Frases eu Espero
E não terei nada para pensar e acaberei por pensar nele,justamente o pensamento que eu queria evitar e no fim das contas vou acabar sonhando com ele,lembrando dele ,respirando-o,vivendo-o,sentindo o sangue dele pulsar em minhas veias bem mais do que meu próprio…
Eu a odeio.Com todas as minhas forças,todas as minhas células.Com cada terminação nervosa de meu corpo.A odeio com um ódio que me envenenou toda a vida.
E aí quando a primeira lágrima rolou por meu rosto percebi o quão tola estava sendo,pois afinal,eu não estava imune ao amor.Um amor que me sufocava por dentro.
Está me ouvindo?Sem você eu posso fazer o que quiser porque agora o tempo é todo meu.MEU,não seu,porque como já dizia Renato Russo ”tire suas mãos de mim,eu não pertenço a você”.Só que suas mãos estão nela,não em mim.Mas essa já é uma outra história.
Quer dizer,é claro que quero sair correndo em direção ao sol mas e se não der certo? E se eu me queimar?E se eu tomar o caminho errado e ficar tarde demais para voltar atrás?
Depois de algumas horas eu fiquei na sacada olhando as estrelas lá em cima tão,tão distantes mas ainda assim verdadeiras,como o amor,lindo e distante e difícil de acreditar que possa ser verdadeiro em algum lugar da terra.Ou talvez ele seja e só eu que seja pessimista.
Mas por que eu ainda olho para você procurando aquele que se foi? Porque sou idiota,idiota por te amar,idiota por lhe escrever e idiota por não ter queimado aquele livro do tamanho de uma Bíblia chamado Passado.
Sim,eu sei o que você deve estar pensando: ” Você prometeu que ia parar de me escrever.Então porque está me incomodando de novo,garota?” Bem,eu sei porque.Só pelo simples fato de eu te amar.E tentar conter esse amor é como tentar conter uma avalanche; inútil e estressante.
Por isso eu acho que as lembranças são como dádivas e maldições;dádivas porque nunca vão te abandonar e sempre vão te lembrar de como tudo era bom e maldições porque terão o poder de te assombrar para o resto da vida.
Eu fiquei ali no meio da chuva, no meio da rua, e o vi passar como se não fosse nada, como se eu não fosse nada. As pedras ou a grama teriam o mesmo valor. Era como se eu nunca tivesse sido parte daquela vida.
Eu não podia ficar falando e falando dele,embora eu quisesse, embora minha alma quisesse e ansiasse por isso como se falar dele fosse uma forma de libertação, como se diminuísse a saudade e a falta que ele me fazia.
Perdemos a copa e eu perdi você. Trágico, não é? Nem tanto porque o que era trágico virou rotina com o passar do tempo; sentir sua falta virou rotina, não ter você virou rotina, lhe escrever virou rotina.
Com você eu viveria tudo de novo: te amaria de novo, te abraçaria de novo, reviveria nossas brigas, dramas, mensagens e reconciliações e por fim lhe diria um até logo como quem diz " fica mais um pouco amor" ao estilo Adoniran Barbosa de ser.
Eu era calmaria e ele era vento, sendo ora brisa e ora tempestade . Não havia monotonia, só rock e poesia , sendo ele o rock eu ,naturalmente, a poesia. E havia toda aquela minha louca vontade de citar Rita Lee cantando "meu bem você me da água na boca " .
No mínimo a festa será chata e eu vou me estressar com alguém . E não haverá olhares, abraços e beijos, e sim um "boa noite" frio e um "até logo" gélido, porque , sejamos razoáveis, isso aqui é a minha vida e não acontece nada de interessante nela.
Não lhe desejo beijos nem abraços e muito menos coisas bonitas . Eu desejo sofrimento e ruína , embora isso seja horrível de minha parte mas no momento sou pura dor e trevas. E sem um pingo de culpa porque essa não me pertence , essa foi sempre sua.
Eu já tremi da cabeça aos pés querendo responder a mensagem dele, querendo não responder, querendo ligar para xingá-lo, querendo ligar para dizer que ele era um idiota. Querendo amá-lo. E o amaria até o fim da vida se dependesse de mim.
Eu estava boba, estava tonta, estava rindo à toa, cantando desafinada e dançando. Eu, esse ser humano dotado de dois pés esquerdos, estava dançando e rindo escandalosamente. Reconheci os sintomas da doença antes mesmo de a música terminar: era amor.
Ele não me deixava louca, não me dava água na boca. Com ele eu via o tempo passar. Com o outro eu perdia a hora. Eu adorava conversar com um. Amava os beijos do outro. E sentia falta dos dois. Por que os sentimentos precisam ser tão confusos e incoerentes?
