Frases sobre Pesquisa Científica

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A ciência desconfia das certezas; o Direito deveria desconfiar das certezas com poder.

A ciência pode explicar como uma crença se forma sem precisar decidir se aquilo em que se acredita é metafisicamente verdadeiro.

A ciência não destrói Deus; apenas se recusa a colocar uma hipótese metafísica onde uma evidência empírica é exigida.

A ciência pergunta “como sabemos?” antes de perguntar “no que queremos acreditar?”.

A ciência muda quando a evidência muda; o dogma muda apenas quando deixa de conseguir impedir a mudança.

Talvez a maior contribuição da ciência à filosofia tenha sido ensinar ao homem que sua intuição não é uma autoridade sobre a realidade.

O cérebro fabrica certezas com extraordinária facilidade; a ciência existe, em parte, para interrogá-las.

A ciência oferece explicações; a filosofia examina seus pressupostos; o Direito estabelece limites para o poder exercido em nome delas.

A ciência não deveria ocupar o lugar da religião, assim como a religião não deveria ocupar o lugar da ciência. O espaço entre ambas pertence à liberdade intelectual.

A ciência conhece por aproximações; o dogmatismo conhece por decretos. Entre ambos está a honestidade de dizer: “ainda não sabemos".

A ciência ensina a testar afirmações; o Direito ensina que nem toda afirmação verdadeira autoriza qualquer intervenção sobre o outro.

A mente humana prefere respostas fechadas; a ciência frequentemente oferece algo mais difícil e mais valioso: perguntas melhores.

A ciência é uma das poucas instituições humanas cuja força depende da possibilidade permanente de alguém provar que ela estava errada.

O Direito deveria desconfiar tanto do poder que invoca Deus quanto daquele que invoca a ciência para escapar do debate público.

A ciência não humilha a fé; humilha apenas a pretensão de transformar uma crença em evidência e uma evidência em dogma.

O que acontece quando o conhecimento produzido pela ciência encontra os limites epistemológicos do Direito?

Quando a ciência descobre o que o Direito ainda não sabe como normatizar, onde termina o conhecimento e começa o poder?

O que acontece quando aquilo que a ciência descobre confronta aquilo que o Direito está autorizado a normatizar?

O que acontece quando o avanço da ciência encontra as fronteiras epistemológicas e normativas do Direito?

A ciência avança quando admite aquilo que ainda não sabe; o dogma começa quando finge saber aquilo que não pode demonstrar.