Frases de Salomão
O verdadeiro triunfo do Iluminismo não foi retirar Deus do céu, mas impedir que qualquer homem falasse em Seu nome para silenciar outro.
O Estado que conhece os limites da própria certeza é mais livre do que aquele que transforma suas crenças em leis.
Nenhuma maioria possui o direito de transformar sua convicção em verdade obrigatória para a consciência alheia.
O Direito nasce verdadeiramente livre quando o Estado aprende a distinguir aquilo que sabe daquilo que apenas acredita.
O Iluminismo colocou uma pergunta diante de todo poder: quem vigiará aqueles que dizem possuir a verdade?
Uma Constituição é também um monumento à humildade do poder: ela nasce para lembrar ao governante que sua vontade não é a medida do justo.
O Direito iluminista não pergunta em que o cidadão deve acreditar; pergunta até onde o Estado pode obrigá-lo a obedecer.
A justiça começa onde termina o privilégio de transformar convicções particulares em deveres universais.
Nenhuma lei é verdade apenas porque foi escrita; sua legitimidade começa quando pode sobreviver ao tribunal da razão.
Se a razão pode interrogar o soberano, a cidadania nasceu; se pode interrogar a própria lei, a liberdade amadureceu.
O Iluminismo ensinou uma verdade jurídica revolucionária: o homem não existe para servir à lei; a lei existe para proteger a dignidade do homem.
Entre o altar, o palácio e o indivíduo, o Direito iluminista ergueu uma fronteira chamada liberdade de consciência.
Toda ordem jurídica verdadeiramente iluminista carrega uma suspeita dentro de si: até a lei pode estar errada quando ninguém pode questioná-la.
Quando uma sociedade proíbe a dúvida, ela não protege a verdade; protege o medo de descobri-la falsa.
A lei deve limitar o poder precisamente porque o poder sempre encontrará razões para não se limitar.
