Frases sobre poesia

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ALMA NO SANGUE DE CRISTO
(02.11.2018)

Meu coração busca a santidade!
Fruto do amor e do chamado de Deus.
Ó Cordeiro Santo de tantas alegrais,
Quero permanecer fiel ao teu desejo.

Bem-aventurada alma que sabe crer!
E na Palavra do Senhor, põe a esperança...
Alcançando a verdadeira felicidade,
Pois purificada foi no sangue de Cristo.

Inserida por ricardo_oliveira_1

SOL DO OUTRO DIA
Formando um tipo de entrelaço
Redes neurais, química maravilhosa cerebral
Advindo de um ser maestral
Porém conduzindo a dois caminhos talvez distintos
Um serotonina dança valsa
Outro dor física e psicológica não se diferenciam
Nociva dor de tal rebelia
Outrora trouxera intelecto para o Sol que irradia no outro dia

Inserida por Janeilson

MADRUGADA ESTRANHA
(21.11 2018).

De uma madrugada estranha,
Minha mente abre meus olhos,
E sem conseguir dormir,
Ponho-me a ouvir o coração.

Tudo vem colaborar com o interior,
E no meu íntimo a revelação da vida.
Pergunto- me: - Por onde anda o amor?
Sim, o amor é a própria existência!

Inserida por ricardo_oliveira_1

Pássaros?
Passarinhos:
ninho, cuida,
fluída.
Faz o tempo passar
dá nem pra ver, isso que é amar (?)

Energia, analogia.
Quando encostam
Prestam, existam e impressionam
Renoir
Livre, leve
faz voar

Sem problemas
meu ecossistema,
entrega,
agrega.
Fica, incentiva,
me identifica.

- ana almeida

Inserida por anabeatrizmss

A ALMA DO PIRÃO DAS SEIS

Constrói-se a vida,
Sorrindo com a alma.
E a sintonia da existência,
Caminhando... enquanto se depara,
Com a certeza de terminar o dia,
Inspirado pela via da Magia.
É o Pirão das seis,
Abrindo os braços,
Abraçando os ouvintes,
Que por ele passam.

09/01/2020

Inserida por ricardo_oliveira_1

hoje quase peguei o ônibus errado duas vezes e isso
invocou em mim as ruas labirínticas da cidade
em que o céu se desmancha
em escuridão nascente

a confusão que fiz com os nomes
não será perdoada
a memória anda ruim para coisas boas e pequenas
repentinamente a pequenez das coisas é o que importa
as pequenas ruas da cidade

Inserida por pensador

Angústia

Pisando sobre palavras mortas
De cenas tortas dentro do peito
Respirando o ar rarefeito
Buscando um jeito de te esquecer
De minha mente convencer
Da sua inexistência
Sem ter ciência
Nem consciência
E sequer prever
Que lá no fundo
És meu mundo
E para sempre assim
Indiferente em mim
Irá viver.

Inserida por PoetaCarmo

Por teus olhos

Por teus olhos
Colorido de um verde esmeralda
Vejo um outro mundo
Com o qual fascina minh’alma
E como enlevo profundo
Este coração trôpego, entorpecido
Tantas vezes esquecido
Estremece
De fato sem perceber
Prevalece
E outra vez procuro
Encontrar
Em teu olhar
Um motivo, uma razão
Porque meu coração
Escolheu te amar

Inserida por PoetaCarmo

Vento

Oh vento, que grande brisa,
oh vento!

Vento que corre sobre as dunas do âmbito.

Vento que passa pela fronteira,
que contorna o cenário florido.

Vento de guerra, que bate sobre o soldado
de joelhos feridos.

Vento imundo, que sobre os moribundos
acaba em desgraça.

Vento, vento que recebemos de graça.

Inserida por eduardo_danielski

Minha felicidade vem de quando estou só
e ninguém me interrompe no poema,
essa espécie de transfusão
do sangue para a palavra,
sem qualquer estratagema.
A palavra é meu rito, minha forma
de celebrar, investir, reivindicar:
a palavra é a minha verdade,
minha pena exposta sem humilhação
à leitura do outro,
hypocrite lecteur, mon semblable.

