Seus sussurros versus meus urros
E você me vence,
Perco Feliz.
Encharcado e remendado,
Bate o arrependimento,
Desbarrancado e resgatado,
Que pende e não decai.
Tornando a remoer,
O que foi abandonado,
Rever o insuperável
Sendo superado.
O infinito não nos deterá !
O indefinido nos definirá!
Em definitivo,
Só a variável restará.
Contudo, se o ato de amar liberta,
Cumpro minha pena livre.
Sou um condenado,
Obrigado a responder em liberdade.
Te amei mais do que me amei.
Te amei mais do que ao próximo.
E em meu pecado imperdoável
Te amei mais do que a Deus
E sobre todas as coisas.
Absolvição de um pecado imperdoável,
concedida a um condenado respondendo em liberdade.
Algumas pessoas foram fascinantes para mim, mas Ela foi o fascínio em pessoa.
Dedico esta Obra
a tua chama, lutadora, a flamejar
Estava a pensar algo
Que não importa,
Passando a me importar
Com o que nunca pensei.
Materializando em cores vivas,
Letras palavreadas invisíveis.
Inauguro neste instante,
Iluminado e supersônico:
O Improvável Florilégio
Das Aventuras Impossíveis.
Ao mentir para si mesmo
Fala inverdades diante outros.
A menos que você deseje,
Com cada célula de tua corporeidade,
Fique no chão, não se levante.
A menos que você ame,
A torrente de ocitocina e cumplicidade,
Fique no chão, não se levante.
A não ser que teus neurotransmissores,
Projetem de ti potência incalculável,
Fique no chão, não se levante.
Tu estás inundado de insolência felina,
Dopamina, endorfina, doce serotonina,
Mas fique no chão, não se levante.
Não adianta ouvi-los, nada tendo a dizer,
Te querem prostrado, de joelhos, deitado,
Rastejando no chão, donde não se levante.