Frases Racionais

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O mundo me ensinou que devemos seguir racionalmente. Que ninguem te deve nada, muito menos responsabilidade afetiva. E se você não aprender a se proteger sozinha, ninguém fará isso por você. Talvez o melhor remédio seja sorrir, mesmo com o coração partido. A dor já me visitou várias vezes, mas minha força é inabalável, aprendi a florescer mesmo em meio aos espinhos. Isso afasta olhares atentos à nossa vulnerabilidade.

Quem somos nós? A imagem que sustentamos diante dos outros, construída com cuidado, coerência e esforço, ou aquilo que irrompe quando o controle falha, com um gesto, um pensamento, uma reação que rapidamente tentamos esconder? Talvez essa divisão já revele o conflito central: viver entre o que mostramos e o que tememos revelar. Onde há essa cisão, há tensão contínua, e essa tensão consome energia que poderia ser usada para simplesmente perceber.



Em público, ajustamos a voz, o discurso, o comportamento. Em silêncio, observamos outra coisa se mover. Às vezes contraditória, às vezes desconfortável. Não brigamos contra isso porque seja errado, mas porque ameaça a imagem que aprendemos a proteger. O problema não é a imperfeição do que surge, mas o medo de ser visto sem a armadura. Assim, passamos a vida defendendo uma ideia de nós mesmos.



Então surge a pergunta moral: é melhor ser justo e parecer injusto, ou ser injusto e parecer justo? Enquanto essa escolha existir, já estamos presos à aparência. A justiça verdadeira não precisa de plateia, assim como a injustiça não deixa de existir porque foi bem disfarçada. Quando a preocupação principal é como algo será percebido, o ato deixa de ser claro. Ele passa a ser estratégico.



Buscar equilíbrio entre essas posições talvez seja outra armadilha. O equilíbrio pensado, calculado, escolhido, ainda pertence ao campo do esforço. E esforço implica conflito. O que acontece quando não tentamos parecer nada? Quando não há intenção de sustentar uma imagem nem de combatê-la? Talvez reste apenas o fato nu do que somos naquele instante.



E se a pergunta “quem sou eu?” não exigir resposta, mas observação? Não a observação do personagem público, nem a condenação do impulso oculto, mas a percepção direta do movimento inteiro… sem escolha. Nesse ver sem defesa, sem justificativa, pode não surgir uma definição. Mas talvez surja algo mais simples: o fim da necessidade de parecer.

A coerência não se constrói em palavras soltas, mas em atitudes firmes. Quem vive o que defende não precisa de discursos longos, porque sua postura fala mais alto do que qualquer frase ensaiada. A verdade não se sustenta em máscaras: ela se revela na constância, na coragem de manter-se fiel mesmo quando é mais fácil ceder.
O observador atento distingue quem apenas fala de quem realmente acredita. O discurso vazio é frágil, cai diante da primeira contradição. Já a prática coerente é sólida, atravessa o tempo e se torna exemplo. Não há espaço para dúvidas quando a vida confirma o que anuncia.

Existe uma explicação bem lógica para, cedo ou tarde um homem que vive às custas de uma mulher vir a espancá-la: Ele não a respeita e sabe que ela própria não se respeita. Sendo assim, acaba ficando indignado por ela não ficar indignada com ele. No fim das contas, a indignação do indivíduo cresce, pela certeza de que o jeito é se conformar, porque afinal, para trocá-la por uma mulher honrada ele teria que se tornar um homem também honrado.

Todo raciocínio é lógico, mas nem todos têm aplicação para atingirem o objetivo esperado.
Derci J. Flores.

Lealdade não é permanência cega nem fidelidade ao erro; é coerência silenciosa entre palavra, gesto e ausência. Revela-se quando o interesse não vigia, quando não há plateia nem recompensa. O desleal abandona ao primeiro custo; o leal permanece até onde a dignidade permite — e nunca além de si.

Entre o delírio e a lógica
segue a mesma pulsação:
a lucidez é ferida,
e viver é insurreição.