Inserida por pensador

O passeio do outro lado da rua

Gente
Que não conhecerei nunca

Ninguém mais nesta mesa
De um café milenário –
Raras vezes
Terei estado menos só

A nave espacial chamada terra
Singra comigo tarde adiante

Tudo volve milenário
As pedras da rua
O cimento gasto do passeio
As recordações

Inserida por pensador

hoje estou feliz.
um dia eu bem quis que
estas palavras
compusessem os versos de um poema.
por hoje,
a minha felicidade é intransigente.
ainda que eu aja
e me sinta insuficiente.
ainda que eu pense
e me haja nostálgico.
ainda que eu mesmo sinta
e pense em comos e porquês.
entretanto
por hoje,
eu estou feliz.
por hoje,
houvera felicidade.

Inserida por rubobrobsky

Este verão me ensina
que devo bater eu mesma os tambores
se quiser dançar

Este verão me ensina
a ser por alguns segundos sem felicidade sem tristeza
aliada de Deus

Este verão me ensina
a acordar de manhã. Grata. Sozinha.

Este verão me ensina
que a folha do limoeiro apenas exala seu aroma
quando esmagada entre os dedos.

Inserida por pensador

Peças de madeira em pau-marfim

A linha dos olhos
faz flechas da cor de futuros
As mãos formam conchas
de pegar contentamentos
Os pés são grandes como
as telas holandesas realistas
O corpo inteiro é um tabuleiro
de jogar jogos de azar
As costas quadriculadas
As coxas quadriculadas
A boca quadriculada
Onde eu me finjo
de dama

Inserida por pensador

Tracionada a ferrugem dos ferrolhos
reage ao sol
e rescende o cheiro dos carvalhos
no escorrer das ocras:
o ferro a menstruar no tempo.

Transversa
a luz revela o desenho das teias:
colcha prateada de neurônios
– esses nervos da vida.

Firmes ali sem mais estar
mãos invisíveis no ensaio do tear.

Inserida por pensador

Cachimbo de domingo

Cadê o gado?
Buscar na Índia.

E o pasto?
Derrubar árvore, plantar capim.

E o capim?
Braquiária: buscar na África.

E a fome?
Come carne, toma leite.

Vila verde
fome saciada.

Escorre água,
mareja areia.

Pasto pisado de gado.
Casa de capim.
Rio doce assoreado.
Calores!

Inserida por pensador

Ao pé dum calvário

De uma rosa, uma pétala pendia inerte
E, incerta, murmurava então: "Será que vou?"
Súbito veio o vento, e a pétala lá voou,
Abandonada às dúvidas que o medo verte.

Dir-se-ia que, naquele terrível cenário,
Repousara ela, tímida, ao pé de um calvário.

Inserida por jao_jaojao

Oh era uma primavera
de folhas de peles selvagens e flores de cobalto
enquanto cadillacs caíam como chuva entre as árvores
encharcando com demência os relvados
e de cada nuvem de imitação
escorriam multidões múltiplas
de sobreviventes de nagasaki desasados

E ao longe perdidas
flutuavam xícaras
repletas com nossas cinzas

Inserida por pensador

Em toda a minha vida jamais deitei com a beleza
confidenciando a mim mesmo
seus encantos exuberantes

Jamais deitei com a beleza em toda a minha vida
e tampouco menti junto a ela
confidenciando a mim mesmo
como a beleza jamais morre
mas jaz afastada
entre os aborígenes
da arte
e paira muito acima dos campos de batalha
do amor

Inserida por pensador

Aquela "fosforescência sensual
na qual se deliciava minha juventude"
jaz agora quase atrás de mim
como uma região de sonhos
onde um anjo
de hálito ardente
dança como uma diva
por veias estranhas
pelas quais o desejo
perscruta e lamenta

E dança
e dança ainda
e ainda avança

Inserida por pensador