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Frases de poetas famosos que emocionam em cada palavra

As crianças não brincam de brincar. Brincam de verdade.

Difícil não é pedir perdão, difícil é ser perdoado.

Ah! quanta vez a vida nos revela que "a saudade da amada criatura" é bem melhor do que a presença dela.

Acontece que, para ter o que desejamos, é melhor não falar do que queremos.

Se perder um amor não se perca, se o achar segure-o.

DA ANÁLISE

Eis um problema! E cada sábio nele aplica
As suas lentes abismais.
Mas quem com isso ganha é o problema, que fica
Sempre com um X a mais...

Porque é que para ser feliz é preciso não saber?

Por causa tua, quantas más ações deixei de cometer.

Os outros nunca sentem.
Quem sente somos nós,
Sim, todos nós,
Até eu, que neste momento já não estou sentindo nada.

Nada? Não sei...
Um nada que dói...

Fernando Pessoa
Poesias de Álvaro de Campos. Lisboa: Ática, 1944.

Poesia, uma maneira de falar sozinho.

A existência é uma aventura, de tal modo inconsequente.

Até hoje não houve filósofo que padecesse pacientemente uma dor de dente.

Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas.

O triste dos caminhos é que eles jamais podem ir aonde querem.

Uns tomam éter, outros cocaína.
Eu já tomei tristeza, hoje tomo alegria.

Manuel Bandeira
BANDEIRA, M., Libertinagem, 1930

Nota: Trecho do poema "Não Sei Dançar"

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E agora pedem-me que fale sobre mim mesmo. Bem! eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão. Mas o que querem são detalhes, cruezas, fofocas.

Se sou amado, quanto mais amado mais correspondo ao amor.

Tenho amor a isto, talvez porque não tenha mais nada que amar - ou talvez, também, porque nada valha o amor de uma alma, e, se temos por sentimento que o dar, tanto vale dá-lo ao pequeno aspecto do meu tinteiro como à grande indiferença das estrelas.

Mudem-me os deuses os sonhos, mas não o dom de sonhar.

Fernando Pessoa
PESSOA, F. Livro do Desassossego. Vol.II. Lisboa: Presença. 1990. p. 114,7.

O tempo é a insônia da eternidade.

Mario Quintana
Caderno H. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013.