Frases de poetas famosos que emocionam em cada palavra

Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.

Quando é que eu serei da tua cor,
Do teu plácido e azul encanto,
Ó claro dia exterior,
Ó céu mais útil que o meu pranto?

O Verso

O verso é um doido cantando sozinho.
Seu assunto é o caminho. E nada mais!
O caminho que ele próprio inventa..

Biografia

Entre o olhar suspeitoso da tia
E o olhar confiante do cão
O menino inventava a poesia...

Mario Quintana
Apontamentos de história sobrenatural. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.

Dois amantes felizes não têm fim
Nascem e morrem muitas vezes enquanto vivem
Têm da natureza a eternidade.

Pablo Neruda

Nota: Trecho de "Soneto XLVIII" de Pablo Neruda

O amor é bom, mas é melhor o sono.

Eles passarão, eu passarinho.

Não te retires ofendida.
Pensa que nesse grito vem
O mal de toda minha vida:
Ternura inquieta e malferida
Que, antes, não dei nunca a ninguém.

E foi melhor nunca ter dado:
Em te pungindo algum espinho
Cinge-a ao teu seio angustiado.
E sentirás o meu carinho

Livros são papéis pintados com tinta

Poesia é comunicação...a sós.

Alienação!

Eu só pediria licença para lembrar que os alienados são precisamente os que têm uma ideia fixa.

O sono é o prenúncio da morte.

O próprio sonho me castiga. Adquiri nele tal lucidez que vejo como real cada coisa que sonho.

E se o que tanto buscas só existe em tua límpida loucura - que importa?
Isso, exatamente isso, é o teu diamante mais puro!

Tenho fome da extensão do tempo, e quero ser eu sem condições.

Fernando Pessoa
Livro do desassossego. São Paulo: Principis, 2019.

Uma curva de caminho, anônima, torna-se às vezes a maior recordação de toda uma volta ao mundo!

Tão abstrata é a idéia do teu ser que me vem de te olhar, que, ao entreter os meus olhos nos teus, perco-os de vista.

O MATA-BORRÃO
O mata-borrão absorve tudo e no fim da vida acaba confundindo as coisas por que passou... O mata borrão parece gente!

Dicionário, não és
tumba, sepulcro, caixão,
túmulo, mausoléu,
és senão preservação,
fogo escondido,
plantação de rubis,
perpetuação viva
da essência,
celeiro do idioma.

A indiferença é a mais refinada forma de polidez.

Mario Quintana
Caderno H. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013.