Frases de Fernando Pessoa de Perdao

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Não é a verdade que vence, é a convicção.

Machado de Assis
Esaú e Jacó (1904).

O homem, o indivíduo humano, é o portador do conhecimento efetivo. O conhecimento enquanto bem social é apenas conhecimento potencial, é coleção de registros e convenções que, para tornar-se conhecimento efetivo, deve ser efetivado, atualizado na consciência do indivíduo vivente.

Os melhores amores nascem de um minuto.

Machado de Assis

Nota: Carta para Salvador de Mendonça, escrita em 15 de abril de 1876.

Por muito que se recuse deixa sempre algum gosto a paixão que a gente inspira.

Machado de Assis
Memorial de Aires (1908).

Ela promete ser boazinha, não destruir, mas depois esquece.

As mulheres, como as crianças, acham que tudo lhes é devido.

As leis são teias de aranha pelas quais as moscas grandes passam e as pequenas ficam presas.

A gratidão perfuma as grandes almas e azeda as almas pequenas.

Para apaixonar-se, basta estar distraído.

- Meu senhor - respondeu-me um longo verme gordo - nós não sabemos absolutamente nada dos textos que roemos, nem escolhemos o que roemos, nem amamos ou detestamos o que roemos; nós roemos.

(Dom Casmurro, pg. 36)

Machado de Assis
Dom Casmurro

Entretanto, vida diferente não quer dizer vida pior.

Machado de Assis
Dom Casmurro (1899).

Nenhum desejo neste domingo
nenhum problema nesta vida
o mundo parou de repente
os homens ficaram calados
domingo sem fim nem começo.

A mão que escreve este poema
não sabe o que está escrevendo
mas é possível que se soubesse
nem ligasse.

Por pudor sou impuro.

Manoel de Barros
BARROS, M. Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2011.

Uma noite de amor é um livro a menos lido.

Nas entrelinhas é que dizemos. Bom terapeuta é o que escuta o que omitimos.

A tarde está verde no olho das garças.

Manoel de Barros
BARROS, M. Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2011.

Se não posso regular os acontecimentos, regulo a mim mesmo.

Eu precisava de ficar pregado nas coisas vegetalmente e achar o que não procurava.

Manoel de Barros
BARROS, M. O livro das ignorãças. Rio de Janeiro: Editora Record, 2000.

...E ela virá me abrir a porta como se fosse uma velha amante. Sem saber que é a minha mais nova namorada...

E fala e ri e gesticula e grita.
(teus olhos)
entrava-nos alma adentro
e via esta lama podre
e com pesar nos fitava
e com ira amaldiçoava
e com doçura perdoava.