhecimento de si mesma.
