Frases de Fernando Pessoa

Fernando Pessoa (1888-1935) foi um dos mais importantes poetas em língua portuguesa, a figura central do Modernismo português

Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu

Se um homem escreve bem só quando está bêbado, dir-lhe-ei: embebede-se. E se ele me disser que o seu fígado sofre com isso respondo: o que é o seu fígado? É uma coisa morta que vive enquanto você vive, e os poemas que escrever vivem sem enquanto.

Bernardo Soares

Porque sentir é como o céu,
Vê-se mas não há nele que ver.

Fernando Pessoa
Poesias Inéditas (1930-1935). Lisboa: Ática, 1955.

Sejamos simples e calmos,
Como os regatos e as árvores,
E Deus amar-nos-á fazendo de nós
Belos como as árvores e os regatos,
E dar-nos-á verdor na sua primavera,
E um rio aonde ir ter quando acabemos!

Fernando Pessoa
“O Guardador de Rebanhos”. In Poemas de Alberto Caeiro.

Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada

Tão cedo passa tudo quanto passa.

Fernando Pessoa

Nota: Trecho de poema de Fernando Pessoa

O mundo é para quem pode conquistá-lo e não para quem pensa que pode conquistá-lo.

Os outros nunca sentem.
Quem sente somos nós,
Sim, todos nós,
Até eu, que neste momento já não estou sentindo nada.

Nada? Não sei...
Um nada que dói...

Fernando Pessoa
Poesias de Álvaro de Campos. Lisboa: Ática, 1944.

Porque é que para ser feliz é preciso não saber?

Se perder um amor não se perca, se o achar segure-o.

Mais vale ser criança que querer compreender o mundo

Ser poeta não é uma ambição minha. É a minha maneira de estar sozinho.

Fernando Pessoa
“O Guardador de Rebanhos”. In: Poemas de Alberto Caeiro. Lisboa: Ática, 1946.

Tenho amor a isto, talvez porque não tenha mais nada que amar - ou talvez, também, porque nada valha o amor de uma alma, e, se temos por sentimento que o dar, tanto vale dá-lo ao pequeno aspecto do meu tinteiro como à grande indiferença das estrelas.

Sei que nunca terei o que procuro
E que nem sei buscar o que desejo,
Mas busco, insciente, no silêncio escuro
E pasmo do que sei que não almejo.

O meu coração quebrou-se
Como um bocado de vidro
Quis viver e enganou-se...

Mudem-me os deuses os sonhos, mas não o dom de sonhar.

Fernando Pessoa
PESSOA, F. Livro do Desassossego. Vol.II. Lisboa: Presença. 1990. p. 114,7.

Quando é que eu serei da tua cor,
Do teu plácido e azul encanto,
Ó claro dia exterior,
Ó céu mais útil que o meu pranto?

"Ah, não há saudades mais dolorosas do que as das coisas que nunca foram!"

Somos do tamanho que sonhamos.

Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.