Frutos
"O educador é a árvore da vida: suas raízes sustentam, seus galhos acolhem, e seus frutos, os alunos, levam ao mundo as sementes da transformação."
Feliz do homem sábio que visita com amor o pomar e se depara com três tipos de frutos. Os mais maduros e muito doces, preserva no pé para os passarinhos. Os que tiverem no ponto certo recolhe para com calma comer. Os ainda verdinhos, redobra sua atenção perante a eles, para que possam amadurecerem em seguirem por vida, seus caminhos.
Desde o Jardim do Éden as flores e os frutos desafiam as tecnologias humanas até hoje pois murcham e apodrecem, mesmo fora do tempo.
Toda conversa com pessoas inteligentes e equilibradas, geram bons frutos, por que eles falam e escutam passivamente, todas as idéias e opiniões contrarias. Afinal por liberdade, cada um tem seu ponto de vista.
Ideal
Somos frutos
das nossas vontades
e realizações.
A vida embala-nos
como o vento as folhas no outono.
Muitas caem, outras nem a força
das estações conseguem derrotar.
O galho vazio se renova
na próxima estação,
O outro estático,
continua cheio de folhas,
uma vez e outra
deixa cair uma folha
e nasce outra.
Experiências que temos que viver,
quando o desejo domina a razão.
Não somos feitos só de lógica.
Temos também sentimentos.
E vivê-los intensamente,
É o sentido da vida.
Fugir? Não é a melhor opção.
Queimar a lenha,
apagar a chama,
Até virar cinzas,
Lançadas ao vento.
Guardam na memória
a lembrança doce e colorida
de dias bons.
Ninguém precisa
vencer uma discussão,
Um exemplo é deixar
os frutos da Indaiuçu
como são e do jeito que estão
para não se envenenar,
Diferente da discussão,
dela ainda podemos
aproveitar a beleza
da sombra e da delicada floração,
E quando chegar o momento
obter madeira para a construção
o quê permitir a sua imaginação;
e deixar os frutos para
as aves obterem alimentação.
Se tempo a tempo for dado,
mesmo que nada for usado,
diferente de uma discussão,
com uma Indaiuçu ainda
se pode aprender alguma lição.
(Palavra à mente e ao coração).
A vida tem espinhos
flores e frutos tal
qual a Arumbeva,
Como todo o poeta
colho os frutos dos dias
com os pés na terra.
Floresce outubrina
o amável Cajá-Mirim,
Os frutos que posso
colher este mês
são os teus beijos
reservados para mim,
E tudo aquilo que não
haverá entre nós fim.
O Taperebá florido
recorda que teremos
frutos para fazer
doces com amor,
Se isso não é poesia,
não faço a mínima
daquilo que seja,
Mas sei que Taperebá
tem algo parecido
quando se beija
e a gente se enleia.
Os frutos do nosso amor
amadureceram envoltos
da casca grossa do cotidiano,
Ser fortes era o nosso plano
para superar os desafios
da vida e tal qual uma
nogueira frondosa hoje
celebramos cada um
dos frutos que do amor
colhemos e conquistamos.
A árvore do nosso amor é forte,
os frutos são abundantes
e a tranquilidade é perene,
Semelhantes a uma nogueira
construimos a nossa união
e celebramos hoje com muita
paixão, amor e harmonia.
Alonga o teu olhar para ver
A figueira aos pés da duna,
Os frutos tão ricos da alma
De um segredo que é prece,
Eu pude colher os figos
Sob a Lua para fazer um doce,
E também para fazer sentido
- bendigo -
Só para ser exclusivamente tua.
Sempre fugimos do mundo,
Porque nos reconhecemos em tudo.
Sempre fugimos de gente,
Que não ama, não sorri e não protesta.
O amor não surgiu em vão,
Ele nasceu para iluminar a Terra.
Colher frutos e lições
da Paxiúba que cria
raízes novas sempre
em busca do Sol e inspirações.
Se ver como palmeira
caminhante que se
livra das raízes antigas
caminhando sempre adiante
sem recear as tentativas.
Ficar só com as sementes
que dão origens a novas
paxiúbas e também enfeitam
como se fossem sorrisos na vida.
Lidar com as emoções
como quem mira
a conta no fio do colar:
Viver sem medo e com
toda a poesia para te entregar.
Quando o Sol
raiar vou até o Murici
frutos colher,
As sementes vou
guardar e preparar
porque quero um
colar de muitas voltas
para me presentear.
Quem nesta vida
nos avisa amiga é,
estas palavras não
são frutos das minhas
incontáveis poesias,
saiba quem as falou
não está mais viva:
- O maldito usa todos
como meio para se
segurar no poder
e manter muitos
sob o seu comando,
ele usa, faz e se desfaz
e nunca deixou
ninguém viver em paz.
Só sei que o maldito
além de atropelar
os outros povos,
do próprio povo
nunca teve pena,
da minha parte
jamais é cantilena.
Dúvidas não faltam,
perguntas sobram,
cabeças fechadas,
aeroportos fechados,
muitos ainda calados
e muitos cansados.
O mercenário que
queria fazer História
virou lenda por
avisar da urgência
de fazer ajustes,
e por ter ganho
o coração do povo
modesto que só viveu
a vida inteira e vive
a brutal reprimenda.
Quem tirou a vida
do mercenário
caçou a última utopia
do povo que nunca
teve oportunidade
de viver em liberdade.
A verídica inteligência
não faz pacto com
a intransigência,
Para cada baioneta
apontada revida
sempre com um poema
de cabeça erguida
derrotando o inimigo
dentro da própria casa
sem avançar fronteiras.
Entre as flores e os frutos
da Canela-Guaicá,
Agradeço a sublime sombra
concedida nos dias quentes,
Para você envio poesias
e as minhas preces intermitentes.
Fui ver ser os frutos
do Mutambo
já amadureceram,
esperando sem
contar o tempo
e escrevendo
o inevitável e a poesia
com os olhos voltados
para o destino e o infinito.
