Frases de Corpo
Versos Brancos
Para o teu corpo remar
no meu rio não precisa
ter só uma cor e nem rima,
Precisam ser somente
de todo o cor(ação),
Os versos brancos
explicam a magia
que existe entre
nós dois e a poesia.
Quando o corpo desaba, a alma ruge no silêncio da exaustão, arde o fogo indomável que nada pode extinguir.
A disciplina foi o músculo que treinei, quando nem eu acreditava, a prática falou, agora o corpo do ofício é robusto.
Conheço a fome, do corpo e da alma. Uma seca os ossos, a outra esvazia o coração. Que nunca encontrem morada em mais ninguém.
Meu coração vigia mesmo quando o corpo dorme, pois sabe que a visão da ausência é a pior das tormentas no silêncio da noite.
O corpo cansa, mas a alma só se exaure quando a fé na mudança se torna mais leve que o peso do passado.
Recomeçar é a prova biológica e espiritual de que a alma tem mais vida do que o corpo pode suportar.
O maior cárcere é a mente que insiste em viver no passado, enquanto o corpo é forçado a habitar o presente.
O corpo guarda um manual de guerras antigas. Lá estão listadas derrotas que ninguém lê, exceto eu. Cada cicatriz é uma frase do diário que o tempo esqueceu. Volto a esses capítulos com os dedos, procurando cura no toque. E descubro que a linguagem da cura é pequena: atenção e tempo.
A coragem, às vezes, é apenas levantar o lençol. Encarar a madrugada com o corpo nu de expectativas. Reconhecer o medo como companheiro e não como carrasco. E, no degrau mais baixo, abrir a janela para o vento. Porque o vento passa e limpa o excesso de nós.
A saudade não é a ausência de um corpo, mas a presença fantasmagórica de um tempo que não se resigna, é a memória
em brasa, o passado que se recusa
a ser apenas pó.
A alma é a verdade nua que não conhece o ardil nem a mentira, o corpo é o mensageiro de carne que, através da dor e do prazer, é forçado a traduzir sua fala. É preciso aprender a escutar o corpo para compreender a linguagem da sua essência mais profunda.
Meu corpo já desistiu muitas vezes, mas minha alma nunca. Ela conhece caminhos que a dor não alcança. E quando tudo parece perdido, é ela que me puxa de volta ao fôlego. Esse fôlego é Deus, o resto é sobrevivência.
Quando chego ao limite, finjo que não sinto o frio. O corpo anestesia, a alma não, esta última é outro animal. Ela late na escuridão, pede por pão e silêncio, e eu aprendo a oferecer o pouco que tenho: o meu tempo.
O corpo fala em dialetos estranhos: tremores, ruídos, calafrios. Os médicos catalogam os sintomas, eu invento histórias para eles. Entre a ciência e o sentir, escolho o que me dá abrigo, uma xícara, um acorde, o barulho de passos que não me deixam sozinho.
