Frio
Neste frio noto o quão frio é o seu coração
Congelado por outros amores
Frio por conta de tantas dores
Será que um dia um coração caloroso será capaz de lhe esquentar? Até o seu coração derreter, descongelar
Será que um dia você será capaz de voltar a amar?
Por favor não se limite, vale a pena tentar
Ao ouvir música triste,
choro sem ter depressão.
Fico na melancolia
mesmo sem desilusão.
Eu até sinto um frio
mesmo sem estar vazio
o meu forte coração.
Olá! Que esse dia venha ser cheio de realizações e muita esperança porque os nossos olhos enxergam o que deseja ver e não o que está ao seu redor. Abra a janela e agradeça ao ver a luz do sol! Tenha um bom dia feliz irradiante. Que o sol venha depressa aquecer sua pele nesse tempo frio, pois eu não estou aí. Lembre-se de mim quando você não tiver quem lhe aqueça, meu príncipe.
Derrepente me bateu uma tristeza
Uma sensação de solidão
Derrepente um vazio
Abraçou meu coração.
Parece que estou no frio
Ta tudo tão gelado aqui
Parece que a neve do Alasca
Tomou conta de mim.
Será que é em vão tudo
oque estou a passar ?
Será mesmo que tudo isso
Um dia irá se acabar?
Ou estou lutando e não vou obter solução..
Não terei como ganhar?
Preciso acreditar que tudo isso
Vai ter um fim
Não posso deixar de crer
Que Cristo está por mim..
Pois a bíblia diz que
Aquele que nele crer
Tudo será possível, sim.
- Joseanne Karla Rodrigues
A música que ouço, o frio que sinto, a paz que me invade, as trevas que me cercam; tudo isso é atrativo para esquecer os outros momentos de angústia.
Fulgor da Manhã Gelada
Um frescor tão leve e estonteante a brisa trazia
Novamente esse mesmo aroma doce me envolvia
Clareza nessa menina de idade, eu assim a via
No macio caminhar abanando saia prateada
Um terrível significado fúnebre eu temia
O amanhecer gelado de minha manhã diminuía, onde agora está?
Em contraste, da terra áspera a seu toque sensível
Irreconhecível natureza ou apenas um ser aberracional?
Mas não importava o que fosse provido racional
Com afinco viril e totalmente irracional, demonstrava apreço a mil
Essa presença que agitava meu coração frágil, que dor imoral
Conversas sem proposito assinalado
Àquela mocinha eu dediquei manhãs tão nevoentas como gelo
Seu nome em euforia eu me arrisquei a pedir
“Lina. Meu nome é Lina. Qual o seu moço?”
De resposta simples em partes eu me dividi
Ouvido aquela voz que um dia já conheci
A manhã gelada, da qual tanto vivenciei sem fim
Esbravejando folia angustiante, ali pontuei como um preso infeliz
“Tão bom é conhece-la, mas tão tardia se fez”
A menininha em suspiro longo, proferiu só mudez
Acalentando-me com sua fria morbidez
Tinha importância como nenhum outro
Esse sentimento devastador que tanto logro no silêncio
De significado como nenhum outro
Minha dor seria certeira
Pois o certo é o certo
E meu ato de santidade não compensaria o tormento
Dessa frenesia que rasga-me nesse momento
Torne-se eterna ao meu lado, nesse banco frio
Dessa manhã que só me traz tanto desalento.
Conheçam-me, olhando em volta, não nos meus olhos, mas ao meu redor, pois, sem palavras, hoje, agora, aqui, eis o melhor de mim...Fora, daqui, só há frio...Só o frio...
Você não sente isso?
Como eu posso explicar esse grande vazio, tão profundo, sem dimensionar o quão forte eu sinto as coisas ao meu redor?
Passou-se cinco minutos, meus olhos na janela vendo o infinito do céu, eu perdi por alguns instantes a sensação da existência.
Fiquei ali observado o nada, quase que por empatia, sentindo o céu como o espelho da minha alma, grande e vazio.
A ruptura da catarse se deu no primeiro piscar de olhos. A dor estava tão presente que foi quase impossível imaginar que um dia ela não tivesse estado ali...
É um sopro frio no coração que consegue romper o ar dos pulmões.
Você nunca sentiu isso?
Eu queria gritar, respirar, dizer tudo o que eu sentia... Mas, eu não conseguia.
Qual é a pior sensação de sufoco, senão a de perder a voz, mesmo com a sua capacidade vocal intacta?
Duas vozes gritam loucamente dentro de mim, é tão impossível distingui-las, confundo-as, misturo-as.
"Faça a coisa certa."
"Continue afundando no mar profundo."
Será que é isso mesmo que estão dizendo?Eu não sei.
O sopro continua.
O ar gelado permeando cada veia que nasce no meu coração, prende cada músculo do meu sistema respiratório.
O céu continua lá fora, grande e vazio.