William Contraponto

Apagão.
O apagão da alma se inicia quando o sentimento sobrepõe o racional.
É aquilo que se sente e não se pode explicar, que fica no âmago do ser humano.
Como a embriaguez, a raiva, o ciúme, o amor, que não se pode tocar nem entender e nem se deve.
É a sensação da madrugada, do vento frio, das promessas e lembranças.
É aquilo que não se pode fugir nem se refugiar.
O apagão da alma é se deixar levar pela falta da razão e pela sensação em si, não necessariamente o toque ou o físico. São flashes que trazem à vida o íntimo do indivíduo.
É como o amor, êxtase. Inexplicável e indivisível, individual. É o sorrir na madrugada com o "pensamento nas nuvens", o sussurrar silencioso das memórias e a saudade que bate no peito sem hora prevista ou explicação.
Se caracteriza como aquilo que não se controla, que é bom e mortal, uma vez que machuca no silêncio e na mesma intensidade que alivia.
É você.
É seu jeito, seu rosto, sua voz,. É sua melodia e seu falar. É o que me tira a sede e me falta o ar, é encanto.

"O engano travestido de verdade

Só é desnudo por um exame racional.

Paulo escreveu que nossa fé é racional

Se tomamos a Palavra como base



Crês no Deus das escrituras

E duvidas das escrituras de Deus?

Ó homem de mente vacilante

Ignorarás os ensinos seus?"

É muito coerente buscar a paz acima de tudo, sem ela, pouco podemos fazer.

“Escolha o essencial, confie na sua lógica e honre o cuidado consigo.”
— Os`Cálmi

Uma liderança positiva, que apresenta sinais de coerências em seus relacionamentos, conquista a confiança de seus liderados.

Tem narcisismo que a alma reconhece antes da razão: pede freio, distância e coerência.
Tem adeus que não é perda, é livramento.
Até ontem parecia amor, hoje já não existe — porque, na verdade, o narcisista não ama, ele joga.
E quando o jogo perde a graça, ele apenas troca a fita, como quem nunca sentiu nada.

Minha arte não é loucura, é uma linguagem que a sua lógica ainda não aprendeu a ler.

"A coerência é o caminho obrigatório para o equilíbrio responsável por nossa paz de espírito"

A vida não pede perfeição, pede coerência entre o que você sente, pensa e faz.

Ignorância


O seu pensamento se perde no imenso vazio da sua mente,
Você esquece do lógico tão logicamente,
Faz uma conquista tão deprimente.


Na calada da noite, cala meu povo,
Na hora do dia, nega um alívio de novo,
Faz um discurso de poder, e nega poder se importar com o outro.


Tem ouro, tem riqueza,
Mas se afunda na sua pobreza;
No seu escasso pensamento eles cofiam um alívio para o sofrimento.


Você fala sem pensar, acerta em errar,
Ignora o meu plural e tenta nos domar,
Ignora o saber e ainda veste um formal,
Faz um discurso arrogante me acusando de imoral.


Quem ousa a escutar? Quem ousa em você votar?
Queimando os pneus, um fogo difícil de apagar,
Essa gente desesperada e você sem se importar.


Vê a mata, edifica teu ego,
Vê uma morte e se finge de cego,
Manipula uma massa enquanto não a pegam.


Como pode menosprezar a educação?
Para falar de poder de onde tirou tanta convicção?
Da onde tirou conhecimento para falar da constituição?
Como pode confundir liberdade com opressão?
Como pode endemoniar as súplicas vindas do coração?


Pega, pega, pega, pega ladrão!
Julga-o conforme as leis,
Mas ei,
Será que terá espaço para branco na prisão?


Ignorância, tradução,
Conhecimento disponível; atenção, não.
Não peço que pense e concorde comigo, só quero que pense!


Conhece a história, conhece as verdades,
Se faz de cego ou se faz de covarde?
Do meu povo a Militância, do seu a arrogância.


Nessa casa, nesse senado,
Dentre esses terá um bom deputado?
Dessas vozes que discutem,
Quem escutem minha gente?
Posso ter pouca relevância,
Porém não alimento vossa ignorância.


Esse barulho me atordoa,
E você não se importa!
Uma hora quem sabe doa,
Quando a morte bater a porta.
E ela não liga pra sua influência, bem menos a perdoa.

Meu amor é perecível e indefinível ao entender do próximo, mas a lógica que me oferece a vulgaridade não é bem aceita pelo meu próprio coração...
E o magnetismo do teu encanto emociona-me em uma única finalidade... Amar-te com todas as minhas forças;
Hão de admirá-la não por sua beleza, mas por seu caráter e suas verdades que envolvem a sua alma...

⁠Tudo acontece com algum propósito
Se aconteceu foi por algum motivo lógico
E se veio foi por alguma permissão
E se foi embora também teve alguma razão;

Todo sucesso que prescinde da humanização carrega, em si, a lógica do fracasso.