Frases de grandes autores que inspiram grandes ideias

⁠A oferenda

Eu queria trazer-te uns versos muito lindos...
Trago-te estas mãos vazias
Que vão tomando a forma do teu seio.

Mario Quintana
Antologia poética. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015.
Inserida por pensador

⁠Parênteses

(Em meio ao turbilhão do mundo
O Poeta reza sem fé)

Mario Quintana
Antologia poética. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015.
Inserida por pensador

⁠Do belo

Nada, no mundo, é, por si mesmo, feio.
Inda a mais vil mulher, inda o mais triste poema,
Palpita sempre neles o divino anseio
Da beleza suprema...

Mario Quintana
Antologia poética. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015.
Inserida por pensador

⁠Da indulgência

Não perturbes a paz da tua vida,
Acolhe a todos igualmente bem.
A indulgência é a maneira mais polida
De desprezar alguém.

Mario Quintana
O segundo olhar. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2018.
Inserida por pensador

⁠Silêncios

Há um silêncio de antes de abrir-se um telegrama urgente
Há um silêncio de um primeiro olhar de desejo
Há um silêncio trêmulo de teias ao apanhar uma mosca
... e o silêncio de uma lápide que ninguém lê.

Mario Quintana
Antologia poética. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015.
Inserida por pensador

⁠Os pés

Meus pés no chão
Como custaram a reconhecer o chão!
Por fim os dedos dessedentaram-se no lodo macio,
[agarraram-se ao chão...
Ah, que vontade de criar raízes!

Mario Quintana
Antologia poética. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015.
Inserida por pensador

⁠A vida é pouco a pouco. Hoje dou meio passo, depois de amanhã dou mais meio passo. Que impaciência. Querer engolir a vida de um só trago e depois talvez algo como morrer. Mas meu próprio sangue é lento.

Clarice Lispector
Um sopro de vida. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.
Inserida por pensador

⁠O filho de José e de Maria nasceu como todos os filhos dos homens, sujo do sangue de sua mãe, viscoso das suas mucosidades e sofrendo em silêncio. Chorou porque o fizeram chorar, e chorará por esse mesmo e único motivo.

José Saramago
O Evangelho segundo Jesus Cristo (1991).
Inserida por ericfbarros

"As mentiras das pessoas, estão nas palavras que elas dizem ser verdades"

Inserida por VictorHugoFelipe

Hoje defendo uma coisa, amanhã outra. Mas não creio no que defendo hoje, nem amanhã terei fé no que defenderei.

Fernando Pessoa
Páginas íntimas e de autointerpretação. Lisboa: Ática, 1966.
Inserida por mi_v_t_

⁠Vivem em nós inúmeros

Fernando Pessoa

Nota: Trecho de poema escrito sob o heterônimo Ricardo Reis.

Inserida por usuario1026328

Qualquer que tivesse sido o crime dele [Mineirinho], uma bala bastava. O resto era vontade de matar, era prepotência.

Clarice Lispector

Nota: Trecho de entrevista concedida para a TV Cultura, em 1977.

Inserida por CarlosLispector

Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho... o de nada mais fazer.

Clarice Lispector
Correio feminino. Rio de Janeiro: Rocco, 2013.
Inserida por EdileideAlves

⁠Parece que esperança não tem olhos (...), é guiada pelas antenas.

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Nota: Trecho da crônica Uma esperança.

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Inserida por mi_v_t_

Os suicidas muitas vezes se matam porque têm medo de morrer. Não suportam a tensão crescente da vida e da espera do pior – e se matam para se verem livres da ameaça.

Clarice Lispector
Um sopro de vida. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.
Inserida por Missbelle

Infeliz o que só tiver amado corpos, formas, aparências, que tudo lhe tirará a morte! Amai as almas, se quereis além do túmulo encontrá-las.

Victor Hugo
Os miseráveis (1862).
Inserida por Paulo6565

O fim da arte é quase divino: ressuscitar, se faz história; criar, se faz poesia.

O que me tranquiliza é que tudo o que existe, existe com uma precisão absoluta.

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Nota: Trecho da crônica A perfeição.

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Antes de me organizar tenho que me desorganizar internamente. Para experimentar o primeiro e passageiro estado primário de liberdade. Da liberdade de errar, cair e levantar-me.

Clarice Lispector
Água viva. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 1998.

Quando Gregor Samsa despertou, certa manhã, de um sonho agitado viu que se transformara, durante o sono, numa espécie monstruosa de insecto.