Dona da redondeza,
Ronda os arredores,
Prodígio em sua fortaleza,
Fascínio para maiores.
Já houve quem descasou,
Plantando-lhe junto no encalço,
Afeto que avassalou,
Pela Deusa dos Pés Descalços.
BeijArte
De: Lábio
Para: Face
Um Beijo.
Ensaiei, ditados inexistentes,
Martelei, aforismos famosos,
Revisei, a locução convincente,
Repassei, teus tiques nervosos,
Consultei, os baralhos videntes,
Aceitei, teus ataques mimados,
Pratiquei, as vontades urgentes,
Como os gomos, fomos tão atrelados,
Inventados, em notações e lembretes,
Findando, eis o resultado:
Na declaração que ressoa,
Falo a ti na primeira pessoa.
Coletânea contraditória,
Rompendo com a dita cautela,
Ele faz sua dedicatória,
Uma sinfonia, um Hino a Ela.
Analogia duma Antologia,
uma sinfonia, um Hino a Ela.
Iniciamos firmes
como aço,
no derretimento
de nossas convicções,
revelamos o despropósito
a cada passo.
em sua ânsia
devastadora,
os terráqueos só alcançaram
uma coisa, o fracasso.
estavam todos errados,
perdidos, equivocados,
inclusive os lunáticos
que cobiçavam o espaço.
Cordas vocais apuradas,
Bússola das caravanas,
Sobrancelhas delineadas,
Emolduradas pestanas.
Emana seu íntimo,
Tua essência transpassa,
Derrama cadência,
Não anda, ultrapassa.
Assim Ela é,
Decência e escândalo.
Num meigo balé,
Senhora do Sândalo.
Escoltada por curiosos,
Poema, dom dos artistas,
Donativos vistosos,
Charada de ilusionistas.
Divulguem-na,
Tornem-a pública,
Venerem-na,
Tirania e República.
Margô fica angustiada,
Por não realizar suas proezas.
Margô fica assustada,
Só de pensar nos desacertos.
Margô fica frustrada,
Com o acúmulo das despesas.
Com a quebra financeira,
Fruto de concertos na cozinha
E as prestações da geladeira.
Margô fica chateada,
Pensa estar congelada,
Numa monotonia de desventuras.