Frases de grandes autores que inspiram grandes ideias

Cada um só porque fala, julga também saber falar da linguagem.

Todas as especulações são pardas, certamente, mas eternamente verde é a árvore de ouro da vida.

Estamos todos condenados à morte, mas com um tipo de adiamento indefinido.

Sob o alpendre
o espelho copia
somente a lua.

Dicionário, não és
tumba, sepulcro, caixão,
túmulo, mausoléu,
és senão preservação,
fogo escondido,
plantação de rubis,
perpetuação viva
da essência,
celeiro do idioma.

A imagem que um homem só pode conceber é a de que não toca ninguém.

E tudo isso já faz parte de um todo, de um mistério. Sou uma só. (...) Sou um ser. E deixo que você seja. Isso lhe assusta? Creio que sim. Mas vale a pena. Mesmo que doa. Dói só no começo.

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Nota: Trecho da crônica Máquina escrevendo.

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Mas há o hábito e o hábito anestesia.

Clarice Lispector
Um sopro de vida. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.

Não ser é outro ser.

A indiferença é a mais refinada forma de polidez.

Mario Quintana
Caderno H. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013.

Penso em ti e dentro de mim estou completa. (...) Penso em ti, murmuro o teu nome; e não sou eu: sou feliz.

Cada pessoa é um mundo, cada pessoa tem sua própria chave e a dos outros nada resolve.

Clarice Lispector
A bela e a fera. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Estou tentando te dizer de como cheguei ao neutro e ao inexpressivo de mim. Não sei se estou entendendo o que falo, estou sentindo – e receio muito o sentir, pois sentir é apenas um dos estilos de ser.

Clarice Lispector
A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

A vida é igual em toda a parte e o que é necessário é a gente ser a gente.

Clarice Lispector
Todas as cartas. Rio de Janeiro: Rocco, 2020.

Nota: Trecho de carta para Elisa Lispector e Tania Kaufmann, escrita em 30 de setembro de 1944.

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Só eu, de qualquer modo, não sou o mesmo, e isto é o mesmo também afinal.

Ela passaria a noite a rezar, a olhar para o céu escuro, a velar por alguém.

Clarice Lispector
Perto do coração selvagem. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

E eu impávida finjo que não tenho dono. Pontas de cigarro apagadas eu recebo. Um dia vou pegar fogo.

Clarice Lispector
Um sopro de vida. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.

A virtude, quem o ignorará ainda, sempre encontra escolhos no duríssimo caminho da perfeição, mas o pecado e o vício são tão favorecidos da fortuna que foi ela chegar e abrirem-se-lhe as portas do elevador.

O futuro é meu enquanto eu viver.

Clarice Lispector
Todos os contos. Rio de Janeiro: Rocco, 2016.

Nota: Trecho do conto Tempestade de almas.

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O esforço é grande e o homem é pequeno .