Menos vozes, mais solução; mais vozes, mais discussão.
A justiça mede, a misericórdia perdoa, a graça transborda.
O que hoje alivia, amanhã vicia.
O prazer que encanta é o desejo que espanta.
A vida é mestre em despedaçar vaidades.
Não existe humildade só em pensamento, nem coragem somente no argumento.
A humildade que nasce da dependência não é virtude, é circunstância.
O “não” que causa insatisfação também impede nossa anulação.
Até o silêncio clama por companhia, mesmo calado, reclama empatia.
O orgulho de quem amamos é um barulho que incomoda, apavora e devora.
A gente culpa e desculpa sem culpa e sem desculpa.
Menos vozes, mais certeza; mais vozes, mais incerteza.
Menos vozes, mais decisão; mais vozes, mais indecisão.
Ampliar o repertório sem inflar o falatório.
Ampliar o saber sem inflar o dizer.
Lutar para não morrer: o primeiro passo do viver.
O primeiro gesto da vida é saciar a fome.
O erro é o primeiro traço da verdade, o esboço inicial da realidade.
Sem fé pública, a democracia perde sua voz.
O silêncio é o manto que esconde a mediocridade.
Ajude-nos a manter vivo este espaço de descoberta e reflexão, onde palavras tocam corações e provocam mudanças reais.