Fugir
Amores
O primeiro amor, é aquele da adolescência
Aquele amor que te deixa louca pra fugir de casa e viver só de amor
Como se isso fosse o suficiente, o meu primeiro amor foi exatamente assim
Lembro vagamente de querer sair de casa e ser a "mulher" de alguém, me tornar dona de casa, ser mãe de um garotinho de olhos azuis
Era o meu sonho casar, ter uma vida morna e sem fortes "emoções", ter alguém estável e previsível na minha vida
Mas, por algum motivo, não foi assim
Chorei por meses, pensei que iria morrer
Mal eu sabia, que os piores dias estavam por vir
E num belo dia de Dezembro de 2006, apareceu o cara com cara de anjo e um coração perverso
Que eu amei desde que os nossos olhos se encontraram
Se eu soubesse, como seria amar você
Eu deveria ter saído correndo, mas eu fui de encontro a você
E essa foi a minha ruína emocional e mental
Eu pude sentir Tudo, em tantos níveis de amor, de paixão e de tristeza
Com você sempre foi em escala global
Era sempre intenso, e essa nem é a palavra certa, foi muito mais que isso
Se eu tivesse como saber que te conhecer e amar você seria tão incrível
Mas, te perder foi a pior coisa que me aconteceu até hoje
Eu discordo daquele ditado, que diz que é melhor amar e perder do que nunca ter amado
Eu adoraria não ter te conhecido, não teria que passar pelo inferno ao te perder
E me descobrir sozinha sem você, foi e ainda é um grande desafio
Eu ainda não me encontrei longe de você, tem dias que ainda não sei quem sou sem você
A única coisa boa que ao perder você, eu encontrei a minha voz
Sou uma escritora muito melhor por causa de você
E sou grata a você por isso
27 de abril de 2026
A retórica não altera a natureza dos fatos; quem usa o discurso para fugir da própria substância só prova que a inteligência, sem honestidade, é apenas um truque de cena.
"O mau-caráter pode enganar o mundo por um tempo, mas nunca conseguirá fugir do silêncio da própria consciência ao deitar no travesseiro."
A VONTADE QUE SUSTENTA OS MUNDOS.
" há pessoas que fogem de Deus como se pudessem fugir do átomo "
Autor frase e texto: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
O pensamento que afirma que há pessoas que fogem de Deus como se pudessem fugir do átomo contém uma densidade filosófica e psicológica de rara lucidez. Ele não se limita a uma crítica moral ou religiosa. Ele aponta para um dado estrutural da condição humana. A tentativa de negar o princípio que fundamenta a realidade não é apenas uma recusa intelectual. É um movimento psíquico de evasão diante do que é inevitável. Assim como ninguém escapa à estrutura íntima da matéria. Ninguém escapa ao princípio que a sustenta.
A formação dos mundos conforme apresentada pela tradição espírita descreve um universo ordenado por leis racionais e permanentes. O universo não é um acidente. A razão filosófica rejeita a ideia de que o todo se tenha produzido a si mesmo. Aquilo que existe de forma organizada pressupõe uma causa inteligente. Esta conclusão não nasce da fé cega. Nasce da lógica clássica já presente na metafísica antiga e reafirmada pela filosofia moderna quando trata do princípio de causalidade.
A resposta que afirma que o universo não pode ter-se feito a si mesmo reconduz o pensamento humano à humildade intelectual. A razão percebe seus limites e reconhece que há uma inteligência anterior às formas. A psicologia profunda confirma esse movimento. O ser humano que tenta negar toda transcendência frequentemente o faz para preservar uma ilusão de autonomia absoluta. Essa recusa não elimina o fundamento do real. Apenas gera conflito interior. A fuga de Deus manifesta-se como fuga do sentido. E a fuga do sentido gera angústia. Conforme demonstrado pela psicologia existencial. A negação do fundamento não liberta. Ela fragmenta.
A criação pela vontade expressa a ideia de uma inteligência que não age por improviso. A vontade aqui não é impulso. É determinação consciente. A imagem da luz que surge pela palavra simboliza a passagem do caos à ordem. Filosoficamente isso representa a passagem do indeterminado ao inteligível. Psicologicamente representa o nascimento da consciência a partir do inconsciente difuso. O ser humano revive esse processo interiormente. Toda lucidez nasce quando a mente consente em organizar o que antes era confuso.
A formação dos mundos pela condensação da matéria disseminada no espaço demonstra que a criação não viola as leis. Ela as inaugura. Deus não concorre com a natureza. A natureza é expressão da inteligência divina. Esse ponto é essencial para afastar a falsa oposição entre ciência e espiritualidade. A cosmologia contemporânea ao estudar a formação dos sistemas estelares confirma que a organização do universo segue processos graduais e regulares. O pensamento espírita antecipa essa visão ao afirmar que os mundos se formam progressivamente segundo leis constantes. Fonte O Livro dos Espíritos questões 37 a 42.
A ideia de renovação dos mundos introduz uma noção profundamente psicológica. Nada permanece fixo. A impermanência não é destruição. É renovação. Assim como os mundos se transformam. A psique humana também atravessa ciclos de dissolução e recomposição. Resistir a esses ciclos gera sofrimento. Aceitá-los gera maturidade. A filosofia estoica já afirmava que viver bem é consentir com a ordem do cosmos. O espiritismo amplia essa visão ao inserir a continuidade do princípio inteligente.
Quando se trata da formação dos seres vivos. A noção de germens latentes revela uma concepção extraordinariamente avançada. A vida não surge por capricho momentâneo. Ela aguarda condições adequadas. Essa ideia encontra paralelo na biologia moderna ao reconhecer a importância do ambiente para a expressão dos potenciais genéticos. Psicologicamente isso ensina que o ser humano carrega em si virtualidades que só se manifestam quando encontra condições morais e afetivas favoráveis. Nada floresce na violência interior.
