Frases eu Espero
Vida louca vida... Já eu não posso te levar
quero que você me leve..
Vida louca vida... Vida imensa
Ninguém vai nos perdoar! Nosso crime não compensa
Sim o tempo reina; ele retomou sua brutal ditadura. E está-me empurrando, como se eu fosse um boi, com seu duplo aguilhão: "Vai, anda, burrico! Vai, sua, escravo! Vai, vive, maldito!"
É absolutamente indispensável que eu seja uma ocupada e uma distraída.
Nota: Trecho da crônica Atualidade do ovo e da galinha (II).
...MaisOh Deus, e eu que faço concorrência a mim mesma. Me detesto. Felizmente os outros gostam de mim, é uma tranquilidade.
Eu gosto de você. Eu estou meio bêbado. Estou ficando completamente torto. Me dá uma chance. E parecia verdadeiro, pequenino e desamparado, repetindo: Eu gosto de você, eu gosto tanto de você.
Eu me perfumo para intensificar o que sou. Por isso não posso usar perfumes que me contrariem. Perfumar-se é uma sabedoria instintiva. (...) É bom perfumar-se em segredo.
Nota: Trecho da crônica Os perfumes da terra.
...MaisEu sei de cor tudo o que tenho que fazer para dar certo, mas tenho medo da responsabilidade de ser notada.
E quem me ofende, humilhando, pisando, pensando que eu vou aturar, tô me guardando para quando o carnaval chegar.
Eu nunca entendi o sentindo de deixar uma garota apaixonada quando ele sabia que não iria sentir o mesmo por ela.
Eu só pensava: eu não valho tanto. Daí a pouco já estava pensando: e eu que não sabia que valia tanto.
Nota: Trecho da crônica Mal-estar de um anjo.
...MaisAgora que tudo perdeu a magia, se magia houve, e havia, eu não consigo mais ver nenhum anjo em você.
De hoje em diante eu vou modificar o meu modo de vida... e pra começar eu só vou gostar de quem gosta de mim!
Ultrapassar a dor é a pior crueldade. E eu tenho medo disso, eu que sou extremamente moral. Mas agora sei que tenho de ter uma coragem muito maior: a de ter uma outra moral, tão isenta que eu mesma não a entenda e que me assuste.
Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei! De quem disse que viria e nem apareceu; de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.
Nota: Embora a autoria seja normalmente atribuída a Clarice Lispector, na verdade o trecho se trata de um híbrido, que combina elementos e excertos de Antônio Carlos Affonso dos Santos com outros, escritos por um autor desconhecido.
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