Frases de Autores Conhecidos

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Só os grandes espíritos resistem. E ainda assim...

O vento é esse morcego invisível; quando não devasta, faz adormecer.

Na maioria dos casos o estado visionário abate o homem, e o embrutece.

Nesta idade, os rostos dizem tudo. A palavra é inútil. Há jovens cuja fisionomia diz mais do que a boca. Olha-se para eles e fica-se a conhecê-los.

Diz, fala, exclama cada um consigo mesmo, sem que seja quebrado o silêncio exterior. Há um grande tumulto; tudo fala em nós, excepto a boca. As realidades da alma, por não serem visíveis e palpáveis, nem por isso deixam de ser também realidades.

Não pode pensar quem está em êxtase, como não pode nadar quem está numa torrente.

A ninguém faltam forças; o que falta a muitos é vontade.

Quando o viram semear dinheiro, disseram: "É um comerciante; Quando o viram ganhar dinheiro, disseram: "É um ambicioso"; Quando o viram recusar honrarias, disseram: "É um aventureiro"; Quando o viram recusar a sociedade, disseram: "É um bruto".

A fé, esse puro facho que aprisiona o temor, essa palavra de esperança escrita na última página, esse batel no qual pode salvar-se a tripulação...

Os cemitérios aceitam o que lhes dão.

Com muito pouco trabalho, seria útil; é negligenciada, e por isso torna-se daninha. Então arranca-se. Quantos homens se assemelham à urtiga! (...) Não há nem ervas más nem homens maus. Só há maus cultivadores.

Essa criança vivia na ausência de afeição como as ervas daninhas que nascem nas covas.

Não sejas feiticeiro, mas se o és, faz dele teu ofício.

De tudo o que a catedral possuía, o que mais o tornava feliz eram os sinos. Acariciava-os, amava-os, falava-lhes e compreendia-os. Tinha ternura por todos eles, embora tivessem tirado sua audição.

Era um daqueles homens que se tornam curiosos unicamente em razão da sua longevidade, e que são estranhos porque noutro tempo se pareceram com toda a gente e agora não se parecem com ninguém.

A natureza humana é assim. As outras emoções ternas da juventude, se as houvera, haviam caído num abismo.

- Maldição! - Dizia ele. - Eis como é preciso ser! Basta ser belo e nada mais!

Sou imortal. Nada pode me ferir.

Era esboço também, nem por isso deixava de ser uma obra prima. Todo embrião de ciência tem esse duplo aspecto: monstro, como feto, maravilha, como germe.

Só deus nesse momento, via o triste espetáculo. E sem dúvida a mãe! Há coisas que fazem abrir os olhos dos mortos nos seus túmulos!