A comparação com os cristais e com as sementes demonstra que a ordem não é exclusividade do vivo consciente. Ela atravessa toda a natureza. A regularidade das formas indica uma inteligência imanente às leis. Negar isso é reduzir o universo a um mecanismo sem sentido. Essa redução empobrece a experiência humana. A psicologia mostra que indivíduos que percebem o mundo como destituído de sentido apresentam maior propensão ao vazio existencial. Fonte Viktor Frankl embora não citado nominalmente.
A questão da geração. espontânea esclarece que a vida não surge do nada absoluto. Há sempre um princípio anterior. Essa ideia preserva a coerência racional e evita tanto o materialismo radical quanto o misticismo ingênuo. O mundo minúsculo que dormita e se cria é uma metáfora poderosa daquilo que ocorre no interior humano. Pensamentos. Emoções. Tendências. Tudo possui um tempo de maturação.
No que se refere à espécie humana. A recusa da ideia de um único homem como origem literal preserva a dignidade da razão histórica. A figura de Adão compreendida como símbolo evita o conflito entre tradição religiosa e evidência científica. Psicologicamente os mitos não são mentiras. São narrativas estruturantes. Eles organizam a consciência coletiva. Reduzi-los a fatos cronológicos é empobrecer seu valor simbólico.
A permanência da humanidade antes da data tradicional atribuída a Adão confirma a continuidade do progresso humano. A evolução moral não acontece em poucos séculos. Ela exige tempo. Experiência. Repetição. Esse entendimento combate a ansiedade moderna que exige resultados imediatos. A filosofia espírita ensina a paciência cósmica. A psicologia confirma que o amadurecimento profundo é lento.
Retomando a frase inicial. Fugir de Deus é tentar negar a estrutura íntima da realidade. Assim como o átomo compõe a matéria independentemente da vontade humana. O princípio divino sustenta a existência independentemente da crença individual. A recusa não elimina a lei. Apenas distancia o indivíduo de sua compreensão. A verdadeira lucidez não está em negar o fundamento. Está em reconhecê-lo com humildade intelectual e coragem moral.
Fontes fidedignas. O Livro dos Espíritos questões 37 a 51 tradução de José Herculano Pires. A Gênese capítulo 6. Estudos de psicologia existencial e cosmologia contemporânea em consonância com o princípio de causalidade racional.
Conclusão. Quando o ser humano deixa de fugir daquilo que o sustenta. Ele não perde liberdade. Ele encontra direção.
(...) É não adianta tentar fugir mudar de rumo
mudar de bairro, tirar do face, parar de conversas
etc. Quando ha amor, é como ima, quando mais você
se afasta mais atrai para perto. Não se amedronte, não
fuja, enfrente.
Pequena estrela consumidora, sugou-me a força vital e me fez querer fugir. Um universo que entrava em colapso, com uma estrela prestes a eclodir e consumir tudo ao redor... Corri para bem longe, com medo de me queimar. Era a decisão certa naquele momento, sabia que avistaria aquele universo novamente, mas passaria bem distante, apenas a observar e relembrar aqueles bons momentos onde ali eu vivi...
" O homem, em certos períodos de sua jornada, sente vontade de fugir do mundo. Não porque odeie a humanidade, mas porque descobre que muitos vivem sem verdade e poucos suportam escutá-la. A sinceridade, quando pronunciada sem máscaras, costuma encontrar resistência entre aqueles que preferem o conforto da aparência. "
E se tuas escolhas forem sempre em direção ao que se torna fácil ao ponto de fugir de seus desafios, prepare-se, você jamais conhecerás a fundo aquilo que poderia ter se tornado.
Se a inveja te faz fugir de quem invejas, é sinal de que tua alma já entrou em estado de putrefação.
Benê Morais
Sinceramente
O mundo é o que eu vejo
Quando abro a janela
O horizonte a fugir de meus olhos
O chão que me convida a andar
A solidão é o que eu não posso tocar
Com o coração
Mesmo abraçando com as mãos
Meu corpo é só um porto no mundo
Onde eu descanso
Ou morro de solidão
Sinceramente
Meu corpo é um mundo vasto
Que minha alma não cansa de explorar
Há algo em ti que puxa-me
mesmo quando tento fugir.
A tua presença cerca toda a minha alma, prende-me, incendeia-me.
E quando penso em ti — é o corpo quem responde. O resto dissolve-se,
até o ar tem o teu sabor.
Não há distância que baste.
O teu nome vibra na minha pele, como se o som trouxesse a tua pele para perto da minha boca.
Fecho os olhos
e o mundo curva-se em mim.
Tudo pulsa — lento, quente —
como se o tempo respirasse ao teu ritmo.
Existe um magnetismo em ti que chama o meu caos, um gesto, um quase sorriso,
uma promessa escondida na respiração.
Fico à beira — de ti, de mim, do abismo — e é ali que o desejo cresce, lento, inevitável.
Cada palavra tua é um fio de fogo que me atravessa em silêncio. E quando te calas,
tudo em mim escuta. E nesse inédito silêncio: deixo queimar, não o corpo — mas a alma, essa parte que insiste em te reconhecer.
Eu tentei fugir do meu destino
E até mesmo na minha tentativa vã de fuga
Ele me encontrou
Descobri então que a fuga também fazia parte.
Às vezes fugir é prudente, às vezes é covardia. Às vezes enfrentar é loucura, às vezes é libertação. No entanto, fugir também significa estar preso a algo ou a algum lugar. Pois, ao fugir, ainda se carrega o peso daquilo que se evita. Enfrentar, por mais insano que pareça, pode ser a única forma verdadeira de se desprender — ou de ser devorado.