Um espelho do que eu sinto por dentro.
Meu coração
Manhã fria de inverno.
Vento forte a soprar
Não há o canto dos pássaros
Pra minha vida alegrar.
Um aroma firme de café.
O quarto gelado...
O espelho quebrado...
Com você foi embora minha fé.
Sórdido este presente em desarranjo.
Roupas espalhadas pelo chão.
O medo batendo à porta.
Dói com a dor mais doída do mundo meu coração.
Diante deste mundo sombrio...
Nuvens carregas no céu...
O sol que escondido está faz-me sentir um mais forte frio.
"Viver Custa"
Nunca suficiente
As vezes condizente
O custo pode ser alto
O susto pode ser palco
De que vale aprender a voar
Se te preparam pra tombar?
A paz me abandonou há muito
Não posso culpar
Ou até mesmo sonhar
Tantas perturbações
Emaranhadas em emocões
Descanso é luxo
Repouso é tortura
Lamentos
Batimentos
Sentimentos
Tão vivida, mas ausente
Tão distante e tão quente
Como insiste em ficar
Se escolhe me deixar
Várias opções
Infindáveis escolhas
Tão pouco pra apostar
Ainda, tudo a perder
Como sobreviver?
Como existir?
Se der para entender
Que seja antes de sofrer
Que viver custa
Mas não paga.
Ouço o vento e rumores de pessoas resmungando que está frio e gelado, tudo o que sinto é o verão em meu coração e este é insuperável.
Nesse vazio, o som do teclado ecoa como um trovão pela manhã, e eu tô sentindo frio. Frio imenso de doer os ossos. Frio por dentro.
À noite, chovia em meu sonho.
Estava eu andando pelas ruas.
Aquelas ruas... muito frio, escuro, estranho...
tudo em preto e branco; já não havia colorido.
Estavam extintas a fauna e a flora.
Ninguém parava para se cuidar.
Todos corriam de um lugar à outro...
Pessoas tristes; preocupadas... Já não existia felicidade.
Fumaça;
mortes;
estupradores e bandidos
por todos os lados.
Não havia mais música, dança, olhares.
Não havia pessoas cantando ou conversando.
Ninguém se cumprimentava.
De repente eu era Deus. E toda aquela chuva era, na verdade,
minhas lágrimas...
Primavera
Uma garota sentada em um velho balanço, de roupas de frio, pois o inverno castiga sua doce pele suave como um pêssego que ainda está a crescer naquele frio que assola o coração dela enquanto flocos de neve caem sobre seus cabelos.
Ela espera algo lindo, talvez espera que venha o clima que tanto ama e a luz que faltava nos dias dela, que se ausentava durante toda aquela terra branca e arvores quase seca.
Seu balanço de cordas, sussurram em seu ouvido com o vento o som do seu maior desejo escondido no seu coração, ela quer que nasçam flores em seus pés, ela quer ver pétalas voando por entre seus cabelos se emaranhando entre seus cachos dourados, ela precisa sentir o calor do sol aquecendo desde suas pálpebras fechadas enquanto estiver deitada sobre aquele gramado que tanto ama sentir o cheiro. Ela espera o frio ir embora, ela quase não agüenta mais, mas ela não o odeia, ela acredita nele, pois sabe que sem ele as flores jamais nasceriam.
Ela ama toda essa ordem, toda essa dança de sóis e luas nos céus onde as estrelas são a platéia dessa valsa, onde os dois bailam separados com a mesma musica chamada ‘’O tempo’’, essa dança jamais com um par.
Mas mesmo assim ela ama essa ambigüidade, ela agradece o sacrifício desse casal celeste, que nunca se juntarão pois sabe que essa garota jamais iria ver de novo o que tanto aguarda,o que tanto deseja sua doce e delicada primavera pois, com ela vem os pêssegos, e com eles aquele que ela tanto espera, esse fruto que ela tanto aguardou na verdade era um presente para alguém que viria com o tempo apenas pois, não tinha melhor presente para dar do que todo o tempo que ela esperou naquele balanço, apenas a prova de amor que ela tanto desejara demonstrar.
Mas ela sabe que aquilo um dia vai embora, o seu amor precisará partir, e com ele a primavera, como as flores que também irão, mas ela não chora, ela sorri, pois o que ela mais ama não é tudo que a primavera trás, mas sim tudo que a primavera deixa, as boas lembranças de abraços sob o sol erguido.Ela agradece a ultima lua da estação florida a nascer, e cumprimenta o novo sol do verão, que um dia depois de muito tempo se tornará outono seu irmão, e depois finalmente o mesmo inverno, onde na verdade começa tudo que ela mais ama, esperar e ver a primavera novamente a nascer.
Antes era frio demais, agora é quente demais, tá na hora de evoluir e encontrar o meio-termo.
E se for pra orar, que a oração seja direcionada então pra um deus chamado AMANHÃ.
Ter um coração morno é o meu pedido.
